sexta-feira, 17 de abril de 2015

Galeria dos Mártires - Eduardo Mendonza

JOSÉ EDUARDO UMAÑA MENDONZA
Mártir dos Direitos Populares
COLÔMBIA * 18/04/1998

José Eduardo Umaña Mendonza nasceu em 22 de novembro de 1946, filho do advogado e sociólogo Eduardo Umaña Luna e Graciela Mendoza.

Eduardo Mendoza, advogado, intelectual, professor, humanista e defensor dos Direitos dos Povos da Colômbia. Foi assassinado no dia 18 de abril de 1998.

Neste dia dois homens e uma mulher membros da banda de la Terraza, se fazendo passar por jornalistas entrou em seu escritório depois de trancar sua secretária em um quarto. Os assassinos queriam leva-lo, como Eduardo resistiu, e eles o mataram.

Em junho de 1987, Eduardo Umaña Mendoza realizou intensa atividade de sensibilização e denuncia na Europa sobre a situação de violação sistemática dos direitos humanos na Colômbia. Suas análises foram ouvidas em vários recintos; foram muitos seus públicos, e diversos os frutos desse trabalho.

Uma de suas conquistas mais importantes foi o de defender as vítimas do genocídio da União Patriótica e do Partido Comunista Colombiano, por grupos pertencentes ao paramilitarísmo na Colômbia de extrema direita.

Dedicou grande parte de sua vida na defesa das famílias das vítimas de genocídio contra a União Patriótica (UP) e do Partido Comunista Colombiano; Fazia parte de um grupo dedicado a realizar o estudo jurídico do assassinato de Jorge Eliécer Gaitán, que ocorreu em 9 de abril de 1948. Episódio narrado em mais de 20.000 folhas. Disse Eduardo Umaña: "O mais grave no caso Gaitán não é legal, mas político. Não é história, mas a memória histórica do país”. “E eu que pensei que nenhum crime devia ficar impune”. "A Colômbia é um país onde tudo passa e nada acontece", ele costumava dizer aos seus amigos. 

Frases de Eduardo Umaña Mensonza:

"O problema não é falar dos benefícios da paz. (...) Falar de paz sem uma verdadeira democracia e justiça social é uma falácia. Como consequência lógica, qualquer abordagem que não assume o problema real é nada além de uma grande mentira. É necessário, pelo menos, mencionar a humanização da guerra, para que a paz de mentiras entra em colapso, para superar essa situação cúmplice de sobrevivência e poder falar com dignidade, com a voz e as mãos de todos, da humanização da vida".

“Os direitos dos povos, os direitos humanos são uma luta de solidariedades que se encontram”.

"Meu pai me dedicou uma frase muitos anos atrás, quando eu era muito jovem, quando me deu o Quixote, que mais ou menos dizia: "seja sempre Quixote, nunca seja Sancho Pança", então não é uma espécie de misticismo, de valorização de princípios, de sonhar sonhos e utopias, sabendo que nunca haverá realidades, deixando sementes luta para as próximas gerações, sabendo que em cada momento que passa se acaba a vida, e que a cada momento que você está vivendo, é um ganho contra a morte".
Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada

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