terça-feira, 28 de maio de 2013

Galeria dos Mártires - Raimundo Ferreira Lima "Gringo"

RAIMUNDO FERREIRA LIMA “GRINGO”

Agente Pastoral e Sindicalista

SÃO GERALDO – PA * 29/5/80

                 Raimundo, familiarmente apelidado de “Gringo”, pai de seis filhos, juntou a simpatia com a combatividade, uma fé cada vez mais consciente e consequente com a luta tenaz e organizada. No Sindicato dos Trabalhadores Rurais e como Agente de Pastoral de Conceição do Araguaia, na  comunidade eclesial. Sequestrado, com implicação da polícia e a mando do latifúndio, foi levado de madrugada aos arredores de Araguaína, torturado e morto à bala. Seu testemunho ficou como uma luz sobretudo na região do Araguaia – Tocantins. “Sua combatividade e sua força, afirmou um companheiro, eram nossa força, que crescerá com seu martírio”.




segunda-feira, 20 de maio de 2013

Galeria dos Mártires - Chicão Xucuru


CHICÃO XUCURU
Mártir da Terra Indígena
PESQUEIRA - PE * 20/ 05/ 1998

Chicão Xucuru (Francisco de Assis Araújo), foi vitima de uma emboscada de três pistoleiros do latifúndio, na manhã do dia 20 de maio de 1998.  Já escapara de várias tocaias, de ataques planejados pelos fazendeiros. Em 1995, a mando de fazendeiros, foi assassinado o advogado da Funai, Geraldo Rolim da Mota Filho, que prestava apoio jurídico ao povo Xucuru. Homem altivo e sereno, amável e inteligente, líder natural que sabia ouvir e orientar, Chicão tinha o poder que manava do reconhecimento e admiração do seu povo Xucuru.  Grande líder da retomada das terras, sua perspectiva era recuperar a terra Xucuru invadida por 181 fazendas, cujos donos em boa parte são compadres e amigos do vice-presidente da república, Marco Maciel.
Zenilda, a esposa de Chicão, seus filhos, seu povo, vêm retomando a herança, regada com sangue pelo destemido Chicão, e afirmando a identidade e os direitos do povo Xucuru.

sábado, 18 de maio de 2013

Galeria dos Mártires - Héctor Gutiérrez e Zelmar Michelini

HÉCTOR GUTIÉRREZ

E ZELMAR MICHELINI
Militantes Cristãos e Políticos

URUGUAI * 18/5/76

Destacados políticos uruguaios e militantes cristãos, foram seqüestrados em Buenos Aires, Argentina, por efetivos da polícia e do exército uruguaios. Seus cadáveres apareceram, no dia 22, com sinais de selvagens torturas e mutilações. Héctor era pai de cinco filhos, dirigente do Partido Nacional, várias vezes deputado e presidente da Câmara de Deputados. Zelmar tinha nove filhos, e duas filhas suas foram seqüestradas também. Dirigente universitário e líder sindical bancário, chegou a ser ministro da Cultura e ministro de Indústria e Comércio. Exilados ambos em Buenos Aires por causa da repressão do seu país, denunciaram, integérrimos, até à morte, a violação dos Direitos Humanos, assim como lutaram toda sua vida pela justiça e liberdade de seu povo

Galeria dos Mártires -Tupac Amaru II


T U P A C  A M A R U II
Nativismo e Independência

18/05/1781 – É decapitado José Gabriel Condorcanqui, Tupac Amaru II, militante dos direitos dos índios do Peru e da Bolívia. Depois de ter presenciado o enforcamento de sua mulher e dos mais próximos familiares e seguidores, foi amarrado pelos pés e pelas mãos a cavalos que dispararam em várias direções.

Túpac Amaru II, um descendente dos imperadores incas, liderou a maior rebelião indígena da história das Américas dos tempos coloniais. A sua insurreição contra o domínio espanhol colocou o seu nome entre os que tentaram, ao exemplo bem sucedido dos colonos norte-americanos, libertar as Américas da metrópole européia.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

XIII Romaria da Terra e da Água Padre Josimo – Esperantina, TO, 10-11 de maio 2013

FIRMES NA TERRA, SEMEANDO VIDA!
Texto: Tonny, Fotos: Douglas Mansur

acolhida dos romeiros e romeiras
Na região do Bico do Papagaio, marcada pelo martírio do Pe. Josimo Morais Tavares aconteceu a XIII Romaria da Terra e da Água Padre Josimo – Esperantina, TO, 10-11 de maio 2013.
De diversos lugares da região, de outras cidades e estados, uma multidão de romeiros e romeiras se reunirão em Esperantina, TO para celebrar os 27 anos do martírio do Pe. Josimo Morais Tavares, assassinado em Imperatriz (MA) dia 10 de Maio de 1986, a mando de latifúndios da região do Bico do Papagaio (TO).
Mulheres, homens, idosos/as e crianças proclamavam numa só voz: “Firmes na Terra, semeando vida”.
Fomos acolhidos pela equipe de coordenação da romaria, junto com o Bispo de Tocantinópolis Dom Giovane Pereira de Melo.

Dona Olinda
 Estava presente a mãe do Pe. Josimo, Dona Olinda, bem como amigos/as e companheiros/os que trabalharam com Ele, Indígenas Apinajé e Krahô. Destacamos a presença da Mada e Bia, agente de pastoral que muito contribuiu para conquistas e lutas de povo junto com Josimo.         
Dom Heriberto Hermes, bispo emérito de Cristalândia e Dom Felipe Dickman, bispo de Miracema do Norte, se fizeram presente na romaria. 
Dom Giovane, Dom Heriberto, Dom Felipe

Após a acolhida e oração, lembrando os escritos espirituais do Josimo, bem como os compromissos que ele assumiu, a multidão se dirigiu para as oficinas temáticas:

1° Território, comunidades e povos tradicionais e povos originários (quilombolas e povos indígenas).
2° Hidroelétrica nos rios Tocantins e Araguaia, impactos sociais, culturais e ambientais.
3° Agroecologia e reflorestamento.
4° Juventude fazendo história.
5° Organizações sociais, conquistas e lutas dos trabalhadores do Bico do Papagaio.
6° estado para quê? Estado para quem?
7° Não ao trabalho escravo.
8° Ciranda das crianças.

Após a janta os romeiros e romeiras foram para a Tenda para um filme, sobre os males dos agrotóxicos.  Em seguida se deu início à noite cultural, vários artista do povo apresentaram seus cantos e sua arte. As mulheres indígenas fizeram uma dança ritual.
 



Na manhã do domingo, às 5h da manhã, começa o dia com a alvorada, fogos, cantos, café e festa, convocando o povo para a grande caminhada martirial.
O povo foi acolhido com o mantra: “Firmes na terra, semeando vida! Como a vida d’Ele: o Mártir Josimo”.
Foram convocados os mártires para celebrar conosco nesta romaria, a multidão respondia: “Presente em nossa caminhada!”
Josimo, Margarida Alves, Dom Oscar Romero, Ir. Dorothy, entre outros mártires, podíamos ver seus rostos e sua memória sendo lembrada pelos romeiros e romeiras.
A caminhada seguiu pelas ruas de Esperantina, cantando “Venham todos cantemos um canto que nasce da Terra...,
“ESTAMOS TODOS HÁ VINTE E SETE ANO NESTA ROMARIA JUNTO COM JOSIMO, DEVOTOS DO SENHOR E ROMEIROS E ROMEIRAS A CADA DIA, ONTEM, HOJE E SEMPRE!”
Foi proclamado o texto de Apocalipse, 21,1-7 – “Eu vi, então, um novo céu e nova terra”.
A primeira parada se proclamou: “Ouvi o clamor do meu povo”. Foi proclamado o texto de Ex, 31-10. Após o mantra: “Vidas pela Vida,...” foram lembrados os clamores de um posseiro de Goiatins, pressionado para deixar suas terras, os clamores de uma mulher de Xambioá, temendo por seus filhos face à crescente violência na cidade, o clamor de uma mulher Apinajé, preocupada por mais uma barragem anunciada que irá atingir a terra de seu povo, o clamor de um boia-fria de Ananás, explorado pelo monocultivo do eucalipto e seus venenos, o clamor de um jovem de Araguaína, preso nas armadilhas da droga.
Na segunda parada: “Quero ver brotar o direito como água e a justiça como riacho que não seca.”, (Amós 5,24). Lembraram que somos todos e todas, filhos da terra e das águas, pescadores, ribeirinhos, e todos respondiam: “Somos da Terra, somos da Água, somos da Vida”.
Na terceira parada, “Missionários do Reino da Vida”. Foi proclamado o texto Atos 14,19-28, depois escutamos Luiza Canuto, Dona Oneide e Palmeira, três ‘sobreviventes’ que, cada um à sua maneira, afirmam: “Meu compromisso é com o Reino da Vida”.

Depois das três paradas, Dom Giovane faz esta bela oração:

“Deus da Vida, Pai de Jesus e nosso Pai, em clima de romaria celebramos a Páscoa de Jesus na páscoa dos mártires da caminhada. Nós Te bendizemos pelo amor que neles venceu o medo e o ódio. Com Maria proclamamos que és forte e derrubas dos tronos os soberbos e os poderosos, que és justo e levantam humilhados e famintos, garantindo-lhes o direito e a justiça. Que és fiel e nunca se esqueces de tua promessa. Porque és o Deus dos pobres e oprimidos. Pedimos que derrame em nós a força de Teu espirito como fez em nossos pais e mães da fé: na terna firmeza de Dorothy, na alegria determinada de Josimo, na força de Gringo, na fé indomável de Expedito, na profética coragem de Romero, na total entrega de João Bosco, na santa teimosia de Margarida, na vida invencível e sempre ressuscitada de tantas irmãs e irmãos que semearam suas vidas por causa do povo, para o Reino da vida. Que Teu Espírito nos faça testemunhas desta fidelidade: fidelidade a Ti, Deus dos pobres. Fidelidade aos pobres da terra. Fidelidade ao projeto de uma terra sem males, novos céus e nova terra, pachamama e adamáh, abaia iala, terra e mata livres, de todos e todas nós. Amém, Axé, Awiri, Aleluia!

Chegando nas tendas, se deu continuidade à celebração, presidida por Dom Giovane, concelebrada por Dom Felipe e Dom Heriberto, e padres da diocese de Tocantinópolis.
A final da eucaristia, os romeiros e romeiras foram enviados a continuar suas missões, sendo vidas Pela Vida, Testemunhas do Reino.
A multidão foi aspergida pelas freiras Bia e Mada, com água perfumada.

Mada e Bia
Todos os romeiros e romeiras foram para os locais que estava servindo o almoço, depois retornaram para suas cidades.
Edevaldo, Douglas Mansur e eu fomos para Buriti do Tocantins, onde estão os restos mortais do Pe. Josimo, comunidade onde se encontra também o mural pintado pelo Cerezo Barredo.
                                                                                                             



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Galeria dos Mártires - Pe. Josimo Morais Tavares, Comissão Pastoral da Terra

PE. JOSIMO MORAIS TAVARES

Comissão Pastoral da Terra
BICO DO PAPAGAIO – TO * 10/05/1986

                Pobre entre os pobres lavradores do Bico do Papagaio, viveu seu sacerdócio numa entrega total ao povo, na luta pela terra e na promoção da consciência e da organização. Manso e persistente, poeta e militante, sua paixão era a Justiça: “Por justiça clamamos”; “esta terra pede justiça”, escrevia. Sabia-se ameaçado de morte, mas afirmava com decisão: “É hora de assumir. 

      “Pois é gente, eu quero que vocês entendam que o que vem acontecendo não é fruto de nenhuma ideologia ou facção teológica, e nem por mim mesmo, ou seja, pela minha personalidade...
        É por ter assumido esta linha de trabalho Pastoral que pela força do Evangelho me levou a comprometer-me nesta causa a favor dos pobres, dos oprimidos e injustiçados....
        Tenho que assumir. Agora estou empenhado na luta pela causa dos pobres lavradores indefesos, povo oprimido nas garras dos latifúndios. Se eu me calar, quem os defenderá? Quem lutará a seu favor?...
        Nem o medo me detém. É a hora de assumir. Morro por uma justa causa. Agora quero que vocês entendam o seguinte: Tudo isto que está acontecendo é uma conseqüência lógica resultante do meu trabalho, na luta pelos pobres, em prol do evangelho que me levou a assumir até as últimas conseqüências...
                Os grandes e poderosos nunca exterminarão a vida dos pobres. Os pobres vive e viverão para sempre. Da nossa luta sai a Vida Nova, surge o Mundo Novo, uma nova terra, a justiça”.


Era seu testamento martirial. Foi assassinado pelo latifúndio, na escada da sede da CPT, em Imperatriz, MA. Naqueles dias Josimo ia ser eleito coordenador regional da CPT Araguaia/Tocantins.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Galeria dos Mártires - Vicente Cañas, missionário jesuíta


08/05/1987 – Vicente Cañas, missionário jesuíta, assassinado pelos que cobiçavam as terras dos índios que ele acompanhava, mártir em Mato Grosso, Brasil.

Vicente Cañas Costa (Albacete, 22 de outubro de 1939 - Mato Grosso, 6 de abril de 1987), também conhecido como Kiwxi, foi um missionário jesuíta espanhol naturalizado brasileiro, que, em 1974, estabeleceu os primeiros contatos com os indígenas Enawenê-nawê, no estado de Mato Grosso, e passou a residir entre eles em 1977, trabalhando pela preservação de seu território, com demarcação da Terra Indígena Enawenê-Nawê e por ações de saúde. Foi assassinado dez anos depois, a mando de fazendeiros da região.

O corpo do Ir Vicente Cañas foi encontrado cerca de quarenta dias depois da morte, por dois missionários do Cimi, com o abdômen perfurado. Seu barraco, em desordem, apresentava sinais de luta; seus óculos foram quebrados por uma porretada em seu rosto. Seus instrumentos de trabalho, como o cesto onde levava medicamentos, além de lanterna, espingarda e facão, já estavam na voadeira (barco) com a qual iria até as aldeias, como havia avisado por rádio dias antes do assassinato. 

O inquérito policial tramitou durante seis anos. Apesar de ser voz corrente na região sobre o envolvimento dos acusados no crime, a população de Juína e das aldeias indígenas conviveram e ainda convivem com medo de represálias e se calam em relação aos mandantes e executores deste crime. A revelação do envolvimento dos acusados só se deu por testemunhos de indígenas da etnia Rikbaktsa (canoeiros), habitantes das terras vizinhas à dos Enawenê-Nawê. 19 anos depois do crime foram julgados pelo Tribunal do Júri, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, mediante pagamento e em emboscada, Ronaldo Antônio Osmar, ex-delegado de polícia de Juína, município onde se deu o assassinato, José Vicente da Silva e Martinez Abadio da Silva, um conhecido pistoleiro da região.  Ninguém foi condenado.

O advogado do Cimi, Paulo Machado Guimarães, admitiu que faltaram provas. Ele acusou o ex-delegado Osmar de intermediar a negociação entre José Vicente e os supostos mandantes do crime, Pedro Chiquetti e Camilo Óbice, que eram fazendeiros na área. Chiquetti possuía terras no limite norte da comunidade indígena e tinha interesse em expandi-las. Já Óbice era um grileiro na região, também interessado nas terras dos Enawene-Nawê. Os dois faleceram durante o longo processo judicial. O outro suposto mandante, o latifundiário Antonio Mascarenhas Junqueira, não pôde ser julgado em razão da idade avançada. Segundo Guimarães "a Funai tem o registro das disputas entre fazendeiros e os indígenas desde antes de 1988" e, aparentemente, a morte do padre Vicente deveria facilitaria a tomada das terras indígenas.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

XIII Romaria da Terra e da Água Padre Josimo - Esperantina, TO, 10-11 de maio 2013



Ás comunidades da diocese de Tocantinópolis e das igrejas irmãs de toda a região

Amadas irmãs, amados irmãos, romeiros da terra e das águas, querido povo de Deus!
Chegou a hora da nossa 13ª Romaria diocesana, a romaria da terra e da água que desde 1988 nos reúne na memória insurgente dos mártires da nossa caminhada como Povo de Deus em busca da libertação.
É com grande entusiasmo e uma enorme esperança que a Diocese de Tocantinópolis, a Comissão Pastoral da Terra e os Movimentos populares do Bico do Papagaio, convidam você, sua família, sua comunidade e sua organização, para participar desta Romaria, este ano com um lema vigoroso e promissor: “Firmes na Terra, Semeando Vida”, uma síntese das conquistas do nosso povo e das bonitas sementes de vida que plantou neste chão.
A Romaria será nos dias 10 e 11 de maio na cidade de Esperantina, TO, lá no Bico do Papagaio, nessa terra onde Pe Josimo tanto caminhou com seu povo, juntos fazendo a história. Nesta Romaria iremos celebrar as vitórias, refletir sobre os desafios de hoje, e reafirmar nosso compromisso pelo Reino da vida plena. Sua participação é de suma importância. Traga sua alegria, sua animação, suas bandeiras, violão e tambores para celebrarmos esse grande momento celebrativo. Não se esqueçam de trazer seu kit-romaria (prato, colher, copo, material de uso pessoal, rede ou colchonete). Desde já vamos nos preparar para vivenciar esta Romaria. São sugeridos três encontros comunitários: são momentos de celebração e renovação do nosso compromisso, preparando o nosso espírito para mais esta grande caminhada pela vida. Chame seus vizinhos, reúna sua comunidade, sua família, e celebre este tríduo. Inteire-se da programação, cante as músicas, escolha sua oficina, e prepare-se desde já para a viagem dos dias 10 e 11 de maio para Esperantina.

Com nossos fraternos abraços,
+ Dom Giovane, Bispo da Diocese de Tocantinópolis,
Comissão Pastoral da Terra & Coordenação Sindical do Bico do Papagaio

Confirme sua participação e solicite sua cartilha ligando para 63 3412 3200 ou por mail: cptoc@cultura.com.br. A Romaria iniciará dia 10 com o almoço e encerrará dia 11 também com o almoço. Dia 10: oficinas à tarde e noite cultural; dia 11 cedo: caminhada celebrativa e envio.

Martirológio Latino-americano - mês de maio


Maio

Dia Internacional dos Trabalhadores
Primeiro domingo de maio: Dia dos Mártires em Honduras.
01/05/1980 – Conrado de la Cruz, padre, e Herlindo Cifuentes, catequista, mártires na Guatemala, sequestrados e mortos.
01/05/1981 – Raynaldo Edmundo Lemus Preza, da CEB’s Guadalupe, em Soyapango, El Salvador, capturado e desaparecido por seu compromisso cristão, com seu amigo Edwin Laínez.
02/05/1979 – Luis Alfonso Velázquez, de 10 anos, mártir da ditadura somozista, Nicarágua.
02/05/1994 – Sebastián Larrosa, estudante camponês, mártir da solidariedade e da justiça entre os pobres do Paraguai.
02/05/1997 – Morre Paulo Freire, fundador da pedagogia libertadora latino-americana.
03/05/1988 – Fámilia Mártir. Elizete (5 anos), Elionete (7 anos) e Eliete (9 anos) foram barbaramente assassinadas junto com a mãe Maria das Neves Rodrigues dos Santos,  35 anos, (gravida) e o pai Sebastião Vidal dos Santos, 30 anos.  Sebastião tinha dito “NÃO” aos traficantes de droga, em nome da sua dignidade de trabalhador pobre, mas honesto, em nome do seu amor a família. Ele e a família foram ameaçados, desrespeitados, mas resistiram unidos. A esposa e as filhas eram participantes ativas da Comunidade Eclesial de Base que estava começando no bairro Jd Amapá, Duque de Caxias – RJ. No local do massacre foi construído o “Espaço da Memória”, onde se recorda o martírio desta família, de outras pessoas da Baixada e de tantos outros mártires da caminhada.
03/05/1991 – Felipe Huerte, delegado da Palavra, e quatro companheiros, mártires da Reforma Agrária, em El Astillero, Honduras.
04/05/1521 – Pedro de Córdoba, primeiro apóstolo missionário dos dominicanos na América. Autor do primeiro catecismo da América.
04/05/1547 – Cristóbal de Predraza, bispo de Honduras, “Pai dos Índios”.
05/05/1980 – Isaura Esperanza, “Chaguita”, catequista, da Legião de Maria, identificada com as lutas de seu povo, mártir em El Salvador.
05/05/2001 – É assassinada Bárbar Ann Ford, 64 anos, irmã da Caridade, estadunidense, trabalhando no Quiché desde 1989. Tinha  colaborado com d. Gerardi no informativo “Nunca Mais”, e ajudando as vítimas da guerra para declarar as experiências vividas e para fazer exumações.
06/05/1977 – Oscar Alajarín, militante da Igreja Metodista, mártir da solidariedade na Argentina.
06/05/1987 – Rubén Darío Vallejo, padre, Colômbia.
08/05/1987 – Vicente Cañas, missionário jesuita, assassinado pelos que cobiçavam as terras dos índios que ele acompanhava, mártir em Mato Grosso, Brasil.
08/05/1989 – Nicolás Van Kleef, padre Vicentino, panamenho de origem holandesa, assassinado por um militar na comunidade de Santa Maria, Chiriqui, Panamá.
09/05/1982 – Luis Vallejos, arcebispo de El Cuzco, Peru, ameaçado de morte por sua opção preferencial pelos pobres, morre em “acidente” provocado nunca esclarecido.
10/05/1985 – Irne García, padre, e Gustavo Chamorro, militante, mártires da justiça e da promoção humana em Guanabanal, Colômbia.
10/05/1986 – Josimo Morais Tavares, assassinado por latifundiários, mártir da pastoral da terra, padre, em Imperatriz, Brasil.
11/05/1974 – Carlos Mugica, padre, mártir do povo das “villas miséria” de Buenos Aires, Argentina. Freqüentemente ameaçado, foi metralhado quando terminou a missa. Ao morrer disse à enfermeira: “Agora, mais que nunca, vou estar junto do povo”.
11/05/1977 – Alfonso Navarro, padre, e Luis Torres, menino de coro, mártires em El Salvador.
12/05/ século XVIII – Escrava Anastácia, era princesa Bantu de Angola e feita escrava viveu na Bahia e no Rio de Janeiro, no século XVIII. Justamente indignada com os maltratos sofridos, sobretudo pelas mulheres negras, manteve-se lúcida e corajosa em atitude de protesto. Pelo qual colocaram-lhe uma mordaça de ferro no pescoço que lhe causou a morte por gangrena. É considerada mártir da dignidade da mulher negra.
12/05/1980 – Walter Voodeckers, missionário belga, comprometido com os camponeses pobres, mártir em Escuintla, Guatemala.
13/05/1977 – Luis Aredez, médico, mártir da solidariedade entre os pobres da Argentina.
14/05/1976 – Presos em casa, Beatriz Carbonell de Pérez Weiss e seu marido; Mônica Maria Candelária Mignone e Maria Esther Lorusso e Mônica Quintero (es-religiosa das Irmãs da Misericórdia). Realizavam trabalhos de promoção humana, social, religiosa e política na “villa miséria” Flores, em Buenos Aires. Tudo indica que foram torturados e levados nos “vôos da morte”.
14/05/1980 – Massacre do rio Sumpul, El Salvador, em que morreram mais de 600 pessoas.
14/05/1980 – Juan Ccaccya Chipana, operário, militante, vítima da repressão policial no Peru.
14/05/1981 – Carlos Gálvez Galindo, padre e mártir na Guatemala.
14/05/1988 – Camponeses mártires da causa da paz, Cayara, Peru.
14/05/1991 – Porfírio Suny Quispe, militante e educador, mártir da justiça e da solidariedade no Peru.
15/05/1903 – É fuzilado em Chiriqui o general e guerrilheiro Victorino Lorenzo, herói nacional do Panamá.
15/05/1986 – Nicolas Chuy Cumes, pastor evangélico e jornalista, mártir da liberdade de expressão na Guatemala.
15/05/1987 – Mártires indígenas, vítimas da espoliação de suas terras, em Bagadó, Colômbia.
16/05/1981 – Edgar Castillo, jornalista assassinado, Guatemala.
18/05/1781 – É decapitado José Gabriel Condorcanqui, Tupac Amaru II, militante dos direitos dos índios do Peru e da Bolívia. Depois de ter presenciado o enforcamento de sua mulher e dos mais próximos familiares e seguidores, foi amarrado pelos pés e pelas mãos a cavalos que dispararam em várias direções.
18/05/1896 – José Martí, morre em combate, lutando pela independência de Cuba.
18/05/1976 – Héctor Gutiérrez e Zelmar Michellini, políticos e militantes cristãos, mártires das lutas do povo uruguaio.
19/05/1995 – Morre Jaime Nevares, bispo de Neuquén,voz profética da Igreja Argentina.
19/05/1997 – Manoel Luís da Silva, 40 anos, sem-terra assassinado a tiros pelos capangas do proprietário Alcides Vieira de Azevedo, em São Miguel de Taipu. A polícia encobriu o crime. A CPT e a Diocese da Paraíba o denunciaram.
20/05/1981 – Pedro Aguilar Santos, padre, mártir da causa dos pobres e perseguidos de seu povo guatemalteco.
20/05/1998 – Francisco de Assis Araújo, “Chicão Xucuru”, cacique do povo xucuru, é assassinado em Pesqueira, Pernambuco, Brasil, por lutar pela terra de seu povo.
21/05/1897 – Gregório Luperón, herói da independência da República Dominicana, morre em Puerto Plata.
21/05/1991 – Jaime Gutiérrez Alvarez, religioso, Colômbia.
21/05/1991 – Irene McCormack, missionária, e companheiros, mártires da causa da paz, Peru.
22/05/1937 – Massacre de Caldeirão, Brasil.
23/05/1977 – Elisabeth Käseman, militante alemã da Igreja Luterana, mártir da causa dos pobres, Buenos Aires, Argentina.
23/05/1987 – Luis Gutiérrez, padre, Colômbia.
24/05/1986 – Ambrosio Mogorrón, enfermeiro espanhol, e companheiros camponeses, mártires da solidariedade em San José de Bocay, Nicarágua.
25/05/1987 – Bernardo López Arroyave, padre colombiano, mártir, nas mãos de proprietários rurais e militares.
26/05/1969 – Henrique Pereira Neto, padre, 28 anos, mártir da justiça em Recife, Brasil.
27/05/1987 – Luis Pérez, padre, Colômbia.
28/05/1993 – Javier Cirujano, missionário, mártir da paz e da solidariedade na Colômbia.
29/05/1978 – Massacre de uma centena de índios quichês, em Panzós, Guatemala.
29/05/1980 – Raimundo Ferreira Lima, “Gringo”, camponês sindicalista, agente de pastoral, mártir em Conceição do Araguaia, Brasil.
30/05/1994 – María Correa, religiosa, irmã dos indígenas mbiá e profeta da denúncia em sua terra paraguaia.
31/05/1979 – Teodoro Martínez, camponês mártir na Nicarágua.
31/05/1990 – Clotario Blest, profeta cristão no mundo sindical chileno.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

25 anos de Vida vencendo a morte - Martírio de uma família inteira, Jd Amapá - Duque de Caxias

25 anos do Martírio - 03/05/2013

A Comunidade Nossa Senhora dos Mártires convida a todos para a Vigília que iniciará dia 3 de maio às 21:00 hs e terminará no dia 4 às 5:00 hs da manhã. No sábado 27 de abril às 19:00 horas Dom Tarcísio  estará celebrando a Missa de abertura dos 25 anos da comunidade e no no domingo  dia 5  teremos a Missa solene  as 10:00 horas da manhã.

A VIDA VENCE A MORTE


 Foi no Jardim Amapá que  na noite de 3 de maio 1988  Elizete (5 anos), Elionete (7 anos) e Eliete (9 anos) foram barbaramente assassinadas junto com a mãe Maria das Neves Rodrigues dos Santos,  35 anos, (gravida) e o pai Sebastião Vidal dos Santos, 30 anos.  Sebastião tinha dito “NÃO” ao traficantes de droga, em nome da sua dignidade de trabalhador pobre, mas honesto, em nome do seu amor pela família. Ele e a família foram ameaçados, desrespeitados, mas resistiram unidos. A esposa e as filhas eram participantes ativas da Comunidade Eclesial de Base que estava começando no bairro.
Na noite de 3 de maio 1988  os assassinos destruíram  todos os sinais de vida. Mataram até os passarinhos e pisaram e arrancaram as flores em volta da casa. Até outubro de 1989 a casa permaneceu fechada, abandonada. Quando a Diocese comprou a casa e nós entramos, tivemos a grande surpresa. Uma das roseiras em vez de brotar novamente ao lado da casa, tinha  “furado” a parede. Lá, entre os sinais que ainda testemunhavam o martírio, estava aquele ramo cheio de vida.
Logo depois, apesar de nossos cuidados, ele secou. Estava apenas nos aguardando para entregar a todos nós a  responsabilidade de continuar construindo sinais de vida.
                                                                                                                                    Padre Bruno

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Celebração Martirial - Terço


Equipe de elaboração destas celebrações:
Antônio Carlos Pereira da Silva (Tonny)
Laudimiro de Jesus Borges (Mirim)
Pedro Casaldáliga
Diagramação: José María Concepción
Ilustrações:
Maximino Cerezo Barredo
Revisão e copidesque: Divina Queiroz
Projeto Gráfico da Capa:
Wolney Fernandes



APRESENTAÇÃO
As comunidades cristãs celebram a sua fé, celebrando fundamentalmente o Mistério de Cristo; sua Encarnação, sua Páscoa. A Eucaristia é a culminação desta celebração cristã. Mas, simultaneamente, ao longo da história da Igreja, as comunidades vêm celebrando sua fé através de devoções ou rezas, enraizadamente populares.
Entre elas, há séculos ocupam uma cordial preferência do nosso povo o Terço.
Ambas devoções convocam à meditação do Mistério de Cristo e ao seu seguimento. A Encarnação e a Páscoa são a sustância destas devoções privilegiadas. No Terço, o Mistério total da Encarnação, Morte e Ressurreição é meditado em companhia de Maria, a mãe, que “ruminava todas essas coisas em seu coração”.
Esta “Celebração Martirial” nos convidam a celebrarmos o Terço com uma consciência atualizada e comprometida. O Mistério de Cristo continua acontecendo no processo da história. Continuam a nascer e a crescer filhos e filhas de Deus. E continuam eles e elas a morrer crucificados nas cruzes da vida diária ou pela perversidade de um sistema de egoísmo, de exclusão e de morte.
No Terço martirial celebramos, com a vida e o martírio de Jesus, a vida e o martírio de tantos irmãos e irmãs, sofredores e mártires, conhecidos ou anônimos, mas que vêm dando o testemunho maior, dando suas vidas pelo Reino. Vidas e mortes vividas no Espírito do Crucificado Ressuscitado.
Celebrando o Terço martirial, queremos nos comprometer com essas vidas e com essas mortes, no dia-a-dia da luta, na caminhada invencível da esperança. Com todos os mártires da Caminhada, com o Mártir Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
Pedro Casaldáliga



TERÇO
MARTIRIAL




MISTÉRIOS PASCAIS

01. Chegada - silêncio, oração pessoal, refrão meditativo:
Firme, de pé, junto da cruz, estava Maria, mãe de Jesus,
estava Maria, mãe de Jesus.

02. Abertura
(Uma pessoa acende uma vela.)

- Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis)
Vem, não demores mais, vem nos libertar! (bis)
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito. (bis)
Glória à Trindade Santa, Glória ao Deus bendito. (bis)
- Aleluia, irmãs, aleluia, irmãos! (bis)
Com a Mãe do Senhor, nossa louvação! (bis)
- A mãe meditava em seu coração (bis)
os feitos e as palavras da Libertação! (bis)
- Vidas pela vida, vidas pelo Reino. (bis)
Com tantas testemunhas, nosso Deus louvemos! (bis)

03. Recordação da vida
Irmãs e irmãos, fazendo memória de Maria, a Mãe do
Mártir Jesus, nossa Mãe e Companheira da Caminhada e,
no espírito da Romaria dos Mártires, vamos rezar o terço,
contemplando os Mistérios Pascais e celebrando a
Memória de nossos Mártires. Queremos assumir as causas
pelas quais, como Jesus, eles e elas deram a vida e fortalecer
nossa mística na construção de “um outro mundo
possível”.
Canto
/: Vidas pela vida, :/
/: vidas pelo Reino, :/
/: vidas pelo Reino. :/
/: Todas as nossas vidas, :/
/: como as suas vidas, :/
/: como a vida d'Ele :/
/: o Mártir Jesus! :/

(Recordemos a vida e a história do mártir que estamos
celebrando... O que nós conhecemos da sua história?)

04. Hino: Com Maria
ou outro relacionado com o mártir que estamos recordando
(Durante o hino crianças entram com flores, fotografia ou cartaz do mártir).

1. Com Maria em Deus exultemos
neste canto de amor-louvação.
/: Escolhida d'entre os pequenos
Mãe-profeta da libertação. :/

És a imagem da 'nova cidade',
sem domínio dos grandes ou nobres,
/: o teu canto nos mostra a verdade
que teu Deus é do lado dos pobres. :/

Maria de Deus, Maria da gente,
Maria da singeleza da flor!
Vem caminhar, vem com teu povo
de quem provaste a dor!
2. És o grito do irmão bóia-fria
nesta América empobrecida,
/: espoliada com vil valentia,
do direito ao chão de sua vida. :/

És Maria de nossos caminhos,
solidária de tantas Marias
/: coroadas de sangue e espinhos
pela exploração noite e dia. :/

3. És a força de nossa esperança,
ó Maria da fraternidade.
/: No cansaço de nossas andanças
guia os passos da real liberdade! :/

Com as flores e o pão partilhados,
preparamos a Mesa da História.
/: Da opressão, afinal, libertados,
cantaremos contigo vitória. :/

05. Reza do Terço

1º Mistério: Contemplamos a oração e a agonia de
Jesus no Horto das Oliveiras.
Contemplamos o mistério da Páscoa de Cristo presente na
agonia da Mãe-terra, na destruição das matas e rios. Na
situação, na vida e nos sofrimentos dos sem-terra, dos
migrantes e de todas as pessoas que passam fome.

Canto
Angústia de morte Jesus padecia
e o sangue em suor da fronte corria.

Pai-Nosso, Ave-Maria...

2º Mistério: Contemplamos Jesus amarrado a uma
coluna, em casa de Pilatos, cruelmente açoitado e flagelado.
Contemplamos o mistério da Páscoa de Cristo que acontece
hoje nos açoites, na violência praticada contra os povos
indígenas, negros, mulheres e crianças do campo e da
cidade.

Canto
À dura coluna Jesus foi atado,
de chagas coberto seu corpo sagrado.

Pai-Nosso, Ave-Maria...

3º Mistério: Contemplamos Jesus coroado de
espinhos por seus algozes. É humilhado diante de
todos, e Ele sofre em silêncio.
Contemplamos o mistério da Páscoa de Cristo presente nos
espinhos da discriminação, do preconceito, da falta de
consciência crítica e do consumismo, cravados na vida do
povo.

Canto
Afronte divina, de sangue banhada,
de agudos espinhos lhe foi coroada.

Pai-Nosso, Ave-Maria...
4º Mistério: Contemplamos Jesus condenado à morte,
carregando em seus próprios ombros a cruz.
Contemplamos o mistério da Páscoa que acontece hoje no
peso do trabalho escravo e infantil; no baixo salário e no
desemprego; no mundo das drogas e nas doenças.

Canto
Encontra Maria seu Filho Jesus,
curvado, oprimido, ao peso da cruz.

Pai-Nosso, Ave-Maria...

5º Mistério: Contemplamos Jesus crucificado,
morrendo na Cruz, ressuscitado, vencendo o pecado, a
escravidão e a morte.
Contemplamos o mistério da Páscoa de Cristo presente em
tantas mortes morridas e mortes matadas. Mas também
recordamos o mistério da Páscoa de Cristo na Ressurreição
dos irmãos e irmãs, que deram suas Vidas pelo Reino da
Vida - nas causas da Justiça, da Fraternidade, da
Libertação, da Paz, da União Ecumênica e da Ecológica.

Canto
Maria contempla seu filho adorado
morrendo na cruz e ressuscitado.

Pai-Nosso, Ave-Maria...
06. Ladainha

Jesus Cristo, Filho de Deus, Testemunha fiel!
- Tende piedade de nós!

Jesus Cristo, Filho de Maria, nossa Páscoa!
- Tende piedade de nós!

Jesus Cristo, nosso irmão, vida e ressurreição de todos os mártires!
- Tende piedade de nós!

Maria, Companheira dos mártires, Mãe do mártir do Calvário,
- Rogai por nós!
Santos e santas mártires do Reino,
Santos e santas mártires da Igreja de Jesus,
Santas e santos mártires de todas as religiões,
Mártires da justiça e da libertação,
Mártires da dignidade e da cidadania,
Mártires da igualdade e da paz,
Mártires da solidariedade,
Mártires da causa indígena,
Mártires da negritude,
Mártires do povo migrante,
Mártires da terra,
Mártires do trabalho,
Mártires da ecologia,
Mártires das lutas populares,
Mártires dos direitos humanos,
Mártires da comunicação livre e solidaria,
Mártires crianças,
Mártires jovens,
Todas e todos os mártires da caminhada.
(Convidar para continuar rezando a ladainha, invocando nomes de mártires:)

Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
- Tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
- Tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo,
- Dai-nos a paz!

07. Oração

Ó Deus da vida, Pai de Jesus e nosso Pai,
fazendo memória dos nossos mártires,
celebrando com Maria a Páscoa de Jesus,
celebramos a páscoa dos mártires da caminhada.
Nós vos bendizemos pelo
amor que neles e nelas venceu o medo e o ódio
e vos pedimos que derrameis em nós
a força do vosso Espírito
para que sejamos sempre fiéis,
no meio dos sofrimentos e das lutas da vida.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

08. Bênção
(Aspergir as pessoas e a casa com água perfumada, enquanto todos cantam:)

Dai-nos a bênção, ó Mãe querida.
Nossa Senhora Aparecida!
O Deus que olhou para Maria volte seus olhos para nós
e nos faça caminhar na esperança da Libertação
agora e para sempre.
- Amém!

Abençoe-nos o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
- Amém, Axé, Awiri, Aleluia!

CANTOS
01. CANTO DOS MÁRTIRES DA TERRA
Zé Vicente

1. Venham todos cantemos
um canto que nasce da terra,
canto novo de paz e esperança,
em tempos de guerra.
Neste instante há inocentes
tombando nas mãos de tiranos.
Tomar terra, ter lucro matando:
são esses seus planos.

2. Lavradores: Raimundo, José,
Margarida, Nativo,
assumir sua luta e seu sonho,
por nós é preciso?
Haveremos de honrar
todo aquele que caiu lutando
contra os muros e cercas
da morte jamais recuando.

Eis o tempo de graça!
Eis o dia da libertação!
De cabeças erguidas,
de braços unidos, irmãos!
Haveremos de ver, qualquer dia,
chegando a vitória:
o povo nas ruas, fazendo a história,
crianças sorrindo, em toda a nação!

3. Companheiros, no chão dessa
pátria
é grande a peleja!
No altar da Igreja o seu
sangue bem vivo lateja!
Sobre as mesas de cada família
há frutos marcados
e há flores vermelhas
gritando por sobre os roçados!
Ó Senhor, Deus da vida,
escuta esse nosso cantar,
pois contigo o povo oprimido
há de sempre contar!
Para além da injúria e da morte
conduz nossa gente!
Que o teu Reino triunfe
na terra deste Continente.

02. HINO DE RIBEIRÃO BONITO E REDONDEZAS
L: Pedro Casaldáliga / M: Sérgio Schaefe

Ribeirão Bonito, cruz do padre João,
alta Cascalheira, gente do sertão.
O suor e o sangue fecundando o chão.
Mãe Aparecida, o profeta João,
Terra da Esperança, Povo em mutirão,
Igreja dos pobres em Libertação.

1. Os índios pais banhavam suas vidas
nas águas livres deste Ribeirão.
Filhos da Liberdade já perdida,
a injustiça nos banha em poeirão.

2. Sempre tocados, retirantes fomos,
mas chega o dia de firmar o pé.
Ninguém é mais do que também nós
somos,
filhos de Deus, iguais à luz da fé.

3. Da união fazemos nossa força;
da Liberdade, nosso novo ar.
A terra que é de Deus é também
nossa.
Quem sabe ser irmão pode ficar.

4. Festando a Páscoa em cada
Eucaristia,
sentido o Cristo vivo em cada irmão,
a Igreja se constrói no dia-a-dia
de um povo que labuta em mutirão.
03. BENDITA E LOUVADA SEJA
Folcmúsica Religiosa

1. Bendita e louvada seja
No céu a divina luz,
E nós, também, cá na terra
Louvemos a Santa Cruz.

2. Os céus cantam a vitória
de Nosso Senhor Jesus;
cantemos nós, igualmente,
louvores à Santa Cruz.

3. Sustenta gloriosamente
nos braços ao bom Jesus;
sinal de esperança e vida
o lenho da Santa Cruz.

4. Humildes e confiantes
levemos a nossa cruz;
seguindo o sublime exemplo
de Nosso Senhor Jesus.

5. Cordeiro imaculado,
por todos morreu Jesus;
pagando as nossas culpas,
é rei pela sua Cruz.

6. É arma em qualquer perigo,
é raio de terna luz;
Bandeira vitoriosa
o santo sinal da Cruz.

7. Ao povo, aqui reunido,
dai graça, perdão e luz;
salvai-nos, ó Deus clemente,
em nome da Santa Cruz.

04. PAI NOSSO DOS MÁRTIRES
Cirineu Kuhn

Pai nosso, dos pobres marginalizados!
Pai nosso, dos mártires, dos torturados!

1.     Teu nome é santificado
naqueles que morrem defendendo a vida.
Teu nome é glorificado
quando a justiça é nossa medida
teu reino é de liberdade
de fraternidade, paz e comunhão.
Maldita toda violência,
que ,devora a vida pela repressão.

2.     Queremos fazer tua vontade
és o verdadeiro Deus libertador.
Não vamos seguir as doutrinas
corrompidas pelo poder opressor.
Pedimos-te o Pão da vida
o pão da segurança, o pão das multidões,
o pão que traz humanidade,
que constrói a vida em vez de canhões.

3.       Perdoa-nos quando por medo,
ficamos calados diante da morte!
Perdoa e destrói os reinos
em que a corrupção é a lei mais forte.
Protege-nos da crueldade
do Esquadrão da Morte, dos prevalecidos.
Pai nosso, revolucionário,
parceiro dos pobres, Deus dos oprimidos!

05. DEUS É AMOR
Taizé

Deus é amor.
Arrisquemos viver por amor
Deus é amor, ele afasta o medo.

06. DEUS SANTO

Deus santo, Deus santo e forte.
Deus santo e imortal, piedade de nós!