sábado, 24 de setembro de 2016

Galeria dos Mártires - Marlene Katherine Kegler Krug

MARLENEKATHERINE KEGLER KRUNG
Mártir da Fé e do Serviço entre os Universitários de La Plata
ARGENTINA * 24/09/1976

Marlene Katherine Krug Kegler, estudante e operária, mártir da fé e do serviço entre os universitários de La Plata, Argentina. Cristã e política, universitária de 23 anos, sequestrada e desaparecida em La Plata. 

Marlene pertencia a uma grande família do Paraguai, de onde ela aprendeu sua fé e solidariedade. Morava na Argentina, enquanto estudava obstetrícia. Era uma moça espontânea, estava sempre pronta ao serviço, e tinha uma alegria contagiante de viver. Simples e humilde, apesar de sua vasta cultura. Carinhoso com sua família, ela não aceitava que eles pagassem todas as suas despesas e foi trabalhar como empregada doméstica. 

Sensível às injustiças sofridas pelos estudantes antes do encerramento da universidade e, fundamentalmente sensível ao sofrimento dos pobres, decide militar em um grupo ligado à Frente Anti-imperialista pelo Socialismo, FAS.

Sua paixão pela justiça e solidariedade é alimentada pelo Evangelho. Porém neste período acontecia a atuação impuni da Aliança Anti-comunista Argentina, AAA, caçadora feroz daqueles que buscavam uma sociedade mais justa. Tal como aconteceu com os secretários acadêmicos Achem e Miguel, resultando em um protesto gigante, violentamente reprimidas pela polícia e no qual participou Marlene. 

Um dia, enquanto espera o ônibus na frente da faculdade, parou um carro com quatro homens, três dos quatros homens aproximaram-se de Marlene tentando a força colocá-la no carro, ela resistiu, agarrando-se a uma coluna de iluminação pública e proferindo gritos de socorro, mas não conseguiu evitar ser arrastado para o carro. Tudo isso em meio a espancamentos, insultos e tiros para o ar, para evitar que aqueles que testemunharam o sequestro, não pudessem ajudar a vítima.

Por fim, o carro fugiu a toda velocidade. Testemunhas disseram mais tarde que um dos sequestradores deixou cair um emblema da polícia, que foi dado aos soldados do Exército que chegaram ao local quase imediatamente, para inspecionar a área em busca dos sequestradores. E disseram que a operação não foi bem sucedida.

Além disso, o decano de Medicina, Manuel García Mutto, aproximou-se da cena e disse, sem mais, que Marlene não era estudante da faculdade.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

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