terça-feira, 29 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Santo Dias da Silva

SANTO DIAS DA SILVA
Militante da Pastoral Operária
SÃO PAULO – SP * 30/10/79


De origem camponesa, migrante na periferia da grande cidade, operário metalúrgico, sindicalista, membro da Pastoral Operária de São Paulo e ministro da Eucaristia, Santo soube juntar uma crescente consciência de classe na luta operária, com uma fé cristã vivida coerentemente e publicamente. A polícia o assassinou à queima roupa enquanto integrava um piquete de greve diante de Fábrica Silvania e impedia que um colega fosse detido. Seu corpo, envolto na bandeira do Sindicato dos Metalúrgicos, percorreu as ruas de São Paulo, acompanhado por mais de cem mil pessoas, que agitavam ramos de palmeira e gritavam unânimes: “Companheiro Santo, você está presente!”.

Galeria dos Mártires - Dorcelina de Oliveira Folador

DORCELINA DE OLIVEIRA FOLADOR
Prefeita do Povo
MUNDO NOVO – MS *  30/ 10/ 1999

Dorcelina nasceu no Paraná, em 1963 e foi assassinada em Mundo Novo, MS, com apenas 36 anos de idade, na varanda de sua casa, no dia 30 de outubro de 1999.
Dorcelina iniciou sua luta social na pastoral da juventude, nas comunidades eclesiais de base, na pastoral da terra e na pastoral familiar, foi líder do movimento sem terra, militante do PT, e prefeita do povo no mais autêntico sentido da palavra. Símbolo da resistência contra a corrupção, amante da natureza, lutadora pela reforma agrária.  Irradiava coragem e esperança.  Eleita prefeita numa vitória popular que enfrentou as ameaças do latifúndio e do narcotráfico, mereceu mais de 80% de aprovação popular.
Tem sido definida como eficientíssima “deficiente (pela poliomielite), mãe militante da vida e da ética, alegre e intensa, autodidata, artista plástica, educadora, verdadeira, solidária, cristã.”   Recebeu o prêmio Marçal de Souza de 1999.
O Evangelho esteve sempre presente em sua vida.  A Bíblia ficava sempre aberta, em sua sala da prefeitura, precisamente no Salmo 27:

“Javé é minha luz e salvação; de quem terei medo?”

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Massacre de El Amparo

MASSACRE DE EL AMPARO
14 Pescadores
VENEZUELA * 29 /10/1989


                El Amparo é um povoado à beira do rio Arauca, no estado de Apure. Esses pescadores viviam do trabalho diário da pesca e foram atacados com armas de guerra, numa emboscada montada por policiais e militares. Os executores do massacre pertenciam ao comando especial ‘José Antonio Páes’, corpo de elite do exército venezuelano. Ficaram as viúvas e os cinqüenta órfãos dos pescadores assassinados. Os nomes desses mártires, defensores da pesca popular, são: Júlio Pastor Caballos, Mariano Torrealba e seu filho José Gregório, Luís Alberto Berrios, José Ramón Puerta, Carlos Antonio Bregua, Justo Mercado, Pedro Indalecio Mosqueda, José Indalecio Guerrero, Arín Maldonado, Marino Vivas, Rigoberto Araújo, Carlos Antonio Eregua e Moisés Blanco.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Vladimir Herzog

VLADIMIR HERZOG
Jornalista, Mártir da Verdade
SÃO PAULO – SP * 25/10/1975


“Vlado” era um homem alegre e cheio de iniciativa, casado, pai de família, jornalista e professor de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes na Universidade de São Paulo e diretor de telejornalismo na TV Cultura. Muito querido por seus alunos e seus colegas de trabalho. Em outubro de 1975 a ditadura militar empreendeu uma série de prisões de jornalistas de esquerda e Vladimir foi preso no DOI-Codi (centro de repressão do II Exército em São Paulo) e selvagemente torturado até morrer. Sua morte e a do operário Manoel Fiel Filho (janeiro de 1976), também ocorrida pela tortura no DOI-Codi, provocaram uma crise interna entre os altos chefes do Exército. E o assassinato de Vladimir, que inutilmente a repressão tentou apresentar como suicídio, convocou a primeira grande manifestação de massa contra a ditadura desde a AI-5. Milhares de pessoas se deslocaram até a catedral da Sé, patrulhada por centenas de policiais para um culto ecumênica presidido pelo Cardeal D. Paulo Evaristo Arns e o rabino Henry Sobel (Vladimir era de família judia). A celebração se transformou num grito coletivo de denúncia e de afirmação da esperança.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Vilmar José de Castro

VILMAR  JOSÉ DE CASTRO 
CATEQUESE E CPT
CAÇU – GO * 23/10/1986
                
Agente de pastoral, animador das CEB’s, professor rural, membro da Coordenação Ampliada da CPT – Regional Centro Sul de Goiás, integrante da Escola Bíblica do CEBI, Vilmar, em plena juventude generosa, era um exemplo de alegria, de coerência e de doação. Após a organização pública da UDR em Caçu, sobretudo, sentiu-se fortemente ameaçado de morte; mas não desistiu; e até foi deixando de lembranças cordiais como testamento e bandeira. 
Foi assassinado aos seus 27 anos, de manhã cedo, quando ia para a escola onde lecionava.  


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Rigoberta Menchú Tum - Nobel da Paz 1992

Ativista dos direitos humanos guatemalteca nascida em Chimel, pequeno povoado localizado ao norte da Guatemala, Prêmio Nobel da Paz (1992) de uma família de camponeses índios e pobres, mostrou ao mundo a antiga cultura Maia-Quichéo. Cresceu trabalhando na fazenda familiar, nos altiplanos do norte onde a família dela viveu, na costa de Pacífico onde adultos e crianças iam colher café nas grandes plantações. Ainda adolescente foi envolvida em atividades de reforma sociais promovidas pela Igreja católica, e destacou-se no movimento de propriedade das mulheres.
Seu trabalho de reforma despertou a oposição dos poderosos, especialmente depois que uma organização de guerrilha se estabelecesse na área e sua família, foi acusada de integrar atividades subversivas. Seu pai, Vicente Menchú, foi preso e torturado e depois da liberação, ajudou a fundar o Comitê da União de Camponês (CUC), organização que a filha também filiou-se (1979), infeliz ano em que seu irmão foi preso, torturado e morto pelo exército. No ano seguinte, foi a vez de seu pai ser assassinado, quando forças de segurança atacaram violentamente a Embaixada espanhola, onde ele e alguns outros camponeses estavam instalados.
Pouco depois sua mãe também morreu depois de ter sido presa, torturada e humilhada ao extremo. A jovem ativista no entanto não desistiu da luta na CUC, e aprendeu espanhol como também outros idiomas maias além do Quichéo nativo dela. Figurou como organizadora proeminente de uma greve promovida pelo CUC (1980) e reivindicou melhores condições para os trabalhadores de fazendas na costa do Pacífico, e no dia 1 de maio (1981), encabeçou grandes manifestações na capital de seu país. Filiou-se à radical Frente Popular 31º de janeiro, onde sua contribuição principal consistiu em educar a população índia de camponeses à resistir a opressão militar.
Perseguida, escondeu-se na Guatemala (1981), e conseguiu fugir para o México, feito que marcou o começo de uma nova fase na sua vida. Tornou-se organizadora no estrangeiro da resistência contra a opressão na Guatemala e a luta para direitos humanos dos índios camponeses. Foi uma das fundadoras da frente de oposição comum ao governo guatemalteco, a Representação Unida da Oposição Guatemalteca, a RUOG (1982). No ano seguinte, ela contou a história de vida dela a Elisabeth Burgos Debray, cujo livro resultante, chamado o inglês, I, Rigoberta Menchú (1983), tornou-se um documento humano que atraiu a atenção internacional.
Tornou-se membro do Comitê Coordenando Nacional do CUC (1986), e o ano seguinte ela narrou um importante filme chamado Quando as Montanhas Tremem, sobre as lutas e sofrimentos dos descendentes maias. Em pelo menos três ocasiões, voltou à Guatemala para lutar pela causa dos camponeses índios, mas ameaças de morte a forçaram a voltar ao exílio. Tornou-se conhecida como defensora da propriedade índia e reconciliação étnica-cultural, não só na Guatemala, mas em outros países latinos, e seu trabalho tem sido reconhecido e ganhou vários prêmios internacionais. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Pe. João Bosco Penido Burnier

PE. JOÃO BOSCO PENIDO BURNIER
Jesuíta Missionário
RIBEIRÃO CASCALHEIRA – MT * 11-12/10/1976

Era a tarde do dia 11 de outubro de 1976. Duas mulheres sertanejas, Margarida e Santana, estavam sendo torturadas na cadeia-delegacia de Ribeirão Bonito, Mato Grosso, lugar e hora de latifúndio prepotente, de peonagem semi-escrava e de brutalidade policial.
A comunidade celebrava a novena da padroeira, Nossa Senhora Aparecida. E nesse dia haviam chegado ao povoado o Bispo Pedro e o Padre João Bosco Penido Burnier, mineiro de Juiz de Fora, jesuíta, missionário entre os índios Bakairi. Os dois foram interceder pelas mulheres torturadas. Quatro policiais os esperavam no terreiro da delegacia e apenas foi passível um diálogo de minutos. Um soldado desfechou no rosto do Padre João Bosco um soco, uma coronhada e o tiro fatal.
Em sua agonia, Padre João Bosco ofereceu a vida pelo CIMI e pelo Brasil, invocou ardentemente o nome de Jesus e recebeu a unção. Foi morrer, gloriosamente mártir, no dia seguinte, festa da Mãe Aparecida, em Goiânia, coroando assim uma vida santa. Suas últimas palavras foram as do próprio mestre: “Ofereço minha vida pelo CIMI..., pelo povo do Brasil... Acabamos nossa tarefa!”

-  “Temos que nos inculturar (no povo indígena) para poder transmitir o Evangelho e descobrir na vida dos índios os valores evangélicos; não nos desvencilhamos do nosso contexto cultural...”.

- “O essencial da vida cristã é que haja vida. Não é um “resultado”, também não é uma “semente” – é a vida daquele povo concreto informado pelo Espírito do Evangelho...”.

- “Levamos sobre nós um pecado histórico que só com o testemunho da vida poderemos superar”.

- “Não é a partir de um povo destruído que se vai a estabelecer uma missão”.

- “A encarnação já é evangelização”.

- “...Contra esses abusos da autoridade e da falsa justiça, temos que opor nossos protestos e a nossa ação pública; mesmo com o risco de ficar-nos expostos a represálias e à incompreensão das “autoridades”.






terça-feira, 8 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Nestor Paz Zamora

NÉSTOR PAZ ZAMORA
Cristão, Místico e Militante
BOLÍVIA * 08/10/1970


                Filho de um general boliviano, Néstor fez estudos teológicos, vinculou-se desde cedo ás Fraternidades de Foucauld e era estudante de medicina quando se incorporou á guerrilha de Teoponte, onde morreu de fome. Toda sua vivência de cristão místico e militante, está admiravelmente contida nas páginas do Diário que dedicou à sua esposa, Cecy. Um verdadeiro testamento de espiritualidade libertadora. “O ‘Vem, Senhor Jesus’, escreve ele, tornou-se realidade em mim”.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Martirológio Latino-americano - mês de outubro

Outubro

01/10/1992 – Julio Rocca, colaborador italiano, mártir da solidariedade no Peru.
02/10/1986 – Massacre de Tlateloco, na Praça das Culturas, México.
02/10/1989 – Jesús Emilio Jaramillo, bispo de Arauca, Colômbia, mártir da paz e do serviço.
02/10/1992 – A polícia militar reprime a rebelião de presos na Casa de Detenção de Carandiru, São Paulo, deixando 111 mortos e 110 feridos.
03/10/1980 – Maria Magdalena Enríquez, batista, secretária de imprensa da Comissão de Direitos Humanos de El Salvador, mártir da defesa dos direitos dos pobres.
03/10/2000 – Antônio Bargiggia, missionário italiano da associação religiosa “Amigo dos Pobres”, trabalhou mais de 20 anos em Burundi, África Central.
04/10/1976 – Omar Venturelli, mártir da dedicação aos mais pobres em Temuco, Chile.
05/10/1996 – O exército guatemalteco assassina 11 camponeses na comunidade “Aurora 8 de Outubro”, para desincentivar o retorno dos refugiados exilados no México. A representante da ONU acusa o exército de realizar a matança premeditadamente. O ministro da Defesa se demite e é destituído o comandante da zona militar de Cobán.
07/10/1973 – Mártires de Lonquén, Chile.
07/10/1978 – José Osmám Rodríguez, camponês delegado da Palavra, mártir em Honduras.
07/10/1980 – Manuel Antonio Reyes, pároco, mártir da dedicação aos pobres, em El Salvador.
08/10/1970 – Nestor Paz Zamora, seminarista, universitário, filho de um  general boliviano, mártir das lutas de libertação de seu povo.
08/10/1989 – Morre Penny Lernoux, jornalista, defensora dos pobres da América Latina.
09/10/1581 – Morre São Luis Beltrão, dominicano espanhol valenciano, missionário evangelizador na Colômbia, mestre de noviços, pregador e escritor. Canonizado em 12/04/1671, foi nomeado principal padroeiro da Colômbia em 1690 por Alexandre VIII.
09/10/1968 – Ernesto “Che” Guevara, médico, guerrilheiro, internacionalista, assassinado na Bolívia.
11/10/1629 – Luis de Bolaños, missionário franciscano, precursor das reduções indígenas, tradutor do catecismo, apóstolo do povo guarani.
11/10/1976 – Marta González de Baronetto e companheiros, mártires da fé e do serviço, Córdoba, Argentina.
11/10/1983 – Benito Hernández e companheiros, indígenas, mártires da luta pela terra em Hidalgo, México.
12/10/1976 – João Bosco Penido Burnier, missionário jesuíta, dedicado por dez anos aos índios bacaris e xavantes, mártir em Mato Grosso, Brasil. É assassinado pela polícia, diante de Pedro Casaldáliga, quando ambos protestavam contra a tortura de duas mulheres, em Ribeirão Bonito, (MT).
12/10/1983 – Marco Antonio Orozco, pastor evangélico, mártir da causa dos pobres na Guatemala.
16/10/1997 – Fulgêncio Manuel da Silva é baleado no dia 15 em Santa Maria da Boa Vista e morre no dia seguinte em Recife (PE, Brasil). Era diretor do pólo sindical dos trabalhadores rurais do médio São Francisco, presidente do PT em Santa Maria da Boa Vista, presidente da Associação de Produtores Rurais do Norte do Projeto Caraíbas e membro da executiva do movimento dos atingidos pelos alagados.
17/10/1806 – Morre Jean-Jacques Dessalines, chefe da revolução de escravos no haiti que se tornou exemplo para toda a América.
18/10/1977 – Massacre do Engenho Aztra, Equador. Mais de 100 mortos, por protestarem contra a falta de pagamento pela empresa.
18/10/1991 – O grupo de Tortura, nunca mais, identifica 3 vítimas enterradas clandestinamente em São Paulo.
19/10/1970 – Morre no México Lázaro Cárdenas, patriota mexicano.
20/10/1975 – Raimundo Hermann, padre norte-americano, pároco entre os índios quéchuas, mártir dos camponeses da Bolívia.
20/10/1978 – Oliveiro Castañeda de León, dirigente estudantil da Universidade de São Carlos da Guatemala. Símbolo da luta pela liberdade.
20/10/2010 – Mariano Ferreyra, jovem militante da solidariedade trabalhadora, assassinado em uma manifestação. O suposto atirador está preso. Argentina.
20/10/1988 – Jorge Eduardo Serrano, jesuíta, Colômbia.
21/10/1973 – Geraldo Poblete, padre, salesiano, torturado e morto,  mártir da paz e da justiça do Chile.
22/10/1976 – Ernesto Lahourcade, cooperativista, mártir da justiça na Argentina.
22/10/1981 – Eduardo Capiau, religioso belga, mártir da solidariedade na Guatemala.
22/10/1987 – Nevardo Fernández, Luz Estela, militantes do Teatro e da Música, Carlos Páes e Salvador Ninco, lideres indígenas. Mártires da luta pelas reivindicações indígenas na Colômbia.
23/10/1985 – Nativo da Natividade é assassinado em Carmo do Rio Verde, GO, por defender a 
Reforma Agraria, além dos direitos dos/as trabalhadores/as nos canaviais.
23/10/1986 – Vilmar José de Castro, jovem agente de pastoral e militante da causa da terra, assassinado em Caçu, Goiás, Brasil, pela UDR (União Democrática Ruralista, organização de proprietários rurais).
23/10/1987 – João “Ventinha”, posseiro em Jacundá (PA), Brasil, assassinado por três pistoleiro.
24/10/1977 – Juan Caballero, líder sindicalista porto-riquenho, assassinado por esquadrão da morte.
24/10/2009 – Victor Gálvez, catequista, promotor dos Direitos Humanos, é assassinado por sua resistência às mineradores multinacionais e de eletricidade. Malacatan, San Marcos, Guatemala.
25/10/1974 – Antonio Llido Mengua, padre diocesano espanhol, detido e desaparecido pela ditadura de Pinochet. Chile.
25/10/1975 – Vladimir Herzog, jornalista, assassinado pela ditadura militar em São Paulo, Brasil.
25/10/1988 – Alejandro Rey e Jacinto Quiroga, agentes de pastoral, mártires da fé, Colômbia.
25/10/1989 – Jorge Párraga, pastor evangélico, e companheiros, mártires da causa dos pobres, Peru.
25/10/1992 – Daniel da Sierra, padre da diocese de Quilmes, Argentina, profeta entre os pobres.
26/10/1992 – Ramón Valladares, secretário administrativo da Comissão de Direitos Humanos de El Salvador, assassinado.
26/10/1987 – Herbert Anaya, coordenador da Comissão de Direitos Humanos de El Salvador.
28/10/1986 – Maurício Maraglio, missionário, mártir da luta pela terra, Brasil.
29/10/1987 – Manuel Chin Sooj e companheiros, camponeses e catequistas, mártires na Guatemala.
29/10/1989 – Massacre de pescadores em El Amparo, Venezuela.
29/10/1996 – Christophe Munzihirwa, arcebispo de Bukavu, mártir da justiça. Pastor que soube denunciar com lucidez e valentia a injustiça da guerra e das divisões étnicas que muitos – de dentro e de fora da África promoviam por interesses obscuros. Costumava dizer que “a melhor forma de chorar um morto é trabalhar seu campo”.
30/10/1979 – Santo Dias da Silva, 37 anos, líder sindicalista, metalúrgico, militante da pastoral operária, mártir dos operários brasileiros.
30/10/1999 – Dorcelina de Oliveira Folador, deficiente física, do Movimento Sem-Terra, prefeita de Mundo Novo, Brasil, assassinada por causa de suas denuncias contra os poderosos.
31/10/1973 – José Matias Nanco, pastor evangélico, e companheiros, mártires da fé e da solidariedade no Chile.
31/10/1989 – Mártires da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Salvadorenhos (Fenastras), em San Salvador. 

Martirológio Latino-americano - mês de setembro

Setembro

01/09/1971 – Julio Expósito, estudante, 19 anos, militante cristão, mártir das lutas do povo uruguaio, assassinado pela policia.
01/09/1975 – Nélio Rougier, Irmão do Evangelho, detido em Córdoba, Argentina, desaparecido.
01/09/1976 – Inés Adriana Cobo, militante da Igreja Metodista, mártir da causa dos pobres, Buenos Aires, Argentina.
01/09/1979 – Jesús Jiménez, camponês, delegado da Palavra, mártir da Boa Nova aos pobres de El Salvador, assassinado.
03/09/1976 – Ramón Pastor Bogarín, bispo, fundador da Universidade de Assunção, profeta da Igreja no Paraguai.
04/09/1984 – Andrés Jarlán, padre missionário, morto por uma bala disparada por policiais enquanto lia a Bíblia na vila La Victoria, em Santiago de Chile.
09/09/1654 – Pedro Claver, apóstolo dos escravos negors em Cartagena, Colômbia.
09/09/1990 – Hildegard Feldman, religiosa, e Ramón Rojas, catequista, mártires da fé e da assistência aos camponeses colombianos.
10/09/1984 – Policarpo Chen, delegado da Palavra de Deus, destacado catequista e fundador da cooperador de San Cristóbal, Verapaz, Guatemala, seqüestrado e torturado pelas forças de segurança federais.
10/09/2001 – Toninho, prefeito de Campinas, assassinado cruel e misteriosamente, lutador por uma sociedade mais justa, mártir da causa do povo.
11/09/1981 – Sebastiana Mendonza, indígena, catequista, mártir da fé e da solidariedade em El Quiché, Guatemala.
11/09/1988 – Mártires da Igreja de San Juan Bosco, em Porto Príncipe, Haiti.
11/09/1990 – Myrna Mack, antropóloga, assassinada por seu compromisso com os direitos humanos, na Cidade da Guatemala.
12/09/1982 – Alfonso Acevedo, catequista, mártir da fé e da assistência aos desalojados de El salvador.
12/09/1989 – Valdicio Barbosa dos Santos, sindicalista rural de Pedro Canário (ES), Brasil.
12/09/1997 – Steve Biko e os mártires sul africanos, assassinados por lutar contra o apartheid e defender os negros do Sul da África.
13/09/1589 – Rebelião sangrenta dos mapuches no Chile.
14/09/1973 – Miguel Woodward, padre chileno, mártir dos operários de Valparaiso, assassinado após o golpe militar de 1973.
14/09/1991 – Alfredo Aguirre e Fortunato Collazos, mártires da devoção a seus irmãos de San Juan de Lurigancho, Peru.
15/09/1842 – Fuzilado Francisco Morazán, unionista centro-americano, em São José da Costa Rica.
15/09/1973 – Arturo Hillerns, médico, mártir da assistência aos pobres mo Chile.
15/09/1974 – Antonio Llidó, padre espanhol, desaparecido, mártir nas prisões do Chile.
15/09/1981 – Pedro Pío Cortés, indígena achi, catequista, delegado da Palavra, em Rabinal, Baja Verapaz, Guatemala.
16/09/1983 – Guadalupe Carney, jesuíta de origem estadunidense, acompanhando a luta de seu povo hondurenho.
17/09/1645 – Juan Macías, irmão leigo dominicano, confessor da fé e servidor dos pobres no Peru colonial.
17/09/1980 – Morre em acidente de avião Augusto Cotto, batista salvadorenho, envolvido nas lutas populares.
17/09/1981 – John David Troyer, missionário menonita estadunidense, mártir da justiça na Guatemala.
17/09/1982 – Alirio, Carlos e Fabián Buitrago, Giraldo Ramírez e Marcos Marín, camponeses, catequistas da paróquia de Cocorná, Colômbia, assassinados.
17/09/1983 – Julián Bac, celebrante da Palavra, e Guadalupe Lara, catequista, mártires na Guatemala.
19/09/1973 – Juan Alsina, padre missionário espanhol, assassinado pela polícia de Pinochet, mártir do povo chileno.
19/09/1986 – Charlot Jacqueline e companheiros, militantes e alfabetizadores, mártires da educação libertadora para seu povo haitiano.
20/09/1976 – Assassinado em Washington o ex-chanceler do regime popular de Allende, Orlando Letelier. Depois de quase 20 anos é declarado culpado o diretor da DINA, general Manuel Contreras.
20/09/1978 – Padre Francisco Luis Espinosa e companheiros mártires em Estelí, Nicarágua.
20/09/1979 – Apolinar Serrano, José López, Félix Salas e Patrícia Puertas, camponeses e dirigentes sindicais mártires em El Salvador.
22/09/1977 – Eugênio Lyra Silva, advogado da Federação dos Trabalhadores da Agricultura, mártir da justiça no Brasil.
23/09/1830 – Morre no Paraguai, aos 86 anos, José Gervasio Artigas, pai da nação uruguaia, em exílio de 30 anos.
23/09/1905 – Morre Francisco de Paula Victor, padre negro, considerado um grande santo. A comunidade negra luta pela sua canonização.
23/09/1973 – Morre Pablo Neruda.
23/09/1989 – Henry Bello Ovalle, militante, mártir da solidariedade com a juventude de seu bairro, em Bogotá, Colômbia.
23/09/1993 – Sergio Rodríguez, operário e universitário, mártir da luta pela justiça na Venezuela.
24/09/1553 – Caupolicán, líder mapuche, é executado.
24/09/1976 – Marlene Kegler, estudante e operário, mártir da fé e do serviço entre os universitários de La Plata, Argentina.
25/09/1849 – Foi enforcado Lucas da Feira, escravo negro fugitivo, chefe dos sertanejos, Brasil.
26/09/1974 – Lázaro Condo e Cristóbal Pajuña, camponeses mártires do povo equatoriano, líderes cristãos de suas comunidades na luta pela reforma agrária, assassinados em Riobamba, Equador.
27/09/1979 – Guido León dos Santos, herói da classe operária, morto pela repressão policial em Minas, Brasil.
27/09/1990 – Irmã Agustina Rivas, religiosa do Bom Pastor, mártir em La Florida, Peru.
28/09/1990 – Pedro Martínez e Jorge Euceda, militantes e jornalistas, mártires da verdade em El Salvador.
30/09/1655 – Coranilla e companheiros, caciques indígenas, mártires da libertação de seus irmãos na Argentina.
30/09/1974 – General Carlos Prats e sua esposa. Assassinados com a explosão de uma bomba em seu carro, em Buenos Aires, Argentina, para onde fugiram da ditadura de Pinichet. Iniciava-se a Operação Condor, idealizada por Pinochet, de coordenação entre os militares chilenos, argentinos, uruguaios, brasileiros, bolivianos e paraguaios para assassinar os líderes populares.
30/09/1981 – Honorio Alejandro Núñez, celebrante da Palavra e seminarista, mártir das lutas do povo hondurenho.
30/09/1991 – Vicente Matute e Francisco Guevara, indígenas mártires da luta pela terra, Honduras.
30/09/1991 – José Luis Cerrón, universitário, mártir da solidariedade entre os jovens e os pobres de Huancayo, Peru.

30/09/1995 – Dois padres Xaverianos; Aldo Marcrchiol, Ottorino Maule e a leiga Catina Guberle, missionários italianos, foram assassinados por três soldados burundense, na residensia paroquial da diocese de Bururi, no Burundi, África Central.