quinta-feira, 28 de julho de 2016

Galeria dos Mártires - Pe. Stanley Francis Rother

Pe. STANLEY FRANCIS ROTHER
Mártir defensor dos pobres
GUATEMALA * 28/07/1981

MEMÓRIA DOS 35 ANOS DE SEU MARTÍRIO

Stanley Rother, missionário americano na Guatemala, sacerdote de 46 anos. Nasceu em Oklahoma, USA, trabalhou por 13 anos com os indígenas Cakchiquel na Guatemala. Durante todo esse tempo ele só queria cuidar do seu rebanho, na paz e harmonia. Outros sacerdotes americanos da área o consideravam o mais conservador de seu grupo. Era pacífico, dedicava seu tempo a ajudar o povo, a melhorar a agricultura e a saúde das pessoas.

Vários paroquianos seus, inocentes camponeses, foram assassinados pelo Exército. Pe. Stanley escreve uma carta denunciando essas atrocidades. Seu escrito circulou nos Estados Unidos (publicado em vários jornais e revistas), provavelmente foi esse o motivo que o levaria a ser assassinado.

Sua atitude tranquila, pacifica se transformava quando o povo estava sofrendo injustiça. Em certa ocasião, o Exército convocou uma reunião com o povo, no parque central. O tenente do Exército e comandante do destacamento de 300 soldados em Atitlan, convidou o Pe. Stanley para ocupar as cadeiras da Presidência da Assembléia Popular, ao que ele se recusou e ficou entre o povo.

O comandante, tomando o microfone, repetiu insistentemente que a presença do Exército naquele lugar obedecia a uma missão de paz e tranquilidade; que não era necessário que a população buscasse as igrejas para dormir, nem que durante o dia se trancassem em suas casas, pois o Exército não reprimia, o Exército defendia o povo... Então o Pe. Stanley pediu a palavra e do microfone falou: "Paz e tranquilidade nos anuncia o senhor tenente para Atitlan. Muito bem! Quero manifestar ao senhor tenente e a toda a opinião pública da Guatemala que o viver em paz e buscar a harmonia social são virtudes próprias de Santiago Atitlan, assim como são as roupas típicas que identificam a população deste lugar. Já há treze anos vivo neste paraíso de paz e fraternidade. Posso testemunhar que jamais um problema importante perturbou este remanso de paz... até que o Exército se fez presente. Esta paz e tranquilidade que nos oferece, talvez nela houvêssemos acreditado. Faz um mês, este povo perdeu 28 de seus filhos humildes e trabalhadores; as famílias procuram igrejas para dormir, não querem sair de suas casas por temor à repressão; começou a circular uma lista de morte... diante de tais fatos, é difícil crer na paz que nos oferecem...".

Ameaçado de morte, Pe. Stanley deixou por três meses sua paróquia e voltou aos Estados Unidos. Algum tempo depois tomou a decisão importante de voltar. Seu desejo de estar em Santiago Atitlán era mais forte que as mesmas ameaças. Ao lado dele, as pessoas também se fortaleceu em meio a muito sofrimento com gestos heroicos. Ele estava ao lado de quem amava, o povo, como um apóstolo de Jesus Cristo. Aos seus familiares que não podia compreender sua radical decisão, ele disse: "Se tenho que morrer, quero morrer lá. Quero estar lá com meu povo". 

A um amigo, disse uma frase que teve sentido de profecia: "Vou celebrar a semana Santa em Atitlan...".

No dia 28 de Julho de 1981, Pe. Stanley foi assassinado. A única testemunha conta: "Eu dormia no quarto do segundo andar, onde antes vivia o Pe. Stanley. Cerca de uma hora da madrugada chegaram três homens altos e fortes que perguntaram pelo Pe. Stanley. Ameaçaram-me e tive que indicar-lhes o quarto onde dormia. Ele já havia ouvido a conversa, porque quando os homens chegaram a sua porta, ele já estava vestido. Quiseram levá-lo, mas ele não se entregou. Logo atiraram nele... Avisei as religiosas, que viviam na casa mais próxima".

Regou com seu sangue a terra abençoada de tzutuhiles maya, simples camponeses e pobres.

A versão publicada nos meios de comunicação de opinião pública de Santiago Atitlan, era que quiseram roubar a igreja e o sacerdote tinha sido morto pelos ladrões...

Pe. Stanley disse que jamais se deixaria sequestrar, em sua longa carta de denuncia havia descrito como se fazia a tortura na Guatemala...

E ainda dizia: "Minha vida é para o meu povo. Eu não tenho medo". 
"O povo precisa de mim e eu quero estar aqui. E as pessoas me amam". 

Ninguém que assistiu à missa fúnebre vai esquecer a despedida que o povo de Santiago Atitlán deram o seu pastor como um sinal de amor, reverência e gratidão. Homens vestidos com suas melhores roupas, o levaram em procissão. Na capela-mor da igreja paroquial em dois vasos de barro e uma caixa de metal foram enterrados o seu sangue e coração. 

Com razão Pe. David Monahan na apresentação de suas cartas ele escreve: "As cartas do Padre Stanley Rother nos dá a conhecer um humilde seguidor de Jesus Cristo, que alcançou grandeza espiritual em meio a terrível opressão. Como pastor de Santiago Atitlán tornou-se, no sentido mais amplo, o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas". 

Em 21 de Julho de 2010, a Arquidiocese de Oklahoma City, realizou uma cerimônia de encerramento da fase diocesana da canonização de Padre Stanley Rother.

Em uma solene celebração eucarística, o arcebispo, Dom Eusébio J. Beltran, ordenou o fechamento de todos os documentos que testemunha os acontecimentos de 28 de julho de 1981 na cidade de Santiago Atitlán, Guatemala, para embarque imediato da Congregação para as Causas dos Santos no Vaticano.

"Pe. Rother foi um bom e feliz padre. Ele era muito leal ao Evangelho e ao serviço aos pobres", disse Arcebispo, e anunciou que tem a esperança de que este servo de Deus seja declarado santo e mártir.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

Galeria dos Mártires - Pe. Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo

Pe. RODOLFO LUNKENBEIN e SIMÃO BORORO
Mártires da Terra Indígena
MERURI – MT * 15/07/1976

Missionário salesiano entre os índios Bororo, na aldeia de Meruri, Pe. Rodolfo pôs nessa missão toda sua “jovialidade e amizade, sua serenidade e exatidão na prática religiosa e nos estudos; seu espírito de trabalho e sacrifício”. Sabia muito bem do risco que corria: “Também hoje o missionário, afirmou, deve estar disposto a sacrificar sua vida”. “Não há nada mais bonito do que morrer pela causa de Deus. Este seria meu sonho”. 

Mártir glorioso da nova pastoral indigenista do CIMI, ele deu a vida pelas terras bororo e o índio bororo Simão, no mesmo martírio, deu a vida pelo missionário Rodolfo.

Prece da Esperança no Compromisso

Deus, nosso Pai, celebramos, com a morte gloriosa do Cristo, a morte gloriosa de Rodolfo e de Simão, o sangue de Teresa, de Lourenço de Zezinho e de Gabriel; a angústia e a solidariedade de Ochoa, dos bororós, dos missionários ... perfeitos no amor, segundo a Palavra de Cristo: o índio deu a vida pelo missionário; o missionário deu a vida pelo índio. Para todos nós, índios e missionários, este sangue de Meruri é um compromisso e uma esperança. O índio terá terra! O índio será livre! A Igreja será índia! 
(Pedro Casaldáliga, apud José Marins et alii, op. cit., p. 151.)

https://www.youtube.com/watch?v=VqpL3TwLjj0

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

Galeria dos Mártires - Héctor Jurado

HÉCTOR JURADO
Mártir do Povo Uruguaio
URUGUAI * 15/07/1972

Héctor Jurado, pastor metodista uruguaio. 

Detido pela polícia, morreu em consequência das torturas no Hospital Militar, poucos dias depois de sua prisão.

Embora não tenham sido fornecidos os resultados da autópsia, sabe-se que o corpo de Héctor apresentava sinais de maus tratos, além de uma ferida provocada por bala e outra provocada por corte.

O comunicado oficial disse que ele havia se suicidado com arma branca no momento da detenção.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir de leitura dos livros: Sangue pelo Povo - Martirológio Latino-Americano - Ed. Vozes 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Galeria dos Mártires - José Amâncio Dias

JOSÉ AMÂNCIO DIAS
Mártir da Justiça e do Direito
BÉLEM DE MARIA-PE * 14/07/1993

José Amâncio Dias, líder sindical de Belém de Maria, Pernambuco, pai de 11 filhos, assassinado no dia 14 de julho de 1993 por ter apoiado a luta pelos direitos dos pobres assalariados do nordeste brasileiro.

A interrogação pousou no abismo
Nos princípios gerais que o pássaro
Trouxe das candeias do lugar.

As árvores se tocaram nas idades do medo
Perto do cansaço. Do deserto.
Agarradas entre as veias que de si
Penetram o coração iluminado da terra.

Debaixo do seu fardo a água
- insubmissa à lei e à música - 
Originou a circulação
Pondo o sol na erva do outono
E o dia na raiz dos grilos
Pendendo a roupa branca lavada.

A água não tem tinta para o mundo
Por isso acumula insetos sem compromisso
E verifica o peso das sementes sobre o leito dos pássaros.
Tem uma vocação para a eloquência, a água.
Um dizer sertanejo nas axilas.
Um odor poderoso frequentando a tarde.

Por isso, disseram tua notícia fundada na chuva.
Até no meio das farinhas
E nos lábios roliços da madeira
Que erguia o cume das casas, em louvação.

Texto do livro: Raízes, Memória dos Mártires da Terra, Jelson Oliveira - Ed. Loyola 



quarta-feira, 13 de julho de 2016

Galeria dos Mártires - Fernando Hoyos e "Chepito"

Pe. FERNANDO HOYOS e "CHEPITO IXIL"
Mártires entre os Povos Indígenas
GUATEMALA * 13/07/1982

Sacerdote jesuíta espanhol, Fernando foi missionário na Guatemala. Membro da Direção Nacional do Exército Guerrilheiro dos Pobres. Morreu combatendo na cordilheira dos Cuchumatanes, às margens do rio San Juan.

Simples, fraterno, sincero, pobre como os pobres da Guatemala, Fernando era um sacerdote sempre disposto a ensinar, a iluminar com a reflexão teológica oportuna, a ouvir, a servir aos indígenas do altiplano, aos camponeses da costa sul, aos professores, catequistas, universitários na tarefa comum de ir gerando uma Guatemala nova. 

Para isso trabalhou incansavelmente; deu cursos; caminhou horas a fio pela montanha, fiel ao lema que o levara ao sacerdócio: "Lançar a sorte com os pobres desta terra". Até que um dia compreendeu que a voz dos pobres clamando justiça era abafada com a mentira, cadeia, tortura e massacre. 

E com eles decidiu seguir o único caminho possível: a luta armada. "O exemplo de Fernando não desaparecerá jamais daqueles que como nós compartilhamos nos últimos anos da mesma luta. Suas idéias, ensinamentos, capacidade de trabalho, seus sentimentos profundamente humanos, sua entrega à libertação de nosso querido povo, todos os ensinamentos que forjou em seu lar, na Companhia de Jesus e no exército guerrilheiro dos pobres, não se apagarão do povo da Guatemala", escreveu um companheiro guerrilheiro aos pais de Fernando, ao lhes anunciar sua morte.

Junto de Fernando caiu igualmente ferido de morte o guerrilheiro menino "Chepito Ixil" de treze anos. "Sabemos que vamos cair em combate, que vamos morrer, mas sabemos por que estamos lutando", dizia "Chepito".

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir de leitura dos livros: Sangue pelo Povo - Martirológio Latino-Americano - Ed. Vozes 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Galeria dos Mártires - Dom Carlos Horário Ponce de León

DOM CARLOS HORÁRIO PONCE DE LEÓN
Mártir da Justiça
ARGENTINA * 11/07/1977

Carlos Horacio Ponce de León, nasceu em Navarro, 17 de Março de 1914,  foi bispo da diocese de San Nicolas de los Arroyos (província de Buenos Aires).

Foi ordenado sacerdote em 17 de dezembro de 1938, depois de ter completado seus estudos no Seminário Arquidiocesano de Buenos Aires. Em 09 de Junho de 1962, foi nomeado bispo auxiliar de Salta (província de Salta) e em 15 de Agosto de 1962, recebeu a consagração episcopal na Basílica de Santa Rosa

Em 28 de abril de 1966, foi nomeado bispo titular de San Nicolas los Arroyos pelo Papa Paulo VI e esteve a frente da diocese por 11 anos.

Durante os onze anos em que governou a diocese de San Nicolas, realizou e impulsionou toda a obra do apostolado de ação social em uma atitude permanente de serviço à comunidade, em cumprimento de seu lema episcopal expressa no escudo que sintetiza toda a sua vida. "Eu não vim para ser servido, mas para servir". Pelo seu compromisso pastoral e social é que ele foi capaz de colocar sua vida em risco para ajudar que o povo argentino tivesse seus direitos respeitados. 

De acordo com organizações de direitos humanos, Ponce de León foi considerado um "bispo vermelho" na área norte de Buenos Aires, onde ele tinha entrado em confronto com militares de San Nicolás que até o apelidaram de "monsenhor ambulância", porque ele costumava recolher os feridos em confrontos e atendia os familiares dos desaparecidos. 

Carlos Ponce de León teve uma importante atuação episcopal durante a ditadura do autodenominado Processo de Reorganização Nacional que tinha estourado em 1976, e secretamente, a sangue e fogo causou extrema violência no estado. Ele foi um dos poucos membros da hierarquia da Igreja Católica Argentina a criticar os abusos e crimes contra os direitos humanos, tais como o assassinato do bispo Enrique Angelelli por uma "força-tarefa militar", em 1976.

A partir de 24 de Março de 1976 recebeu os familiares dos desaparecidos. Recebia a cada uma das famílias que lhes pediam que intercedesse para saber o paradeiro de seus filhos. Quando os sacerdotes o questionou porque ele foi interceder pelos familiares e questionar a repressão, tortura e desaparecimento de pessoas, ele respondeu: "Por que devo ir, eu não estou fazendo nada de errado". Ponce tinha organizado documentos sobre a repressão executada em sua diocese.

Há testemunhas que dizem que Ponce de León recebia constantes ameaças de morte na qual diziam que ele "não passaria de julho", que o haviam perseguido e insultado na rua e tinha informações importantes sobre o assassinato de sacerdotes Palotinos, que ocorreu um ano antes. Ele estava sendo monitorado continuamente pelos militares.

Depois do assassinato do bispo Enrique Angelelli, ele disse: "Agora é comigo",  que deveria assumir as mesmas causas e os mesmos riscos; denunciar o desrespeito aos direitos humanos que o povo de sua diocese estava sofrendo, e por seu compromisso de anuncio do Evangelho e denuncia de tantas atrocidades praticada por parte dos militares é que a perseguição se tornou mais intensa. 

Em 11 de Julho de 1977, o bispo Carlos Ponce de León foi morto nas proximidades do cidade de Ramallo. Os carrascos "disfarçados" como motoristas inocentes utilizaram a mesma metodologia usada para o assassinato de Monsenhor Angelelli em Rioja. 

Ponce de León estava indo de San Nicolas para a cidade de Buenos Aires pela Estrada Nacional n.º 9 em um carro Renault 4S, entre outras questões a resolver pelo caminho, ele visita um seminarista internado em Buenos Aires. A 11 km de San Nicolas, no km 212 um Ford F100 que estava viajando na direção oposta fez uma manobra para evitar a colisão com um ônibus estacionado. Por causa da chuva, a caminhonete virou e atravessou a pista contraria onde vinha o carro do bispo, causando a colisão. Ponce de León morreu de hemorragia cerebral, sem fraturar nenhum dos ossos.

Tal como no caso de Monsenhor Angelelli, o acidente de trânsito que causou a morte de Ponce foi simulado. 

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.


domingo, 10 de julho de 2016

Galeria dos Mártires - Pe. Faustino Villanueva

Pe. FAUSTINO VILLANUEVA
Mártir do Povo Indígena de El Quiché
GUATEMALA * 10/07/1980

MEMÓRIA DOS 36 ANOS DE SEU MARTÍRIO

Pe. Faustino Villanueva, missionário espanhol do Sagrado Coração, de 50 anos. 

Durante vinte anos trabalhou no serviço pastoral na Guatemala, especificamente entre os indígenas de El Quiché; sendo pároco de Joyabaj. 

Foi assassinado no dia 10 de Julho de 1980 por dois homens armados que o procuraram após a missa.

Crivado de balas no seu próprio escritório paroquial. Não foi permitido aos fiéis recolher o cadáver que foi entregue em Chichicastenango. 

Faustino morreu por sua entrega aos indígenas, que são de fato os marginalizados da sociedade guatemalteca. Assassinado por ser dessa Igreja que defende os pobres e marginalizados.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

sábado, 9 de julho de 2016

ROMARIA DOS MÁRTIRES DA CAMINHADA 2016
Se aproxima o dia da Grande Romaria, mas ela segue acontecendo no coração e na vida de todos nós Romeiros da Esperança.
Para aquecer os corações segue a PROGRAMAÇÃO DA ROMARIA.
E para alimentar a Espiritualidade Martirial, foram reimpresso dois materiais: Ofício dos Mártires da Caminhada Latino-Americana e a Galeria dos Mártires.
Teremos também o CD Irmandade dos Mártires, com composições que trazem a memória dos Nossos Mártires, para animar as comunidades a Bem Celebrar as Mesmas Causas pelas quais Ele, o Mártir Jesus e tantos outros Mártires deram a VIDA.
Abraço fraterno a tod@s os Romeir@s
Tonny






sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pe. Túlio Maruzzo e Luiz Obdulio Arroyo Navarro

Pe. TÚLIO MARUZZO e LUIZ OBDULIO ARROYO NAVARRO
Mártires pela Causa do Evangelho
GUATEMALA * 01/07/1981

Túlio Maruzzo, sacerdote franciscano, missionário italiano de Vicenza, com poucos anos de ordenado foi em missão para a Guatemala e trabalhou mais de 20 anos a serviço do povo pobre da diocese de Izabal, onde era pároco de Quirigua e Los Amates.

Sem radicalismo, sem alarde, mas de forma pacifica, humilde e serviçal, soube realizar na sua vida e sobretudo na sua morte a figura do bom Pastor.

Amigo de todos, percorria a pé ou a cavalo, a região sul de Izabal, para cumprir sua missão de coordenador das comunidades eclesiais de base.

Procurou encarnar-se da realidade da Guatemala e manter-se atualizado no processo teológico pastoral da América Latina.

No dia 1º de julho de 1981, foi assassinado juntamente com o catequista Luiz Navarro que sempre o acompanhava.

Os bispo da Guatemala disseram dias antes do assassinato do Pe. Túlio: "Como ao próprio Cristo, também à Igreja o cumprimento de sua missão acarreta conflitos, críticas injustificadas, calúnias e perseguição. Já são numerosos os sacerdotes, religiosos e catequista que pagaram com sua vida a fidelidade a Cristo e ao povo".

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir de leitura dos livros: Sangue Pelo Povo e Martírio, memória perigosa na América Latina hoje.