domingo, 26 de abril de 2015

Galeria dos Mártires - Pe. Rodolfo Escamilla García

Pe. RODOLFO ESCAMILLA GARCÍA
Mártir da solidariedade
MÉXICO* 27/04/1977

Rodolfo Escamilla García nasceu e foi batizado em Maravatio, Mich, no dia 24 de agosto de 1920.

Foi assassinado a bala enquanto se encontrava nos escritórios do Centro Social de Promoção Popular, na cidade do México, no dia 27 de abril de 1977.

Como sacerdote, formou um primeiro núcleo de militantes da Juventude Operária Católica (JOC), entre os jovens mineiros da localidade onde atuou pastoralmente. Iniciou a ação social nas comunidades rurais e indígenas dos arredores. Formou a Juventude Agrária Cristã (JAC).

Incansável peregrino da geografia de seu país, que ele percorria em busca dos irmãos oprimidos, silenciados, miseráveis, para fazer com que tomassem consciência de seus direitos.

Pe. Rodolfo fundou escolas de formação operária, cooperativas de consumo, produção e moradia. Promoveu e assessorou sindicatos.

Ele despertou a consciência tanto de seus companheiros sacerdotes, como entre os pobres, aos quais servia. Se tornou o apostolo dos operários.

Devido seu compromisso evangélico com os pobres da terra, despertou admiração entre todos aqueles e aquelas que lutavam pelos direitos fundamentais, pela vida, pela justo salário, pelos direitos humanos, por outro lado, surgiram a irá por parte daqueles que exploravam o povo, e iniciaram uma campanha contra o “clero político” e ameaças ao Pe. Rodolfo.

Diante das ameaças ele disse: “Sei que me querem assassinar por lutar em favor dos operários. Não posso traí-los. Estou disposto a morrer onde e na hora em que Deus o queira”.

Viveu seu ministério sacerdotal não só em grande pobreza pessoal, senão em verdadeira austeridade e integridade. Fez de seu compromisso social um serviço ao povo, sobretudo os operários.

Durante o enterro do Pe. Rodolfo, um padre companheiro expressou: “Ele foi assassinado pela sua doação ao povo, ressuscita sempre que o povo dá mais um passo rumo à sua libertação; ressuscita no sacerdote que se compromete, no operário que eleva sua consciência de classe, nos camponeses que se unem para tornar mais fértil a terra pela qual lutaram”.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada, a partir dos livros:
Sangue Pelo Povo e Martírio, memória perigosa na América Latina hoje.

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