quinta-feira, 29 de maio de 2014

Galeria dos Mártires - Raimundo Ferreira Lima - Gringo

RAIMUNDO FERREIRA LIMA “GRINGO”
Agente Pastoral e Sindicalista
SÃO GERALDO – PA * 29/05/1980


Raimundo, familiarmente apelidado de “Gringo”, pai de seis filhos, juntou a simpatia com a combatividade, uma fé cada vez mais consciente e consequente com a luta tenaz e organizada. No Sindicato dos Trabalhadores Rurais e como Agente de Pastoral de Conceição do Araguaia, na  comunidade eclesial. Sequestrado, com implicação da polícia e a mando do latifúndio, foi levado de madrugada aos arredores de Araguaína, torturado e morto à bala. Seu testemunho ficou como uma luz sobretudo na região do Araguaia – Tocantins. “Sua combatividade e sua força, afirmou um companheiro, eram nossa força, que crescerá com seu martírio”.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Galeria dos Mártires - Pe. Antonio Henrique Pereira Neto

PE. ANTONIO HENRIQUE PEREIRA NETO
Pastoral da Juventude
RECIFE – PE * 26/05/1969


                Tinha apenas vinte e oito anos de idade e três de sacerdócio quando completou sua oblação. Era professor de sociologia na Universidade de Pernambuco, assessor do Movimento de Estudantes Católicos e íntimo colaborador do patriarca Dom Hélder Câmara. Depois de inúmeras ameaças de todo tipo, dirigidas contra ele e contra seu arcebispo, Henrique foi amarrado a uma árvore, estrangulado, arrastado e liquidado com três tiros na cabeça. Verdadeiro mártir da Pastoral Juvenil, deu sua vida pela nova Igreja Latinoamericana, comprometida com os pobres e marginalizados. Juntou adequadamente a opção pelos pobres com a opção pelos jovens.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Galeria dos Mártires - Elisabeth Käsemann


ELISABETH KÄSEMANN
Mártir pela Causa dos Pobres
ARGENTINA * 23/05/1977

Elisabeth Käsemann, socióloga, nascida em 11 de maio de 1947, em Gelsenkirchen, Alemanhã. Seu pai Ernst Käsemann, um dos teólogos luterano mais importantes do país, era um membro da resistência anti-nazista e sua Sra. Margrit Wizermann. 

Completou seus estudos primários e secundários em Göttingen e Tübingen durante os anos de 1954-1966. Como tinha uma forte sensibilidade social e política, Elisabeth organizou em seu colégio em Tübingen uma "discussão política do clube". Mais tarde, estudou sociologia na Universidade Livre de Berlim, onde alemães e intelectuais socialistas latino-americanos estavam ligados. Participou em seminários junto com Rudi Dutschke, e outros líderes socialistas, bem como em manifestações anti-fascistas e contra a Guerra do Vietnã. E também se juntou ao círculo de solidariedade para com o Instituto do Terceiro Mundo de Sociologia Otto-Suhr na Universidade Livre de Berlim. Elisabeth também falava fluentemente Inglês, Francês, Espanhol e Português.

No final de 1968 Elisabeth viajou para a América Latina, e acabou fixando-se em Buenos Aires, Argentina, onde apoiou os trabalhadores do movimento de bairro e os trabalhadores que revindicavam por justiça social. Durante os anos 70, ajudou as pessoas ameaçadas de morte a fugirem da Argentina, fornecendo documentos falsificados e os enviando para fora do país. Esta atividade foi suficiente para que em 1977 o governo militar argentino a considera-se um membro do movimento subversivo.

No dia 08 março de 1977 se reuniu em Buenos Aires com sua amiga Diana Houston (cidadã britânica) e contou a ela que estava sob vigilância e sendo perseguida por pessoas desconhecidas. No dia seguinte, Elisabeth foi presa por pessoas não identificadas que a levou ao quartel militar "Campo Palermo", um conhecido centro de tortura em Buenos Aires. Posteriormente foi levada para o campo de concentração conhecido como "Vesúvio" no La Tablada, em Buenos Aires. Eli foi constantemente torturada. Poucos dias depois a amiga de Elisabeth, Diana Houston também foi presa pela polícia militar, que a questionaram sobre as atividades de Elisabeth Käsemann. A intervenção rápida do governo britânico permitiu a liberação de Diana. Houston.

Elisabeth foi vista durante algumas semanas em "Vesúvio" por algumas pessoas, incluindo prisioneiros e também por Ana Elena Alfaro Di Salvo, que sobreviveu à ditadura. Elisabeth não recebeu ajuda médica, apesar de estar com a saúde debilitada por causa das torturas. Esteve em "Vesúvio" até a noite de 23 de maio de 1977, quando, juntamente com outros 15 prisioneiros foi separada do grupo e todos foram levados para um local desconhecido para serem assassinado.

No dia 26 de maio de 1977 o general Carlos Guillermo Suárez Mason, chefe da primeira área do Exército em Buenos Aires, informou publicamente que "em um confronto entre guerrilheiros e as forças de segurança, foram mortos 16 rebeldes". General Suarez Mason publicou a lista dos "guerrilheiros mortos", 12 homens e 4 mulheres, incluindo Elisabeth Käsemann. Em 4 de junho, um médico de confiança da embaixada alemã em Buenos Aires descobriu que o corpo de Elisabeth Käsermann foi baleado nas costas. As balas destruiu o coração, de acordo com médico.

A embaixada alemã em Buenos Aires escondeu por dois dias informações oficiais sobre a morte de Elisabeth Käsemann, de modo a não perturbar o jogo de futebol entre Argentina e Alemanha, da seleção da Copa do Mundo.

Os corpos das vítimas de "Monte Grande" permaneceram escondidas durante duas semanas após o assassinato. Somente em 06 junho de 1977, o governo militar reconheceu oficialmente a morte de Elisabeth Käsemann. Poucos dias antes, o inspetor oficial Carlos Eulogio Castro, havia realizado um "reconhecimento médico-legal" do cadáver de Elisabeth Käsemann, assinou sob pressão militar um relatório falso. Posteriormente, em uma investigação administrativa, Castro afirmou que por se encontrar sob pressão militar falsificou o relatório médico, e justificou que as condições para a perícia eram precárias porque faltava luz suficiente, não tinha instrumentos médico adequado e nem aparelho de raio-X para apurar as causas da morte de Elisabeth Käsemann .

No dia de seu enterro em Lustnau perto Tübingen, seu pai afirmou: "Elisabeth deu sua vida pela liberdade e justiça em um país que ela mais amava. Unidos firmemente a seus sonhos, sofremos a nossa dor com a ajuda de Cristo e não esqueceremos da bondade e alegria que ela nos deu em vida". 

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Galeria dos Mártires - Chicão Xucuru

CHICÃO XUCURU
Mártir da Terra Indígena
PESQUEIRA - PE * 20/05/1998

Chicão Xucuru (Francisco de Assis Araújo), foi vitima de uma emboscada de três pistoleiros do latifúndio, na manhã do dia 20 de maio de 1998.  Já escapara de várias tocaias, de ataques planejados pelos fazendeiros. Em 1995, a mando de fazendeiros, foi assassinado o advogado da Funai, Geraldo Rolim da Mota Filho, que prestava apoio jurídico ao povo Xucuru. Homem altivo e sereno, amável e inteligente, líder natural que sabia ouvir e orientar, Chicão tinha o poder que manava do reconhecimento e admiração do seu povo Xucuru.  Grande líder da retomada das terras, sua perspectiva era recuperar a terra Xucuru invadida por 181 fazendas, cujos donos em boa parte são compadres e amigos do vice-presidente da república, Marco Maciel.
Zenilda, a esposa de Chicão, seus filhos, seu povo, vêm retomando a herança, regada com sangue pelo destemido Chicão, e afirmando a identidade e os direitos do povo Xucuru.

“Para nós, a gente tem a Terra como nossa Mãe. Então, se ela é nossa Mãe, é ela quem nos dá o fruto de sobrevivência, ela deve ser zelada e preservada a partir das pedras, das águas e das matas.
Os latifundiários, principalmente fazendeiros, madeireiros e garimpeiros, vêem a Terra como objeto de especulação, pra vender e ganhar dinheiro, cercar a Terra e criar gado, sugar o suor dos pobres, mas deixar o pobre morrer de fome, não só o índio como outras pessoas...”.

Vídeo: O Outro Mundo De Chicão Xucuru - Mundo Livre S/A
https://www.youtube.com/watch?v=4j__u0VjP_A#t=141

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Galeria dos Mártires - Escreva Anastácia

ANASTÁCIA
Matriarca da Causa Negra
Século XVIII

Era princesa Bantu de Angola e feita escrava viveu na Bahia e no Rio de Janeiro,  no século XVIII.
Justamente indignada com os maltratos sofridos, sobretudo pelas mulheres negras, manteve-se lúcida e corajosa em atitude de protesto.  Pelo qual colocaram-lhe uma mordaça de ferro no pescoço que lhe causou a morte por gangrena.

É considerada mártir da dignidade da mulher negra.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Galeria dos Mártires - Padre Nicolau Van Kleef

Pe. NICOLAU VAN KLEEF
Mártir do Povo Panamenho
PANAMÁ * 08/05/1989

Nicolau Van Kleef, padre vicentino de nacionalidade holandesa, assassinado dia 08 de maio de 1989, com um tiro na cabeça, por um militar em Santa Marta, Chiriquí, Panamá.

Faltando 15 minutos para começar a Missa em 7 de maio, data da realização de eleições na República do Panamá, uma bala foi disparado contra Pe. Nicolau que há 24 anos estava confinado a uma cadeira de rodas.

Foi ordenado em 1963, seguindo os passos de um tio que era missionária na Guatemala, quis ele também partir em missão no ano de 1965, foi primeiro para Guatemala e depois para o Panamá. Neste mesmo ano sofre um acidente pouco depois de chegar à província de Veraguas, que o deixou confinado a uma cadeira de rodas. Por conta da gravidade dos ferimentos é levado para a Holanda, onde permaneceu um longo tempo no hospital, recebendo atendimento médico especializado, o que o ajudou a recuperar os movimentos dos braços, a ponto de poder dirigir seu próprio carro.

Mesmo estando em uma cadeira de rodas em nada diminui a vitalidade deste padre, que fazia tudo; celebrava missa, pregava a palavra de Deus, aconselhava as pessoas que estavam necessitadas de uma palavra de ânimo, dava conselho aos jovens, sempre bem humorado, incansável na ação pastoral e no serviço em favor do povo.

Na província de Chiriqui trabalhou na comunidade e em seguida, em Santa Marta, onde ele deu a sua vida para o benefício dos mais humildes.

A cada ano, os paroquianos e padres realizam uma caminhada da Igreja da Imaculada Conceição, para a comunidade de Santa Marta, onde estão os seus restos mortais de Nico, como era chamado pelos amigos da comunidade.

Pe. Nicolou com sua forma genuína de ser cativou os corações de muitas pessoas que o viram como um homem que fez honra a sua frase favorita "Eu quero ser uma boa notícia".

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

IRMÃO VICENTE CAÑAS - Jesuíta

Mártir dos Povos Indígenas
MATO GROSSO * 08/05/1987

Vicente Cañas, missionário jesuíta, assassinado pelos que cobiçavam as terras dos índios que ele acompanhava. Mártir em Mato Grosso, Brasil.

Vicente Cañas Costa nasceu em 22 de outubro de 1939, Albacete, Espanha – Era também conhecido como Kiwxi, um missionário jesuíta espanhol naturalizado brasileiro, que, em 1974, estabeleceu os primeiros contatos com os indígenas Enawenê-nawê, no estado de Mato Grosso, e passou a residir entre eles em 1977, trabalhando pela preservação de seu território, com demarcação da Terra Indígena Enawenê-Nawê e por ações de saúde. Foi assassinado dez anos depois no dia 08 de maio de 1987, a mando de fazendeiros da região.

O corpo do Irmão Vicente Cañas foi encontrado cerca de quarenta dias depois da morte, por dois missionários do Cimi, com o abdômen perfurado. Seu barraco, em desordem, apresentava sinais de luta; seus óculos foram quebrados por uma porretada em seu rosto. Seus instrumentos de trabalho, como o cesto onde levava medicamentos, além da lanterna, espingarda e facão, já estavam na voadeira (barco) com a qual iria até as aldeias, como havia avisado por rádio dias antes do assassinato. 

O inquérito policial tramitou durante seis anos. Apesar de ser voz corrente na região sobre o envolvimento dos acusados no crime, a população de Juína e das aldeias indígenas conviveram e ainda convivem com medo de represálias e se calam em relação aos mandantes e executores deste crime. A revelação do envolvimento dos acusados só se deu por testemunhos de indígenas da etnia Rikbaktsa (canoeiros), habitantes das terras vizinhas à dos Enawenê-Nawê. 19 anos depois do crime foram julgados pelo Tribunal do Júri, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, mediante pagamento e em emboscada, Ronaldo Antônio Osmar, ex-delegado de polícia de Juína, município onde se deu o assassinato, José Vicente da Silva e Martinez Abadio da Silva, um conhecido pistoleiro da região.  Ninguém foi condenado.

O advogado do Cimi, Paulo Machado Guimarães, admitiu que faltaram provas. Ele acusou o ex-delegado Osmar de intermediar a negociação entre José Vicente e os supostos mandantes do crime, Pedro Chiquetti e Camilo Óbice, que eram fazendeiros na área. Chiquetti possuía terras no limite norte da comunidade indígena e tinha interesse em expandi-las. Já Óbice era um grileiro na região, também interessado nas terras dos Enawene-Nawê. Os dois faleceram durante o longo processo judicial. O outro suposto mandante, o latifundiário Antonio Mascarenhas Junqueira, não pôde ser julgado em razão da idade avançada. Segundo Guimarães "a Funai tem o registro das disputas entre fazendeiros e os indígenas desde antes de 1988" e, aparentemente, a morte do Irmão Vicente deveria facilitar a tomada das terras indígenas.
Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

Martirológio Latino-americano - mês de maio

Maio

Dia Internacional dos Trabalhadores
Primeiro domingo de maio: Dia dos Mártires em Honduras.
01/05/1980 – Conrado de la Cruz, padre, e Herlindo Cifuentes, catequista, mártires na Guatemala, seqüestrados e mortos.
01/05/1981 – Raynaldo Edmundo Lemus Preza, da CEB’s Guadalupe, em Soyapango, El Salvador, capturado e desaparecido por seu compromisso cristão, com seu amigo Edwin Laínez.
02/05/1979 – Luis Alfonso Velázquez, de 10 anos, mártir da ditadura somozista, Nicarágua.
02/05/1994 – Sebastián Larrosa, estudante camponês, mártir da solidariedade e da justiça entre os pobres do Paraguai.
02/05/1997 – Morre Paulo Freire, fundador da pedagogia libertadora latino-americana.
03/05/1988 – Fámilia Mártir. Elizete (5 anos), Elionete (7 anos) e Eliete (9 anos) foram barbaramente assassinadas junto com a mãe Maria das Neves (gravida) e o pai Sebastião. Sebastião tinha dito “NÃO” aos traficantes de droga, em nome da sua dignidade de trabalhador pobre, mas honesto, em nome do seu amor a família. Ele e a família foram ameaçados, desrespeitados, mas resistiram unidos. A esposa e as filhas eram participantes ativas da Comunidade Eclesial de Base que estava começando no bairro Jd Amapá, Duque de Caxias – RJ. No local do massacre foi construído o “Espaço da Memória”, onde se recorda o martírio desta família, de outras pessoas da Baixada e de tantos outros mártires da caminhada.
03/05/1991 – Felipe Huerte, delegado da Palavra, e quatro companheiros, mártires da Reforma Agrária, em El Astillero, Honduras.
04/05/1521 – Pedro de Córdoba, primeiro apóstolo missionário dos dominicanos na América. Autor do primeiro catecismo da América.
04/05/1547 – Cristóbal de Predraza, bispo de Honduras, “Pai dos Índios”.
05/05/1980 – Isaura Esperanza, “Chaguita”, catequista, da Legião de Maria, identificada com as lutas de seu povo, mártir em El Salvador.
05/05/2001 – É assassinada Bárbar Ann Ford, 64 anos, irmã da Caridade, estadunidense, trabalhando no Quiché desde 1989. Tinha  colaborado com d. Gerardi no informativo “Nunca Mais”, e ajudando as vítimas da guerra para declarar as experiências vividas e para fazer exumações.
06/05/1977 – Oscar Alajarín, militante da Igreja Metodista, mártir da solidariedade na Argentina.
06/05/1987 – Rubén Darío Vallejo, padre, Colômbia.
08/05/1987 – Vicente Cañas, missionário jesuita, assassinado pelos que cobiçavam as terras dos índios que ele acompanhava, mártir em Mato Grosso, Brasil.
08/05/1989 – Nicolás Van Kleef, padre Vicentino, panamenho de origem holandesa, assassinado por um militar na comunidade de Santa Maria, Chiriqui, Panamá.
09/05/1982 – Luis Vallejos, arcebispo de El Cuzco, Peru, ameaçado de morte por sua opção preferencial pelos pobres, morre em “acidente” provocado nunca esclarecido.
10/05/1985 – Irne García, padre, e Gustavo Chamorro, militante, mártires da justiça e da promoção humana em Guanabanal, Colômbia.
10/05/1986 – Josimo Morais Tavares, assassinado por latifundiários, mártir da pastoral da terra, padre, em Imperatriz, Brasil.
11/05/1974 – Carlos Mugica, padre, mártir do povo das “villas miséria” de Buenos Aires, Argentina. Freqüentemente ameaçado, foi metralhado quando terminou a missa. Ao morrer disse à enfermeira: “Agora, mais que nunca, vou estar junto do povo”.
11/05/1977 – Alfonso Navarro, padre, e Luis Torres, menino de coro, mártires em El Salvador.
12/05/ século XVIII – Escrava Anastácia, era princesa Bantu de Angola e feita escrava viveu na Bahia e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Justamente indignada com os maltratos sofridos, sobretudo pelas mulheres negras, manteve-se lúcida e corajosa em atitude de protesto. Pelo qual colocaram-lhe uma mordaça de ferro no pescoço que lhe causou a morte por gangrena. É considerada mártir da dignidade da mulher negra.
12/05/1980 – Walter Voodeckers, missionário belga, comprometido com os camponeses pobres, mártir em Escuintla, Guatemala.
13/05/1977 – Luis Aredez, médico, mártir da solidariedade entre os pobres da Argentina.
14/05/1976 – Presos em casa, Beatriz Carbonell de Pérez Weiss e seu marido; Mônica Maria Candelária Mignone e Maria Esther Lorusso e Mônica Quintero (es-religiosa das Irmãs da Misericórdia). Realizavam trabalhos de promoção humana, social, religiosa e política na “villa miséria” Flores, em Buenos Aires. Tudo indica que foram torturados e levados nos “vôos da morte”.
14/05/1980 – Massacre do rio Sumpul, El Salvador, em que morreram mais de 600 pessoas.
14/05/1980 – Juan Ccaccya Chipana, operario, militante, vítima da repressão policial no Peru.
14/05/1981 – Carlos Gálvez Galindo, padre e mártir na Guatemala.
14/05/1988 – Camponeses mártires da causa da paz, Cayara, Peru.
14/05/1991 – Porfírio Suny Quispe, militante e educador, mártir da justiça e da solidariedade no Peru.
15/05/1903 – É fuzilado em Chiriqui o general e guerrilheiro Victorino Lorenzo, herói nacional do Panamá.
15/05/1986 – Nicolas Chuy Cumes, pastor evangélico e jornalista, mártir da liberdade de expressão na Guatemala.
15/05/1987 – Mártires indígenas, vítimas da espoliação de suas terras, em Bagadó, Colômbia.
16/05/1981 – Edgar Castillo, jornalista assassinado, Guatemala.
18/05/1781 – É decapitado José Gabriel Condorcanqui, Tupac Amaru II, militante dos direitos dos índios do Peru e da Bolívia. Depois de ter presenciado o enforcamento de sua mulher e dos mais próximos familiares e seguidores, foi amarrado pelos pés e pelas mãos a cavalos que dispararam em várias direções.
18/05/1896 – José Martí, morre em combate, lutando pela independência de Cuba.
18/05/1976 – Héctor Gutiérrez e Zelmar Michellini, políticos e militantes cristãos, mártires das lutas do povo uruguaio.
19/05/1995 – Morre Jaime Nevares, bispo de Neuquén,voz profética da Igreja Argentina.
19/05/1997 – Manoel Luís da Silva, 40 anos, sem-terra assassinado a tiros pelos capangas do proprietário Alcides Vieira de Azevedo, em São Miguel de Taipu. A polícia encobriu o crime. A CPT e a Diocese da Paraíba o denunciaram.
20/05/1981 – Pedro Aguilar Santos, padre, mártir da causa dos pobres e perseguidos de seu povo guatemalteco.
20/05/1998 – Francisco de Assis Araújo, “Chicão Xucuru”, cacique do povo xucuru, é assassinado em Pesqueira, Pernambuco, Brasil, por lutar pela terra de seu povo.
21/05/1897 – Gregório Luperón, herói da independência da República Dominicana, morre em Puerto Plata.
21/05/1991 – Jaime Gutiérrez Alvarez, religioso, Colômbia.
21/05/1991 – Irene McCormack, missionária, e companheiros, mártires da causa da paz, Peru.
22/05/1937 – Massacre de Caldeirão, Brasil.
23/05/1977 – Elisabeth Käseman, militante alemã da Igreja Luterana, mártir da causa dos pobres, Buenos Aires, Argentina.
23/05/1987 – Luis Gutiérrez, padre, Colômbia.
24/05/1986 – Ambrosio Mogorrón, enfermeiro espanhol, e companheiros camponeses, mártires da solidariedade em San José de Bocay, Nicarágua.
25/05/1987 – Bernardo López Arroyave, padre colombiano, mártir, nas mãos de proprietários rurais e militares.
26/05/1969 – Henrique Pereira Neto, padre, 28 anos, mártir da justiça em Recife, Brasil.
27/05/1987 – Luis Pérez, padre, Colômbia.
28/05/1993 – Javier Cirujano, missionário, mártir da paz e da solidariedade na Colômbia.
29/05/1978 – Massacre de uma centena de índios quichês, em Panzós, Guatemala.
29/05/1980 – Raimundo Ferreira Lima, “Gringo”, camponês sindicalista, agente de pastoral, mártir em Conceição do Araguaia, Brasil.
30/05/1994 – María Correa, religiosa, irmã dos indígenas mbiá e profeta da denúncia em sua terra paraguaia.
31/05/1979 – Teodoro Martínez, camponês mártir na Nicarágua.
31/05/1990 – Clotario Blest, profeta cristão no mundo sindical chileno.