segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Miguel Angel Soler

MIGUEL ANGEL SOLER
Médico e Militante Político
PARAGUAY * 30/11/1975

Miguel Ángel Soler, médico e um político que militou no Partido Comunista do Paraguai. 

Nasceu em Assunção no ano de 1923, foi um político paraguaio que militou primeiramente no Febrerismo, movimento político socialista e, em seguida, na década de 50, passando para o Partido Comunista Paraguaio. 

Segundo algumas fontes, ele tinha vivido fora do país quando Alfredo Stroessner assumiu o poder em 1954. Ele vivia em Montevidéu, e depois passar por Moscou, então capital da União Soviética.  

Em 30 de novembro de 1975, ele foi preso no Bairro Herrera, em Assunção, em uma casa na rua 14 julho. O comando policial, composto pelo conhecido comissário da polícia política do ditador Stroessner, Camilo Almada Sapriza, ele entrou na casa quando Soler realizava uma reunião secreta com o Secretário-Geral da Juventude Comunista Paraguaio, Derlis Villagra, e Rubén González Acosta, outro membro do partido. Os dois últimos conseguiram escapar. No entanto, Soler foi preso, e naquela mesma noite ele foi enviado para o terceiro Comissário.

Ele foi assassinado pela polícia política da ditadura de Alfredo Stroessner, no final de 1975.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Pe. Pablo Gazzarri

Pe.  PABLO GAZZARRI
Mártir e Servidor do Povo
ARGENTINA * 29/11/1976

Pe.  Pablo Gazzarri, argentino, integrante da Comunidade dos Irmãozinhos do Evangelho, à qual se incorporou depois de exercer seu ministério sacerdotal na arquidiocese de Buenos Aires.

Foi sequestrado ao descer do carro de sua família, em frente a sua casa paterna, em pleno centro da cidade. Seu desaparecimento foi imediatamente comunicado ao Núncio apostólico, bem como ao arcebispo de Buenos Aires e parece que as autoridades militares reconhecem em principio sua detenção.

Foi levado para a prisão da Escola de Mecânica da Marinha (ESMA)

Após o golpe militar de 1976, a perseguição aos padres comprometidos foi aberta. Dezenas deles foram mortos (os Padres Palotinos de San Patricio, Pe. Carlos Mugica, Monsenhor Enrique Angelelli) e muitos outros desapareceram.

Pablo estava muito consciente de que a qualquer momento ele poderia ser morto ou desaparecido, tendo em conta os mesmo compromissos assumidos por ele, tal qual Mugica, Angelelli entre outros.

Ele se definia como "sacerdote montonero", e, tentou com Jorge Adur implantar o Movimento de Cristãos para a Libertação – semelhante aos Cristãos pelo Socialismo na Argentina.

No mesmo dia em que deixou de pertencer ao clero diocesano de Buenos Aires e integrou à comunidade dos Irmãozinhos de Evangelho foi sequestrado. Isso intentou a uma forte suspeita de um "acordo" entre as Forças Armadas e o Cardeal de Buenos Aires, Aramburu, de que não tocassem em nenhum dos "seus" sacerdotes (os outros casos alertaram ainda mais a suspeita).

A declaração de "arrependido" Captãon Scilingo, afirmou que ele foi detido na Escola de Mecânica Naval, e foi levado no "vôo da morte". (pessoas que foram drogados e foram lançados vivos no Rio de la Plata).

Seus companheiros de sacerdócio recordam seu espírito de serviço, sua alegria e sua opção pelos meios populares, aos quais sempre esteve ligado.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

Galeria dos Mártires - Pe. Marcial Serrano

Pe. MARCIAL SERRANO
Mártir dos Lavradores
EL SALVADOR * 28/11/1980

Marcial Serrano, sacerdote de 30 anos, pároco de Olocuita, diocese de San Vicente. Foi sequestrado após ter celebrado a missa no cantão Chatipa, paróquia de S. Tomas, quando voltava para casa.

Testemunhas relatam que o viram caminhar em companhia de membros da Guarda Nacional. Logo foi assassinado, segundo confessam seus capturadores, e seu cadáver foi lançado no lago Ilopanpo, com pedras amarradas aos pés.

O veiculo do Pe. Marcial foi encontrado num posto da Guarda Nacional. Seu corpo não apareceu.

Marcial era responsável pela cooperativa sacerdotal de El Salvador e todo seu trabalho pastoral se desenvolveu entre os camponeses.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir do livro: Sangue Pelo Povo, Ed. Vozes.

Galeria dos Mártires - Pe. Ernesto Barrera "Neto"

Pe. ERNESTO BARRERA “NETO”
Mártir da CEBs Salvadorenha
EL SALVADOR * 28/11/1978

Ernesto Barrera, carinhosamente conhecido como “Neto”, sacerdote de 30 anos. Foi barbaramente torturado antes de ser assassinado.

Operário da JOC primeiro, e depois sacerdote, desde 1974, totalmente dedicado à pastoral operaria. Pároco de San Sebastián, em Cuidad Delgado, trabalhou para criar consciência de classe entre os operários, dentro do projeto do Reino de Deus.

Mons. Romero se encarregou de estabelecer o diálogo com os sindicatos a partir da posição da Igreja. 

“Neto tem consciência de que trabalha numa pastoral difícil e discutível e sente necessidade de avaliar seu trabalho com seus irmãos sacerdotes e com suas comunidades... É duro com os cristãos medíocres, mas aberto com os outros...Tem grande capacidade de contagiar alegria e vive pobremente. Tudo isso o faz crescer em espiritualidade, converte-se num verdadeiro místico dentro da pastoral operária”, disseram seus companheiros sacerdotes.

Os agentes de repressão o vigiavam e ameaçavam. Segundo informação oficial sobre sua morte, houve confronto entre o exército e a guerrilha.

Porém, Mons. Romero afirma: “Se tem evidências de que o Pe. Ernesto Barrera “Neto” não morreu em um confronto armado, como disse a polícia, mas ele foi torturado e depois mortalmente baleado à queima-roupa. Acusou a polícia de seu assassinato”.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada. 

Galeria dos Mártires - Liliana Esther Aimetta

LILIANA ESTHER AIMETTA
Mártir da Causa dos Pobres
ARGENTINA * 28/11/1976

Liliana Esther Aimetta nasceu em 18 de junho de 1954, e, Buenos Aires, Argentina.

Militante da Igreja Metodista. Em Montoneros, era membro do Secretariado da Organização Columna Capital.

Tinha com apelidos, "Marcela" ou "Mecha".

Trabalhou como professora na escola "Nuestra Señora del Rosario". 

No dia 28 de novembro de 1976 foi detida por membros das Forças armadas e levada de sua casa na Rua Baigorri, 3444, Villa Park e levada para a prisão da Escola de Mecânica da Marinha, (ESMA)

Ela tinha  22 anos no momento de seu desaparecimento.

Considerada mártir das causas dos pobres.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada


Galeria dos Mártires - Pe. Nicolás Rodriguez

Pe. NICOLÁS RODRIGUEZ
Mártir da Justiça
EL SALVADOR * 28/11/1970

Nicolás Rodriguez. Sacerdote assassinado em San Antonio de los Ranchos, Chalatenango, El Salvador. Dom Oscar Romero, então auxiliar da arquidiocese de San Salvador, vai recolher seu corpo por ordem do arcebispo Luis Chavez.

Um assassinato que pouco se disse na época. O povo, no entanto é quem sabe sobre a entrega e a generosidade de Nicolas, de suas denúncias contra todas as injustiças. Estas são as causas da sua morte, por defender a vida.

Quando a verdadeira paz chegar em El Salvador, haverá tempo para entender melhor o caminho pastoral e profética Padre Nicolás Rodriguez, primeiro sacerdote assassinado em El Salvador.

Assim como tantos cristãos que sabiam que poderia morrer a qualquer momento. Com o sangue derramado de Nicolás a Igreja em El Salvador começou seu calvário junto com o povo crucificado, que vai ressuscitando em sua luta pela paz e pela justiça.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir da página: http://servicioskoinonia.org/martirologio/

Galeria dos Mártires - Pe. Mario Leonfanti

Pe. MARIO LEONFANTI
Mártir do Ecumenismo e dos Direitos Humanos
ARGENTINA * 27/11/1993

"Vamos... e pronto!" Ele diz antes de morrer. É sua versão de "Pai, que se faça a tua vontade...". A dura, lenta aceitação da morte deste salesiano, de 51 anos, é o ponto culminante, como Jesus, da busca do "Novo Céu e Nova Terra onde Reina a Justiça" e de seu lema sacerdotal.

A infecção pulmonar que sofre desde a infância, não o impede de entrar na congregação, uma vez bacharel. De inteligência brilhante, intuitivo, generosamente decide seguir Dom Bosco no serviço à juventude pobre.

A Igreja pós-conciliar, que coincide com seu período de formação, o afirma em sua opção fundamental. Em 1968, estudando teologia em Roma, ele escreveu para seu provincial: "Hoje o Papa falou do espírito de pobreza na Igreja". Mario era afetuoso com os outros, procurava pacientemente que a Igreja fosse servidora dos marginalizados e perseguidos. Em 1973, para pedir a sua ordenação escreve: "Consciente desta decisão em tempos de busca de uma imagem mais autêntica do sacerdócio, eu me sinto comprometido com isso".

Em Roma, o contato com os "Focolares" marcou para sempre sua busca de Deus, da fraternidade, e um olhar universal que transcende a Igreja. Durante 1974 vive na "villa miseria" de La Cava, perto de Buenos Aires: Centro de Educação e cuidado pastoral aos migrantes. Assim se vinculou à Equipe Pastoral de Paraguaios na Argentina -EPPA-, ao que brinda sua  solidariedade e capacidade de organização.

Em 1975, foi destinado a uma paróquia popular de Buenos Aires, onde promove o laicato e dirige uma escola. Antes do golpe militar de 1976, com seus milhares de prisioneiros, assassinados, desaparecidos, Mario, como os profetas, se pergunta: "Que fazemos nós cristãos diante destes fatos".

Enfermos, famintos, franzinos, juntamente com outros padres, pastores e leigos, batiam nas portas das Igrejas. Assim nasceu o Movimento Ecumênico para os Direitos Humanos, MEDH, agora composta por sete igrejas protestantes e três dioceses católicas. Deveriam consolar as famílias. Visitar os prisioneiros. Organizar as ações jurídicas e sociais. Estes são tempos de terror: ele mesmo conhecer a prisão. Torna-se secretário-geral da MEDH, quando o arcebispo de Buenos Aires obrigou-o a renunciar.

Mario deixa o cargo de secretario, porém, em sua paróquia segue o trabalho de cuidado e carinho com as vitimas deste sistema ditatorial. Em 1985, ele aprofundou sua opção pelos pobres em um bairro operário de Zárate, cidade industrial de Buenos Aires. Intensa atividade, pobreza, condições inóspitas deixam marcas no coração deste pastor e nas comunidades que formam. É simultaneamente Conselheiro Provincial. Em 1991 ele foi nomeado Delegado Inspetorial para a Pastoral Juvenil. A principal atividade na congregação: síntese de seu carisma, adaptada aos novos tempos.

Nesse mesmo ano é chamado a acompanhar, como vigário geral, o novo bispo de Neuquén, Raul Radrizzani. Missão que lhe causa entusiasmo: como pastor, tem agora uma diocese, e seu dom de conselho, o que dá, como oportunidade de exercê-la. Sua saúde fica fragilizada em fevereiro de 1993. É o ano de despojamento total, dos sofrimentos indizíveis.

No dia 27 de novembro de 1993, três bispos, centenas de religiosos e leigos despedem-se de seu corpo. Porém, o "Flaco" Mario segue: fraternal, sorridente, amante de todas as coisas belas, um verdadeiro seguidor de Jesus.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir da página: http://servicioskoinonia.org/martirologio/

Galeria dos Mártires - Enrique Álvarez Córdoba e Companheiros

ENRIQUE ÁLVAREZ CÓRDOBA, MANUEL FRANCO, JUAN CHACÓN, HUMBERTO MENDONZA, ENRIQUE ESCOBAR BARRADA e DOROTEO HERNÁNDEZ
Mártires da Justiça e da Solidariedade
EL SALVADOR * 27/11/1980

Dirigentes da Frente Democrática Revolucionária de El Salvador.

Capturados numa operação do exército, na qual participaram mais de 200 efetivos fortemente armados, quando se dispunham a dar uma entrevista à imprensa nos Escritórios da Assistência Jurídica, o Colégio Externato São José, da Companhia de Jesus.

Seus cadáveres apareceram durante os dias 27 e 28 com sinais de estrangulamento, mutilações e perfurações de balas no crânio.

Foram assassinados porque defendiam os interesses do povo, diariamente massacrados pela fome, tortura e balas, e porque eram o símbolo de um anseio de libertação.

Seus corpos foram velados na catedral e enterrados em sua cripta.


Em 2009, o presidente Mauricio Funes, o primeiro presidente eleito como candidato de um partido de esquerda em El Salvador, nomeado Centro Nacional de Tecnologia Agrícola (CENTA), uma agência governamental de assistência técnica aos agricultores, com o nome de "Enrique Álvarez Córdoba" em homenagem à memória desse líder político. Nesse mesmo ano, o acadêmico John Lamperti publicou uma biografia de Álvarez Córdova intitulado "A vida de um salvadorenho revolucionário e cavalheiro".

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir de pesquisa na internet e livros.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Mártires Camponeses de Chapi e Lucmahuaycco

MÁRTIRESDE CHAPI e LUCMAHUAYCCO
PERU * 26/11/1984

Chapi era um grupo de comunidades, onde mais de três mil camponeses cultivam e colhiam coca e café e criavam animais de carga. Fica na província de La Mar, departamento de Ayacucho. Porém a estrada levava apenas a Vilcabamba. De lá tinham um longo trecho a pé, às vezes à 5.000 metros de altura, e depois descer para a selva, nas margens do Apurimac.

Entre junho e julho, Chapi desapareceu devido ao pesado bombardeio de helicópteros contra a população civis. A justificativa do bombardeios eram porque perseguiam suspeitos da guerrilha. Eles atiravam impiedosamente. Dia e noite. 

"Eles eram pastores e semeadores e passavam várias vezes pelo mesmo lugar", diz Alejandro Delgado, que conseguiu sobreviver. Os camponeses de Mejorada e Almachayoc, fugindo, foram para os juncos. Ali são cercados pelos fogo dos bombardeios. "Eu não sei quantos foram queimados, mas você ainda pode ver restos carbonizados" segue contando Alejandro. 

Muito próximo ao que era Chapi estava Lucmahuaycco, no distrito de Chungui, também em Ayacucho. Seus habitantes correm a pior sorte. Os assassinos são seus próprios irmãos, membros dos Comitês de Defesa Civil, camponeses paramilitares, criado em 1982 supostamente para defendê-los da guerrilha.

Em 15 de novembro, duzentos e oitenta paramilitares sob o comando dos oficiais Salas e Bendezú, além de vinte membros da Guarda Civil Quillabamba, vão para Lucmahuaycco. A operação é a de "capturar subversivos". Com isso justificam a tortura de camponeses de pequenas cidades da estrada "para obter informações"

Na madrugada de 26 chegam em Lucmahuaycco. Seus habitantes são capturados e mortos pelas balas da guarda e facas e machados dos paramilitares. Aqueles que pretendem fugir são igualmente perseguidos e mortos. Os detidos são executados no mesmo instante. Após o massacre de trinta e duas pessoas, começaram a saquear o seu gado, as suas ferramentas, e todo o dinheiro que encontram. 

Para os capturados com vida: mulheres grávidas, idosos desnutridos e mães com muitos filhos, o calvário não acabou. Amarrados uns aos outros, os levam a Quillabamba. O caminho é longo e cansativo. Crianças desmaiar. Os guardas querem se livrar desse fardo e forçam suas mães a deixá-los na estrada. Em Quillabamba chegam apenas trinta e foram detidos na sede.

Liberados pela solidariedade de organizações populares e de direitos humanos, eles tiveram medo de voltar para Lucmahuaycco, onde caíram seus mártires como uma semente que florescerá algum dia em liberdade e justiça.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir da página: http://servicioskoinonia.org/martirologio/

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Marçal de Souza Tupã'i

MARÇAL DE SOUZA TUPÃ’I
Guarani, Líder Indígena
ANTÔNIO JOÃO – MS * 25/11/1983

Indígena guarani, Marçal, declara sua filha Edna, “sonhava em unir todas as nações indígenas”. “Não podemos viver amedrontados, escrevia ele aos irmãos indígenas da Argentina...: Unam-se e façam-se fortes”

Inutilmente o latifúndio tentou comprá-lo. Recebeu muitas ameaças; mas repetia, esse Pequeno Grande Homem dos povos indígenas do Sul: “Eu não vou deixar meu ideal”. 

No histórico encontro com João Paulo II, naquela sacada de Manaus, profetizou intrépido, sua morte, como aliás a anunciava frequentemente entre os seus: “sei que um dia vou tombar em meio à luta no meu caminho, mas sei que minha morte vai servir de exemplo para muitos”. 

Foi barbaramente assassinado no dia 25 de novembro de 1983 em sua casa, na Aldeia de Campestres, na defesa das terras dos índios Kayuá-Piraqué. 

Fala de Marçal em frente do palácio episcopal de Manaus-AM em Julho de 1980.

"Eu sou representante da grande tribo guarani, quando, nos primórdios, com o descobrimento desta pátria, nós éramos uma grande nação.

E hoje, como representante desta nação, que vive à margem da chamada "civilização", Santo Padre, não poderíamos nos calar pela sua visita a este país. Como representante, porque não dizer, de todas as nações indígenas que habitam este país, que está ficando tão pequeno para nós e tão grande para aqueles que nos tomaram esta pátria.

Somos uma nação subjugada pelos potentes (poderosos), uma nação espoliada, uma nação que está morrendo aos pouco sem encontrar caminho, porque aqueles que nos tomaram este chão não tem dado condições para a nossa sobrevivência.

Nossas terras são invadidas, nossas terras são tomadas, os nossos territórios são diminuídos, (e) não temos mais condições de sobrevivência. 

Queremos dizer a Vossa Santidade a nossa miséria, a nossa tristeza pela morte dos nossos líderes assassinados friamente por aqueles que tomam o nosso chão, aquilo que para nós representa a nossa própria vida e a nossa sobrevivência neste grande Brasil, chamado um país cristão.

A nossa voz é embargada por aqueles que se dizem dirigentes deste grande país.

Santo Padre, nós depositamos uma grande esperança na sua visita ao nosso país. Leve o nosso clamor, a nossa voz para outros territórios que não são nossos, mas que o povo (nos escute), uma população mais humana lute por nós, porque o nosso povo, a nossa nação indígena está desaparecendo do Brasil.

Este é o país que nos foi tomado. Dizem que o Brasil foi descoberto. O Brasil não foi descoberto, não, Santo Padre, o Brasil foi invadido e tomado dos indígenas. Esta é a verdadeira história. Nunca foi contada essa verdadeira história do nosso povo.

Eu deixo aqui o meu apelo de 200 mil indígenas que habitam e lutam pela sua sobrevivência neste país tão grande e tão pequeno para nós..."

https://youtu.be/QKMjXlnM8Xw


Galeria dos Mártires - Irmãs Mirabal

PATRIA, MINERVA e ANTONIO MARIA TERESA MIRABAL
Mártires da Resistência
REPÚBLICA DOMINICANA * 25/11/1960

As Irmãs Mirabal e o Dia Internacional para a Erradicação da Violência e Exploração da Mulher.
  
As Irmãs Mirabal, filhas de Mercedes Camilo Reyes e Enrique Mirabal, comerciante e proprietário de terras, foram covardemente assassinadas pela ditadura de Rafael Leónidas Trujillo de Molina, o Generalíssimo Presidente que governou com extrema violência a República Dominicana de 1930 a 1961.

Patria Mercedes Mirabal, Bélgica Adela Mirabal, Minerva Argentina Miraba e Antonia María Teresa Mirabal, conhecidas como Irmãs Mirabal, ou ainda, Las Mariposas, nasceram em Ojo de Agua, na província de Salcedo, no norte do país. De uma família importante daquela região, seu pai havia sido prefeito da cidade de Ojo de Agua, no início da ditadura Trujillo.

Minerva foi a primeira irmã a se envolver com o movimento contra Trujillo, sendo influenciada por seu tio e um amigo de colégio, cuja família tinha sido presa e executada por membros do exército de Trujillo.

Depois de terminar o colegial, ela foi para a faculdade de direito e trabalhou com Pericles Franco Ornes, o fundador do Partido Socialista Popular e um adversário de Trujillo. Isso a levou a ser presa e torturada em várias ocasiões.

Minerva foi presa pela primeira vez em 1949, depois que recusou os avanços sexuais de Trujillo e, junto com sua mãe, foi colocado sob prisão domiciliar na capital e torturada pelo regime. Seu pai ficou preso na Fortaleza Ozama, até que sua família usou suas conexões para libertá-los. Eles foram presos novamente dois anos depois, e este regime de terror finalmente causou a deterioração da saúde de seu pai, causando sua morte em 1953.
Minerva foi acompanhada em sua luta contra o governo de Trujillo pelas irmãs Maria Teresa e Patria. Influenciada pelos movimentos de libertação na América Latina, elas criaram com seus maridos o Movimento 14 de Junho. Teve esse nome após o dia em que os dominicanos exilados tentaram derrubar o governo de Trujillo e foram derrotados pelo exército.

Dentro deste movimento, as irmãs foram chamados de "Las Mariposas" (as borboletas), a partir do nome clandestino de Minerva.

O movimento enfrentou a repressão e a maioria de seus membros foi preso pelo regime de Trujillo, incluindo as irmãs Mirabal e seus maridos, no final da década de 1950. Isso gerou crescente sentimento antigoverno que obrigou Trujillo a libertar as mulheres da prisão de La Cuarenta em fevereiro de 1960.

Seus maridos foram mantidos presos  e as irmãs foram levadas de volta para La Cuarenta em 18 de março e condenadas a 3 anos de prisão. No entanto, as irmãs estavam em liberdade condicional em 18 de agosto de 1960, como resultado da condenação de ações de Trujillo, pela Organização dos Estados Americanos.

Logo depois, em 25 de novembro de 1960, as irmãs foram assassinadas na volta de uma visita a seus maridos na prisão. Vítimas de uma emboscada, foram levadas para um canavial e apunhaladas e estranguladas até a morte, junto com o motorista que conduzia o veículo em que estavam. Trujillo acreditou que havia eliminado um grande problema, mas a morte das irmãs Mirabal causou uma grande comoção no país e levou o povo dominicano a se somar na luta pelos ideais democráticos das Mariposas. O assassinato das irmãs levou a protestos em massa e contribuiu para a queda do regime de Trujill em 1961.

Em 1995, a escritora dominicana Julia Álvarez publicou o livro No Tempo das Borboletas, baseada na vida de Las Mariposas, e que em 2001 se tornou um filme.

A sua história é também recordada no livro A Festa do Bode, do peruano Mario Vargas Llosa.

No Primeiro Encontro Feminista Latino-Americano e Caribenho de 1981, realizado em Bogotá, Colômbia, a data do assassinato das irmãs Patria Mercedes Mirabal (27 de fevereiro de 1924 — 25 de novembro de 1960), Minerva Argentina Mirabal (12 de março de 1926 — 25 de novembro de 1960) e Antonia María Teresa Mirabal (15 de outubro de 1936 — 25 de novembro de 1960) foi proposta pelas feministas para ser o dia Latino-Americano e Caribenho de luta contra a violência à mulher.

A Fundación Hermanas Mirabal, fundada em 12 de novembro de 1992 com o objetivo de imortalizar Las Mariposas, cria a Casa Museo Hermanas Mirabal em 8 de dezembro de 1994. O Museo Hermanas Mirabal, mantido e gerido pela irmã sobrevivente, Dede, está localizado na cidade de Conuco, Província da República Dominicana Salcedo. Esta é a casa onde as irmãs Mirabal viveram seus últimos 10 meses, e mantém intacta a decoração e pertences das irmãs antes de seu assassinato.

Em 17 de dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou que 25 de novembro é o Dia Internacional da não Violência contra a Mulher, em homenagem ao sacrifício de Las Mariposas.

A província onde as irmãs nasceram, Ojo de Agua, foi rebatizada de Hermanas Mirabal em homenagem a essas três mulheres, que dedicaram grande parte de suas vidas, desde muito jovens, a lutar pela liberdade política de seu país.

Texto escrito por Mara L. Baraúna

Abaixo o filme: No tempo das borboletas.
https://youtu.be/V_oKGPEpVEA

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Pe. Ernesto Abregó e Familiares

Pe. ERNESTO ABREGÓ, JAIME BOLANOS, LUIZ ABREGÓ, GUILLERMO SALVADOR ABREGÓ, CARLOS ABREGÓ, TERESA GALVES LIEVANO, ANA MARIA LIEVANO

O Pe. Ernesto saiu da cidade de Guatemala para El Salvador no dia 23 de novembro de 1980, em um veículo particular, acompanhado por seu irmão Guillermo Salvador Abregó, a Sra.Teresa Galvez, e sua filha, Ana Maria Lievano.

Percorreram a estrada da fronteira denominada Las Chinanas. Não chegaram ao seu destino.

O sr. Luis Abregó, que vivia na Guatemala, irmão do padre, ao saber que não tinham chegado ao seu destino, saiu em companhia do Dr. Jaime Bolaños, para el Salvador.

No dia 29 de novembro, ambos não não regressaram e nada se sabe deles, até que localizaram seus dois cadáveres em Juajyua, a 70Km da capital.

O irmão, recebeu uma chamada telefônica, dizendo-lhe que fosse ao bar do Hotel Camino Real de Guatemala, onde lhe proporcionariam dados sobre seus irmãos. O sr. Carlos Abregó, assim fez e jamais voltou à sua casa.

Texto retirado do livro: Martírio, Memória Perigosa na América Latina Hoje,, Ed. Paulus

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Augusto Ramírez Monasterio

Frei AUGUSTO RAMÍREZ MONASTERIO
Mártir da Defesa dos Pobres
GUATEMALA * 07/11/1983

Augusto Ramírez Monasterio, sacerdote franciscano, vigário da paróquia de São Francisco em Antígua, Guatemala, a 45 km a oeste da capital, havia sido vítima nos últimos meses de constantes ameaças por parte de elementos das Forças Armadas.

Em julho ele fora detido por uma patrulha militar, permanecendo oito horas amarrado, aparentemente por ter dado proteção a um guerrilheiro.

Seu corpo, crivado de balas, no dia 07 de novembro de 1983, a estilo das execuções realizadas pelos corpos de segurança, foi encontrado nos arredores da capital. Apresentava também golpes sofridos em consequência de que, segundo tudo indica, seu corpo foi arrastado por um veículo em marcha.

O governo culpou "elementos subversivos" pelo crime, enquanto a Cúrtia, o Núncio, a ordem franciscana disseram, em comunicado oficial, que "este inqualificável assassinato de um sacerdote exemplar se soma à série de atendados contra a Igreja Católica, denunciados reiteradamente".

Texto retirado do livro: Martírio, memória perigosa na América Latina hoje.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - José Ecelino Forero

JOSÉ ECELINO FORENO
Mártir da Fé e do Serviço
COLÔMBIA * 06/11/1988

José Ecelino Forero, Agente de Pastoral da Diocese de Socorro e San Gil, mártir da fé e do serviço na Colômbia.

Foi assassinado aos 29 anos no 06 de novembro de 1988, na aldeia de Popagá, no município de San José de Miranda, Santander.

Sua infância de camponês se passou em meio a pobreza e a violência. Seu desejo de estudar para ajudar os seus irmãos camponeses o levou a estudar no Instituto Agrícola de Zapatoca. Através das aulas práticas e teóricas, da doutrina social da Igreja e da Palavra de Deus, descobre que sua vocação é a serviço dos camponeses como Agente de Pastoral Social. Opção que fez em 1982.

Formado como um técnico agrícola vai trabalhar na região de San Joaquin e Coravachia Mogotes. É nesta região que dirige projetos inovadores, como os programas de irrigação por gotejamento, programa de diversificação da produção, empresas comunitárias, grupos pré-cooperativos. Ele também participa das atividades das paróquias, e organiza torneios desportivos.

No início de 1986 a ele é confiada à comunidade rural de San José de Miranda, em Garcia Rovira. Região tabagista muito pobre, onde novamente busca aliviar a situação econômica dos camponeses, com as técnicas já aplicadas com sucesso em outros lugares.

Foi nesta localidade que o assassinaram, certamente por ajudar os camponeses a exigirem seus direitos.
  
Os camponeses se reúnem para se despedir de seu líder, jovens e até mesmo as crianças e os idosos compareceram para o ultimo adeus. Eles não entendiam o motivo de sua morte, se não porque despertou suas consciências, e os organizou para defenderem os seus direitos.

O corpo de Jose Ecelino foi levado para San Gil, onde 20 padres, freiras e colegas lhes prometem, em nome da Secretaria de Pastoral Social, continuarem a trabalhar pela a vida e pela paz, como ele havia feito. E para descansar, finalmente, em sua terra natal, Joseph Ecelino chega a La Belleza, onde seus pais, sua namorada, seus irmãos, seus amigos de estudo e trabalho os esperavam.

Eles têm certeza de que a sua voz e seu testemunho nunca será silenciado.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir da página: http://servicioskoinonia.org/martirologio/

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Galeria dos Mártires - Araceli Romo Álvares e Pablo Vergara Toledo

ARACELI ROMO ÁLVAREZ e PABLO VERGARA TOLEDO
Cristãos, Mártires da Resistência
CHILE * 05/11/1988

Aracely Romo e Pablo Vergara presente sempre !!!!!!

Memória dos 27 anos do martírio.

Araceli Romo e Pablo Vergara, exemplos de Luta Revolucionária!

Em 5 de novembro de 1988, em torno de 21:00 hrs, no Cerro Mariposa, foram mortos Araceli Romo e Pablo Vergara, membros do Movimiento de Izquierda Revolucionaria MIR. 

A versão oficial é que eles havia estalado explosivo para estourar por manuseio inadequado, mas nunca investigou se isso era verdade. 

Mas todos os parentes e amigos estão convencidos que forma assassinados mesmo. 

Quem eram Araceli Romo e Pablo Vergara?

Araceli Romo Alvarez, nascido em Santiago em 13 de março de 1963. Em 1976 ela conheceu Pablo Vergara em um acampamento de verão do Sul Vicariato. Ela foi líder de grupos de jovens no setor Caro Ochagavía, onde assumiu um compromisso claro contra a ditadura militar. Em 1981, nasce sua única filha, Marcela. No ano 1984, teve que se exilar na Argentina, depois retorna ilegalmente ao Chile para assumir um compromisso militante. É assassinada no Cerro Mariposa em 1988.

Pablo Orlando Vergara Toledo, nasceu em 7 de setembro de 1963. Desde muito jovem trabalhou em organizações de juventude e população da Estação Central. 

Inicia os estudos de arquitetura na Universidade de Chile, logo depois desiste: "como posso estar tranquilo estudando, cercado por modelos, quando há tantos problemas na cidade, quando o meu povo sendo perseguidos e massacrados...". Em 1985 seus irmãos Eduardo e Rafael, 20 e 18,  foram assassinados pela polícia. No mesmo ano Pablo parte para o exílio. Clandestinamente retorna ao Chile e morre assassinado em Cerro Mariposa em 1988. 

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

Galeria dos Mártires - Carlos Mariguella

CARLOS MARIGHELLA
O guerrilheiro que incendiou o mundo
SÃO PAULO  * 04/11/1969

Carlos Marighella foi um militante brasileiro que lutava contra os regimes autoritários do país.

Um sujeito que viveu a repressão dos regimes autoritários. Essa poderia ser a primeira impressão constatada ao visualizarmos a trajetória do baiano Carlos Marighella. Nascido em 1911, na cidade de Salvador, esse famoso militante político teve a oportunidade de vivenciar o autoritarismo do Estado Novo (1937-1945) e, décadas mais tarde, assistir ao golpe que instalou a ditadura militar no Brasil no ano de 1964.

Sua trajetória política aconteceu nos primeiros anos do governo provisório de Getúlio Vargas, quando participou de algumas manifestações que exigiam a reorganização do cenário político nacional com a elaboração de uma nova Carta Constituinte. Durante os protestos acabou sendo preso pelas autoridades e, com isso, começou a enxergar com importância maior a sua atuação política mediante os problemas sociais e econômicos vividos naquele período.

No ano de 1936, decidiu abandonar seus estudos de Engenharia Civil e se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), que na época era dirigido por figuras históricas como Astrojildo Pereira e Luís Carlos Prestes. Sua chegada ao partido se deu em uma época bastante complicada, pois, um ano antes, os dirigentes comunistas haviam tentado derrubar Getúlio Vargas com a deflagração da Intentona Comunista. Mais uma vez, Marighella fora alvo das forças repressoras do Estado.

Já na primeira detenção conheceu os métodos escusos com que as forças policiais da época agiam contra os inimigos do regime. Carlos foi brutalmente espancado e sofreu várias torturas ao longo de um mês. Saindo da cadeia um ano depois, prosseguiu em sua luta política buscando aumentar os militantes do ideário comunista. Em 1939, foi mais uma vez preso e torturado, sofreu novas sessões de tortura para que delatasse as atividades de seu partido.

Somente com a queda do Estado Novo, em 1945, Carlos Marighella saiu da prisão para viver uma nova fase de sua luta política. Naquele ano, venceu as eleições como um dos mais bem votados deputados federais da época. No entanto, seguindo instruções políticas do governo norte-americano, o governo Dutra realizou a cassação de todos os políticos que estivessem filiados a partidos de inspiração comunista.

Dessa forma, impedido de atuar pelos meios legais, Marighella continuou a buscar apoio político entre trabalhadores e estudantes. No ano de 1959, o triunfo da Revolução Cubana e a falta de uma ação transformadora pelo PCB levaram o apaixonado idealista a questionar sobre a possibilidade de uma revolução popular armada capaz de transformar o cenário político nacional. Com o estouro da Ditadura Militar, foi mais uma vez perseguido pelas forças policias.

Já no primeiro ano da ditadura, entrou em confronto direto com o regime ao trocar tiros com a polícia e bradar a favor do comunismo. Novamente encarcerado, aproveitou o tempo de reclusão para produzir “Por que resisti à prisão”, obra onde explicava a necessidade de se organizar um movimento armado em oposição aos sombrios tempos da repressão.

No ano de 1967, mais uma vez liberto, resolveu romper com o marasmo dos comunistas para formar com outros companheiros dissidentes a Ação Libertadora Nacional. Essa organização clandestina teria como principal objetivo treinar grupos guerrilheiros com o objetivo de formar um expressivo movimento armado urbano. Após treinar os guerrilheiros na zona rural, o segundo objetivo era arrecadar meio milhão de dólares com a realização de uma série de assaltos a banco na cidade de São Paulo.

Na primeira ação, conseguiu pilhar 10 mil dólares de uma instituição bancária da época. Contudo, a penosa missão de manter esse grupo sob a onipresente repressão militar foi se tornando cada vez mais difícil, principalmente, pela falta de preparo de seus comandados. No ano de 1968, um militante capturado por policias confirmou Carlos Marighella com um dos articuladores daquela onda de assaltos.

Logo de imediato, os meios de comunicação subservientes aos interesses do regime militar distorceram toda a trajetória de lutas de Marighella, descrevendo-o como um “líder terrorista”. No final de 1968, o cerco em torno de Carlos piorou com a publicação do AI-5. No ano seguinte, o seqüestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick reforçou a perseguição sobre todos aqueles que representassem uma ameaça à ordem imposta.

No dia 4 de novembro de 1969, em uma ação planejada pela Delegacia de Ordem Política e Social, Carlos Marighella foi morto na cidade de São Paulo, aos 57 anos de idade. Sua morte representou um dos mais incisivos golpes contra os setores radicas da esquerda nacional e contribuiu para que a Ditadura Militar alcançasse sua própria estabilidade. Somente com a crise do regime, no final da década de 1970, a imagem desse ativista foi redimida como um dos símbolos contra a repressão política no Brasil.

Por Rainer Sousa, Graduado em História