segunda-feira, 30 de junho de 2014

Galeria dos Mártires - Dionísio Frías - "Mister Beca"

DIONÍSIO FRÍAS - "Mister Beca"
Mártir das lutas pela terra
REPUBLICA DOMINICANA * 30/06/1975

Líder camponês dominicano de Sabana de Rodeo, Higüey, de 57 anos, pai de seis filhos. Foi assassinado pelas costas pelos filhos de dois fazendeiros, enquanto trabalhava em sua pequena propriedade. Seu delito: ter reunido seus compadres e informado que as terras que eles cultivavam há 30 anos em El Seibo eram de condomínio e por haver-lhes mostrado documentos comprobatórios. Os fazendeiros não aceitaram. Armou-se o conflito. Foi com os companheiros quatro vezes ao cárcere, acusados de invadir a propriedade privada. 

Apesar de ter contraído tuberculose na prisão, nada o amedrontou: "Ainda que me prendam mil vezes, mil vezes voltarei". E confiou certo dia a um sacerdote: "Para eu sair desta terra vão ter que me enfiar dois balaços no coração". Em seu funeral os camponeses cantavam: "Te mataram Mister Beca / não puderam com tua voz, / que agora mais fundo ressoa: / a terra para o trabalhador".

Texto retirado do livro: Sangue pelo Povo - Martirológio Latino-Americano - Ed. Vozes

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Galeria dos Mártires - Pe. Juan Pablo Rodríguez Ran

Pe. JUAN PABLO RODRÍGUEZ RAN
Mártir da Justiça
GUATEMALA * 27/06/1982

Padre Juan Pablo Rodrígues Ran, sacerdote indígena, Vigário da Igreja de Santo Domingo, em Coban. Seus sermões em favor da justiça e contra a opressão de seu povo é considerado "subversivo" pelo exército por seu compromisso com o povo, e a polícia o advertia: "para que não mais orientasse o povo sobre seus direitos, porque o quadrões da morte estava de olho nele para matá-lo". 

Essas repetidas ameaças de morte eram conhecidos por outros padres. As ameaças foram cumprida após o Pe. Juan Pablo terminar de celebrar a Eucaristia, quando voltava para o convento. Policiais que conduziam um caminhão verde oliva, com a placa encoberta, dispararam tiros contra o padre, assassinando Juan Pablo brutalmente. 

O esquadrão da morte que os soldados lhes falaram eram eles mesmo.

O Arcebispo, o Cardeal Mario Casariego, estava ciente das ameaças à Juan Pablo. Ele adverte ao padre sobre o perigo de vida corria, e lhe disse: "que poderia ser dedicado a causas mais eficazes para a salvação das almas". A exortação de seu bispo coincide com a de seus assassinos, em que a missão do sacerdote deve ser puramente espiritual e não a da denúncia profética do Evangelho contra a injustiça sofrida por seu povo indígena.


quarta-feira, 25 de junho de 2014

Galeria dos Mártires - Mártires de Olancho

MÁRTIRES DE OLANCHO
Mártires da Terra e da Justiça
HONDURAS * 25/06/1975

Pe. Michel Jerônimo Cypher “Casimiro” franciscano de origem americana, Pe. Ivan Betancourt, de origem colombiana, ambos da Prelazia de Olancho, em Honduras, e os leigos; Máximo Aguilera, Lincoln Coleman, Bernardo Rivera, Francisco Colindres, Fausto Cruz, Roque Ramón Andrade, Arnulfo Gomez, Ruth A. Mayorquin, Maria Elena Bolívar, Alejandro Figueroa, Juan Benito Montoya e Oscar Ovidio Ortiz.

O testemunho de Ivan e de “Casimiro” e o trabalho de conscientização que se realizava através do Instituto "18 de Fevereiro" e da União Nacional dos Camponeses, era insuportável para os latifundiários que pretendiam manter terras e privilégios à custa da fome e da miséria dos camponeses. 

Os sacerdotes e o bispo de Olancho estavam apoiando os camponeses na sua luta pela terra e por uma vida digna. Os donos dos latifúndios acusavam ao bispo e aos sacerdotes de serem "uns comunistas loucos". Prometeram dez mil dólares pela cabeça do bispo, que lhes deveria ser entregue em um prato, e dois mil pela cabeça do Padre Ivan.

Aos circunstancias se tornaram tensa na região no início de junho. O massacre foi preparado em todos os seus detalhes e executados por um fazendeiro e membros do exército que pela manhã do dia 25 de junho de 1975 haviam suspendido a "Marcha da Fome" e reprimido brutalmente seus responsáveis.
Todas as catorze pessoas foram levadas à fazenda "Los Horcones" e aí assassinadas uma por uma, com disparos na cabeça e seus corpos foram jogados num poço de mais ou menos 30 metros de profundidade e depois coberto com terra com ajuda de um trator.

A família de um tratorista que não havia participado da matança, nem do trabalho de remover a terra, percebeu o que estava acontecendo e mandou secretamente um dos filhos avisar ao Arcebispo da capital. Então as autoridades eclesiásticas com um grupo de pessoas responsáveis pelos Direitos Humanos, policia, etc vieram à fazenda e mandaram escavar o poço, até que finalmente encontraram os corpos e os identificaram.

Os que conheceram ao Pe. Ivan recordam-no como pessoa incansável e alegre em seu trabalho pastoral, um homem de oração e capaz de dar a vida pela causa da justiça. Pe. Miguel “Casimiro” era um verdadeiro testemunho de pobreza e de entrega total à causa do povo, por quem deu a vida.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Galeria dos Mártires - Pe. Leo Commissari

Pe. LEO COMISSARI
Mártir das Lideranças de São Bernardo do Campo-SPSÃO BERNARDO DO CAMPO - SP 
* 21/06/1998

Padre Leo Commissari nasceu em Bubano - Itália, em 19 de abril de 1942. Descendente de família religiosa viveu a infância numa situação de pobreza devido a Guerra e o Pós-Guerra. Ordenou-se sacerdote em 1976. Tendo como exemplo o irmão missionário na China Filippo Commissari. Chegou ao Brasil em 1970 em Itapetinga - Bahia, onde viveu 7 anos. Voltando à Itália quis envolver o Bispo num projeto de missão diocesana que envolvesse padres, irmãs e leigos. O sonho se realizou em 1980 quando os Bispos de Ímola e Santo André decidiram um intercâmbio de padres e irmãs "Projeto Igrejas Irmãs". Desde o começo o grupo então formado de 3 padres e 5 irmãs de diferentes congregações da Diocese de Ìmola, escolheram trabalhar na periferia de São Bernardo do Campo.

Enfrentou a resistência da ditadura militar para entrar no País, por causa da forte presença da igreja católica em movimentos grevista no ABCD. Em São Bernardo, se alojou na favela do Oleoduto, na Vila São Pedro, para sentir na pele o sofrimento do povo. Foi ali onde iniciou um trabalho junto à comunidade carente, lutando a vida toda para resgatar os pobres do esquecimento em que a sociedade os deixa.

Construiu uma creche comunitária, orientou ocupações de terra e idealizou um centro de formação profissional que, depois de sua morte, foi a ele dedicado, passando a se chamar Centro de Formação Profissional Padre Leo Commissari.

Era fim de quermesse, 21 de junho de 1998, quando o padre Leo Commissari pegou seu carro e partiu em direção a rua do Oleoduto, em São Bernardo. Na direção contrária da estreita via, um outro veículo o obrigou a parar. Dele saíram um homem e uma mulher armados.

Padre Leo teve tempo de reconhecer o rosto que se aproximava de seu carro e perguntar “Por que irá me matar, Joãozinho?”. O primeiro dos três disparos contra o missionário acabaria com sua trajetória de luta social na periferia de São Bernardo que já durava dez anos.

A descrição da cena do crime foi dada por seu parceiro, também missionário italiano, padre Sante Collina, 69 anos. Quatro anos depois da morte do amigo, padre Sante foi à penitenciária em que o assassino cumpria a pena de 21 anos e repetiu a pergunta “Joãzinho, por que matou padre Léo?”. A resposta foi um silêncio amargo e de cabeça baixa.

“Sabíamos que incomodávamos muita gente grande com nosso trabalho. Éramos muito queridos até por pessoas que tinham envolvimento com tráfico”, contou padre Sante. O missionário lembra que o assassino era vizinho da creche comunitária, onde tinha um ponto de venda drogas. “Atrapalhávamos o negócio dele. Padre Leo não chegou nem a reagir.”

A morte do missionário foi um grande choque para a população que acompanhava seu trabalho, e para a alta cúpula de bispos católicos da Itália.

Abaixo algumas frase do Pe. Leo Commissari:

“O amor a Cristo nos irmão é um amor capaz de ir até as últimas consequências, é um amor capaz de ir até a morte.”

“… estou convencido de que o Senhor nos chama, ainda antes do nascimento e, aos poucos, Ele nos manifesta e nos diz aquilo que quer de nós. Quando nos damos conta de que Ele nos chama a uma consagração plena definitiva, isto constitui apenas o começo de um caminho que devemos perceber dentro da normalidade da vida, vivida na Igreja”.

“… a essência da vida religiosa não está no fato de viver aqui ou em outro lugar, em casa ou no convento, fazer umas coisas ou outras, mas viver tudo por causa de Cristo, como resposta ao Seu amor por nós. E realmente faz-se necessário que haja pessoas que pensem e vivam desta maneira”. 
            
“Encontrar Cristo e dedicar a vida a Ele é maravilhoso e extremamente fecundo e fonte de uma alegria que o mundo não conhece; e isto é necessário, no mundo há um desejo enorme disto! Faz-se necessário que o nosso amor a Cristo seja autêntico, no seguimento fiel e disponível a Ele, a fim de que Sua Presença seja visível a todos, como salvação e libertação”.

“A questão do amor e a questão da vocação estão estreitamente ligadas, e esta ligação é misteriosa. Esta ligação é o amor de Deus e o amor de Deus pelo homem. Este amor certamente iluminará o significado da sua vocação, dentro do tempo. É preciso ter paciência, basta esperar um pouco. Alguém ou alguma coisa o iluminará”.      
         
“Todavia sempre permanecerá o mistério e a decisão será sempre sua. Porém, com o tempo, chegará a você esta luz, que o fará compreender o suficiente e escolher com consciência e serenidade… O importante é não perder tempo, viver amando”.

“… sinto-me como uma pessoa que busca uma definição de si mesmo, uma verdadeira expressão, ou talvez mais verdadeira do que vocação fundamental que me atraiu, desde quando era adolescente”.   
    
“Jesus não disse que se deve estudar um código de leis ou de sabedoria, não pediu um aprofundamento da cultura teológica das pessoas, mas orientou para a fé. Um ato muito simples, “Eu confio em você, leve-me para onde quiser”.               

“A nós é pedido que sejamos fiéis até o fim, ao Evangelho, para que estejamos, ao mesmo tempo, ligados a Deus e ao seu povo. Estamos contentes. Não nos faltam a saúde e a alegria. Moramos na favela, mas a nossa barraca é limpa e até confortável na sua essencial pobreza. O trabalho é muito, mas não nos deixamos dominar pelas coisas a fazer. Sempre nos reunimos de manhã cedo para rezar e meditar a palavra de Deus”. 


sexta-feira, 6 de junho de 2014

Galeria dos Mártires - Irmã Filomena Lopes Filha

“VOCAÇÃO É VIVER, TORNANDO A VIDA MAIS BELA”
07/06/1990 – Irmã Filomena Lopes Filha, apóstola das favelas, Nova Iguaçu, RJ, Brasil, assassinada.
Irmã Maria Filomena Lopes Filha, que no final da década de oitenta, integrou a missão em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, na congregação das Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição de Maria, de Bonlanden, que estava presente ali desde 1935. Nessa cidade da Baixada Fluminense, a “Irmã Filó”, como era carinhosamente chamada por suas colegas na Congregação, atuou com dedicado esmero no apoio às famílias carentes e na educação da juventude. Irmã Filomena nasceu no dia 26 de maio de 1946, em São Miguel do Anta, Mina Geral. Filha do Senhor José Teixeira Lopes e Dona Filomena Lopes, de família numerosa e ardente fervor religioso. Seu terceiro irmão, José Lopes, tornou-se, também, religioso consagrado e padre, na Congregação dos Sacramentinos.
Desde cedo “Filó” alimentava o desejo de se tornar Religiosa Consagrada Franciscana. Não demorou muito e encontrou o seu ninho nas Franciscanas de Bonlanden. Após passar pelas etapas iniciais da formação, a Irmã passou a integrar a comunidade educativa do Instituto de Educação Santo Antonio – IESA.
Em 1986, devido às inúmeras intempéries por que passavam as famílias ribeirinhas, sofridas por constantes chuvas, enchentes e falta de saneamento básico, a Irmã Filomena decidiu colocar a mão na massa ou seria no arado?
Com o objetivo de remover o povo sofrido daquela área de risco, o projeto resistiu por frutuosos cinco anos. Pela inquietação que origina no batismo, pela consciência e fé cristã, o sofrimento daquele povo deveria ser visto e seu grito aflito, ouvido. Motivada pela Campanha da Fraternidade que teve como tema: Terra de Deus, Terra de irmãos, a equipe educativa do IESA, sob sua coordenação, iniciou o projeto de construção de casas populares, em regime de mutirão. Em consonância com nossa missão, as Irmãs e a equipe educativa apostaram no intercâmbio pedagógico entre um grupo de educadores, pais e alunos do Curso Técnico em Eletromecânica e os moradores.
No dizer de São Francisco de Assis, “guiada pelo espírito do Senhor e seu santo modo de operar”, de corpo e alma, a Irmã Filó coordenou o projeto, organizou os grupos de trabalho, supriu com material e supervisionou as obras concretizadas em número e qualidade de vida: famílias mais felizes, habitadas em cento e quarenta e quatro casas, assistidas por uma creche e um posto de saúde. Mas nesse meio, não poderia faltar o templo de Deus e de seu povo. Por isso, um salão e uma Igreja.
Em carta escrita para seus familiares, com data de 07/06/90, Ir. Filomena, afirmou -“vocação é viver, tornando a vida mais bela”. Estas foram suas últimas palavras escritas e que não chegaram a ser enviadas. À tarde desse mesmo dia, Irmã Filó foi ao mutirão levar cimento e havia dito às Irmãs de sua fraternidade: “voltarei as 17horas e 30min. para missa”. Mas não voltou. Junto ao sacrifício de Cristo, deu-se o seu sacrifício. Foi sequestrada, assassinada e deixada em abandono, até que no dia seguinte seu corpo foi encontrado.
Pelo crime impune, pela perda da “Apóstola da Baixada”, o povo da favela ficara novamente órfão.

Texto recolhido do blog: 

Martirológio Latino-americano - mês de junho

Junho

01/06/1989 – Sergio Restrepo, padre jesuíta, mártir da promoção humana e da libertação dos camponeses de Tierralta, Colômbia.
01/06/1991 – João de Aquino, presidente do Sindicato de Trabalhadores de Nova Iguaçu, RJ, Brasil, assassinado.
02/06/1987 – Sebastián Morales, diácono da Igreja Evangélica, mártir da fé e da justiça na Guatemala.
03/06/1548 – Juan de Zumárraga, bispo do México, protetor dos índios.
03/06/1964 – São Carlos Lwanga, declarado padroeiro dos jovens africanos e outros 21 companheiros mártires da fé em  Uganda: jovens queimados vivos por Mwanga, rei ugandês dos baganda por sua adesão à fé cristã. Juntos a estes 22 católicos foram mortos por razões religiosas, 11 protestantes, 8 ‘pagãos’ e um muçulmano: semente do ecumenismo na África.
04/06/1876 – Raúl Rodriguez  e Carlos Antonio Di Pietro, religiosos assuncionistas, seqüestrados de sua comunidade do Bairro Manuelita, San Miguel, Buenos Aires, Argentina.
04/06/1980 – José Maria Gran, padre missionário, e Domingo Batz, sacristão, mártires em El Quiche, Guatemala.
05/06/1573 – Execução cruel do cacique Tanamaco. Venezuela.
05/06/1988 – Augustín Ramírez e Javier Sotelo, operários mártires da luta dos marginalizados da Grande Buenos Aires. Baleados, os corpos foram atirados numa vala.
06/06/1980 – José Ribeiro, líder da nação indígena apurinã, assassinado, Brasil.
06/06/1989 – Pedro Hernández e companheiros, líderes indígenas, mártires da reivindicação da própria terra no México.
07/06/1990 – Irmã Filomena Lopes Filha, apóstola das favelas, Nova Iguaçu, RJ, Brasil, assassinada.
07/06/1998 – Centenas de soldados atacam representantes indígenas reunidos na escola de El Charco, Guerrero, México, confundidos com guerrilheiros. Morrem 10 camponeses e um estudante.
08/06/1982 – Luis Dalle, bispo de Ayaviri, Peru, ameaçado de morte por sua opção pelos pobres, morre em “acidente” provocado nunca esclarecido.
09/06/1597 – José de Anchieta, nascido nas Canárias, evangelizador do Brasil, “Grande Pai” dos guaranis.
09/06/1971 – Héctor Gallego, padre colombiano, 34 anos, mártir dos camponeses panamenhos, em Santa Fé de Veraguas.
09/06/1979 – Juan Morán, padre mexicano, mártir em defesa dos índios mazahuas.
09/06/1980 – Ismael Enrique Pineda e companheiros, promotor da Caritas em San Salvador, desaparecidos em El Salvador.
09/06/1981 – Toribia Flores de Cutipa, dirigente rural vítima da repressão da Guarda Civil no Peru.
10/06/1993 – Norman Pérez Bello, militante, mártir da fé e da opção pelos pobres, Colômbia.
11/06/1980 – Ismael Enrique  Pineda, promotor da Cáritas em San Salvador, e companheiros, desaparecidos em El Salvador.
12/06/1981 – Joaquim Neves Norte, advogado do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Naviraí, Paraná, Brasil, assassinado.
12/06/1982 – Outro massacre em Sumpul, El Salvador; mais de 300 lavradores quase todos crianças, mulheres e velhos, são assassinados ao tentar chegar à fronteira com Honduras.
14/06/1977 – Mauricio Silva, padre uruguaio, irmão do Evangelho, varredor em Buenos Aires, mártir dos pobres, sequestrado e desaparecido.
14/06/1980 – Cosme Spessoto, padre italiano, pároco, mártir em El Salvador.
14/06/1983 – Vicente Hordanza, padre missionário a serviço dos camponeses, Peru.
15/06/1962 – Víctor Sanabria, arcebispo de São José da Costa Rica, fundador da Ação Católica, defensor da justiça social, símbolo de uma Igreja aberta aos problemas sociais.
15/06/1987 – Doze pessoas são assassinadas em Santiago pelos serviços de segurança, no que ficou conhecido como “Operação Albânia” ou “Matança de Corpus Christi”.
15/06/1989 – Teodoro Santos Mejía, padre, Peru.
16/06/1645 – Pe. André de Soveral e outros 70 fiéis foram cruelmente mortos por mais de 200 soldados holandeses e índios potiguares, enquanto participavam da missa dominical na capela Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, agreste do Rio Grande do Norte.
16/06/1976 – Massacre de Soweto, África do Sul: 700 crianças assassinadas por se recusarem a aprender o afrikaans, linga do opressor.
16/06/1976 – Aurora Vivar Vásquez, militante cristã, sindicalista, mártir das lutas operárias do Peru.
17/06/1983 – Felipa Pucha e Pedro Cuji, camponeses indígenas, mártires do direito à terra em Culluctuz, Equador.
19/06/1986 – Massacre nas penitenciárias de Lima, Peru.
20/06/1923 – É assassinado Doroteo Arango, “Pancho Villa”, general revolucionário mexicano.
20/06/1979 – Rafael Palácios, padre, mártir das comunidades de base salvadorenhas.
20/06/1998 – Leo Comissari, sacerdote italiano, assassinado pela sua luta em favor dos pobres e excluídos do ABC paulista, Brasil, mártir da justiça e da paz.
21/06/1984 – Sergio Alejandro Ortiz, seminarista, mártir da perseguição à Igreja na Guatemala.
22/06/1965 – Arturo Mackinnon, canadense de origem, membro da Sociedade Missionária de Scarboro, assassinado aos 33 anos em Monte Plata, ao protestar contra as injustiça da polícia contra os pobres, mártir na República Dominicana.
22/06/1966 – Manuel Larraín, bispo de Talca, presidente do CELAM, pastor do povo chileno, profeta da libertação.
23/06/1967 – Massacre de San Juan, no centro mineiro “Século XX”,  Bolívia, em que morrem mineiros e suas famílias.
25/06/1975 – Os mártires de Olancho: Iván Betancourt, colombiano, Miguel “Casimiro”, padres, e sete companheiros camponeses hondurenhos, mártires.
26/06/1541 – Morte violenta de Pizarro.
26/06/ - Dia internacional de apoio às vítimas da tortura.
27/06/1552 – Domingo de Santo Tomás e Tomás de San Martín, dominicanos, primeiros bispos da Bolívia, defensores dos índios.
27/06/1982 – Juan Pablo Rodrigues Ran, padre indígena, mártir da justiça na Guatemala.
29/06/1995 – Conflitos de terras em São Félix do Xingu, Brasil, morrem 6 agricultores e um policial.
30/06/1975 – Dionisio Frías, líder rural, mártir das lutas pela terra na República Dominicana.
30/06/1978 – Hermógenes López, pároco, fundador da Ação Católica Rural, mártir dos camponeses guatemaltecos.
30/06/ – Dia dos mártires da Guatemala. Era o dia do Exército, e foi transformado para denunciar os torturadores e assassinos dos povos da nação guatemalteca.