quinta-feira, 17 de março de 2016

Galeria dos Mártires - María Mejía

MARÍA MEJÍA
Camponesa Mártir
GUATEMALA * 17/03/1990 

María Mejía, nascida em Parraxtut, Sacapulas, El Quiché, mulher humilde, camponesa e indígena, se distinguiu pelo seu talento e coragem para superar o medo imposto pelos dispositivos de controlo e de segurança; a participação nos trabalhos da Igreja criou em sua consciência uma grande sensibilidade para com os outros que não se resignava a aceitar passivamente as injustiças que eram cometidas todos os dias contra o povo, e por isso ela denunciava a situação de exploração e pobreza e que eram submetido as pessoas de seu convívio. 

María assumiu o compromisso de organizar as mulheres que por consequência dos terríveis anos de violência haviam perdido seus maridos e companheiros, para que, com a colaboração de todas pudessem ajudar-se umas as outras. 

Por seu compromisso tão humano e digno, começou a levantar suspeitas, inveja e receio, logo começou a ser ameaçada, a fim de não continuar com o seu trabalho de conscientização.

María disse: “Eu não tenho feito nada de errado; só ensino as mulheres a defender os seus direitos”. Além disso, em alguma ocasião havia alertado sobre o risco que corria a sua vida por fazer esse trabalho, “se me matam, que mate, eu não tenho medo da morte, porque o que eu estou fazendo é algo de bom para as pessoas".

No dia 17 de março de 1990, num sábado, a família de María estava toda em casa na hora do jantar, quando de repente o cão da casa começou a latir como perseguindo alguém. Por volta de 07:00. Eram dois indivíduos que correram para a porta da casa, María sai para ver o que estava acontecendo e se deparou com os homens que lhes disseram: “Viemos para matá-la”, sem dizer mais nada começaram a descarregar suas armas contra María de forma louca; uma bala perfurou o corpo de María na altura do estomago. 

Ela conseguiu ir se arrastando até a mesa onde a família estava jantando, e teve tempo de perguntar a seu esposo quem havia efetuado os disparos. Ele lhe disse os nomes, pois, havia reconhecido seus rostos. Eram dois militares de Parraxtut.

Os dois militares ainda estavam do lado de fora, com a frieza que garantia agir com total impunidade contra pessoas totalmente inocentes e indefesas, ao escutar que lá dentro da casa conversavam e perceberam que María estava viva, entram e "terminam seu trabalho", como animais em fúria, atiraram novamente contra María, acertando sua cabeça, instantaneamente ela morreu diante de sua família.

Texto elaborado por Tonny da Irmandade dos Mártires da Caminhada,

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