quinta-feira, 11 de abril de 2013

Igreja de mártires - diz Papa Francisco


Papa lembra «Igreja de mártires» e pede coragem.

Francisco defende que a fé deve ser apresentada sem cedências

Cidade do Vaticano, 06 abr 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco evocou hoje no Vaticano a “Igreja de mártires” do século XXI e pediu aos católicos que apresentem a sua fé sem cedências perante a sociedade, de forma corajosa.

“Para encontrar mártires não é preciso ir às catacumbas ou ao Coliseu (de Roma): os mártires ainda existem, em muitos países. Os cristãos são perseguidos por causa da fé, nalguns países não podem usar a cruz, são punidos, se o fizerem. Hoje, no século XXI, a nossa Igreja é uma Igreja dos mártires”, disse, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de Santa Marta, onde reside.
O Papa argentino alertou para a necessidade de não “cortar” ou “negociar a fé”, como se fosse possível “vendê-la a quem fizer a melhor oferta”, porque isso seria o começo do “caminho da apostasia, da não fidelidade ao Senhor”.
Francisco questionou os que colocam a sua fé “em água de rosas” e são “mornos”, frisando de novo que “a fé não se negoceia”.
“Sempre houve na história do povo de Deus, esta tentação de cortar um bocado da fé” e de fazer “como todos fazem”, prosseguiu.
Segundo o Papa, é preciso viver a fé como “um dom que o Senhor faz a todos os povos” e pedir que ela seja “forte, corajosa”, principalmente nos momentos em que é preciso “torna-la pública”.
“Que o Senhor nos ajude a guarda a fé, a levá-la por diante, a sermos homens e mulheres de fé”, concluiu.
As primeiras canonizações do atual pontificado, marcadas para o dia 12 de maio, incluem o italiano Antonio Primaldo e cerca de 800 companheiros leigos, assassinados “por ódio à fé” a 13 de agosto de 1480, na cidade de Otranto, durante uma invasão levada a cabo por tropas turcas.
O Papa aprovou ainda, no último dia 28, a publicação dos decretos que reconhecem o martírio de 62 católicos, assassinados no século XX por causa da sua fé.

Papa Francisco: testemunhar a fé com coragem

Cidade do Vaticano (RV) - Testemunhar com coragem a integralidade da fé: este é o convite feito esta manhã pelo Papa Francisco durante a Missa presidida na capela da Casa Santa Marta. Na celebração estavam presentes uma família argentina e algumas religiosas das Filhas de São Camilo e das Filhas de Nossa Senhora da Caridade.
Na sua breve homilia, o Papa comentou as leituras deste Sábado da Oitava de Páscoa: na primeira Pedro e João testemunham com coragem a fé diante dos líderes judeus apesar das ameaças, enquanto no Evangelho Jesus ressuscitado critica a incredulidade dos apóstolos que não creem nos que dizem tê-lo visto vivo.
O Pontífice faz então esta pergunta: “Como vai, a nossa fé? É forte? Quando as dificuldades chegam, “somos corajosos como Pedro ou um pouco melindrosos?”. Pedro – observou, não calou a fé, porque a fé não se negocia”. Sempre houve – afirmou o Papa – na história do povo de Deus esta tentação: de fazer “como todos fazem”, de não ser “muito rígido”. “Mas quando começamos a negociar a fé, a vendê-la a quem dá mais, empreendemos o caminho da apostasia, da não fidelidade ao Senhor”.
“O exemplo de Pedro e João nos ajuda, nos dá força” – revela ainda o Papa – mas na história da Igreja são muitos os mártires até hoje, “porque para encontra-los não é necessário ir às catacumbas ou ao Coliseu: os mártires estão vivos agora, em tanto países.
Os cristãos – afirma Papa Francisco – são perseguidos pela fé. Em alguns países são punidos pelo simples fato de carregarem uma cruz. Hoje, no século XXI, a nossa Igreja é uma Igreja dos mártires, daqueles que dizem como Pedro e João: “Não podemos calar o que vimos e ouvimos”. E isso – prosseguiu – “nos dá força, nos dá a força de testemunhar com a vida a fé que recebemos e que é o dom que o Senhor dá a todos os povos”.
Mas isso é uma graça. A graça da fé. Devemos pedi-la todos os dias. “Senhor… proteja a minha fé, faça-a crescer, que minha fé se torne forte, corajosa, e ajude-me nos momentos em que – como Pedro e João – devo torna-la pública. Dê-me coragem. Esta – concluiu – seria uma bela oração para o dia de hoje: que o Senhor nos ajude a proteger a fé, a leva-la adiante, a sermos mulheres e homens de fé. Que assim seja”.

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