sábado, 28 de dezembro de 2013

Galeria dos Mártires - Santos Inocentes

28 de Dezembro - Santos Inocentes


O dia de hoje se comemora as Crianças Inocentes que o cruel Herodes mandou matar.
A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V.
Conforme destaca o Evangelho de São Mateus, Herodes chamou os Sumos Sacerdotes para lhes perguntar em que lugar exato ia nascer o rei do Israel, que os profetas haviam anunciado. Eles lhe responderam: "Tem que ser em Belém, porque assim o anunciou o profeta Miquéias dizendo: "E você, Belém, não é a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que será o pastor de meu povo de Israel" (Miq. 5, 1).
Então Herodes se propôs averiguar exatamente onde estava o menino, para depois mandar a seus soldados a que o matassem. E fingindo disse aos Reis Magos: - "Vão e averigúem a respeito desse menino, quando o encontrarem retornam e me informam isso, para ir eu também a adorá-lo". Os magos se foram a Belém guiados pela estrela que lhes apareceu outra vez, ao sair de Jerusalém, e cheios de alegria encontraram ao Divino Menino Jesus junto à Virgem Maria e São José; adoraram-no e lhe ofereceram seus presentes de ouro, incenso e mirra. Em sonhos receberam o aviso divino de que não voltassem para Jerusalém e retornaram a seus países por outros caminhos, e o pérfido Herodes ficou sem saber onde estava o recém-nascido. Isto o enfureceu até o extremo, por isso rodeou com seu exército a pequena cidade de Belém, e deu a ordem de matar a todos os garotinhos menores de dois anos, na cidade e arredores.
O próprio evangelista São Mateus afirmará que nesse dia se cumpriu o que tinha avisado o profeta Jeremías: "Uma gritaria se ouça em Ramá (perto de Belém), é Raquel (a esposa de Israel) que chora a seus filhos, e não quer consolar, porque já não existem" (Jer. 31, 15).

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Galeria dos Mártires - Pe. Gabriel Maire

PE. GABRIEL MAIRE
Pastoral Urbana
VITÓRIA – ES * 23/12/1989

Francês, sacerdote, já em sua pátria foi um batalhador como secretário geral do Movimento Popular do Cidadão do Mundo, contra o racismo, em favor dos países pobres, pelo desarmamento e a paz mundial. No Brasil engajou-se ativamente na Pastoral  Operária, na CEB’s, na Pastoral da Juventude. Incentivou sempre a participação dos cristãos e cristãs na política, no sindicato e no movimento popular. “Precisa é lutar no dia a dia, de casa em casa: a vitória depende de nós”, dizia o “Gaby”. E já numa atitude de doação total confessou, sabendo-se ameaçado: “Prefiro morrer pela vida a viver pela morte”. E foi assassinado pelos poderosos, num falso assalto.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Galeria dos Mártires - Chico Mendes

CHICO MENDES
Mártir da Floresta
XAPURI - AC * 22/12/1988

“A história de Chico Mendes já é parte da história da Floresta Amazônica e seus povos.  Ele tornou-se um marco de mobilização em favor da justiça social e da preservação da natureza.  Como a porunga que ilumina as estradas de seringa na mata, Chico apontou novos caminhos para os movimentos populares”.
Os seringueiros chegaram na Amazônia no final do século passado como mão de obra para produção da borracha.   A partir dos anos 70, com a entrada de fazendeiros no Acre, os patrões antigos abandonaram os seringais após vende-los às empresas do sul, e surgiram nessas áreas os “Seringueiros libertos” que continuaram em suas florestas, vendendo agora livremente e organizadamente seu produto.  Esses seringueiros foram a base dos sindicatos de Xapuri e de Brasiléia, e posteriormente do Conselho Nacional dos Seringueiros. 

Francisco Alves Mendes Filho, ou Chico Mendes, tinha completado 44 anos no dia 15 de dezembro de 1988, uma semana antes de ser assassinado, na porta de sua casa.  Casado com Ilzamar,  deixou dois filhos: Sandino de 2 anos e Elenira de 4 anos.  Acreano, nascido no seringal Porto Rico, em Xapuri, se tornou seringueiro ainda criança, acompanhando seu pai.  Lutador e líder seringueiro foi toda a sua vida, no sindicato, na política, pelos meios de comunicação social. Em outubro de 1985 lidera o primeiro encontro nacional dos seringueiros quando foi criado o Conselho Nacional dos mesmos.  E Chico passa a ser uma referência nacional e internacional, de admiração por parte de todos os militantes da justiça social e da ecologia, e de ódio por parte de todos os destruidores  da vida do povo e da floresta.   Entre muitos prêmios e reconhecimentos nacionais e internacionais, recebeu o prêmio “Global 500” , oferecido pela própria ONU.


Recolhemos aqui palavras de Chico Mendes:

“Eu não posso fugir. Me sentiria um covarde se fizesse isso. Meu sangue é o mesmo destas pessoas que sofrem aqui.
        Os seringueiros precisam ficar unidos, de forma que a morte de uma pessoa não mate a força viva de sua luta. Depois da morte, nós somos inúteis. As pessoas vivas realizam coisas, os cadáveres, não.

        Somos contra a devastação causada pelo mau planejamento que tem tomado conta da Amazônia sem a participação das pessoas que vivem lá. A pecuária, economicamente, nada trouxe à região. Ela só serve para concentrar a terra na mão de poucos. Minha esperança é que os governos dos povos que dão dinheiro ao BID ouçam as reclamações dos seringueiros. Senão, a floresta certamente será destruída”.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Galeria dos Mártires - Eloy Ferreira da Silva

ELOY FERREIRA DA SILVA
Líder Sindical Rural
SÃO FRANCISCO – MG * 16/12/84

Pai de dez filhos, homem de fé, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Eloy era tão destemido como coerente: “Trabalhador rural não é covarde”, dizia, “nossa arma é união, organização e a verdade”. “Diante das ameaças, testemunha um companheiro seu, abria as Sagradas Escrituras e ganhava forças para continuar”. “O Evangelho é nosso guia”, afirmava o próprio Eloy e confessou, generosamente disposto ao martírio: “Se morrer defendendo meus irmãos, é uma honra para mim”.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Dom Waldyr Calheiros Novaes (Murici, 29 de julho de 1923 - Volta Redonda, 30 de novembro de 2013)

Dom Waldyr Calheiros Novaes (Murici, 29 de julho de 1923 - Volta Redonda, 30 de novembro de 2013)
Texto de Arthur Torres Neto



Assim que chega as portas do Céu, Emocionado Pedro vem até a entrada e diz : "Waldyr, Waldyr, meu amigo Didi, que bom que você chegou. aliás, você demorou até demais hein Didi? mas vamos ao que interessa. Tome a chave do teu quarto, descanse, a viagem foi longa.

Se importa residir ao lado do cardeal que chegou aqui há pouco tempo? sabe como é né, linhas diferentes, atitudes e formas diferentes de ver esse lugar aqui lá em baixo ne? acho até que aqui vai melhorar o clima aqui, pois só tem chegado o pessoal sem novidade aqui, enjoados, cheios de frescuras.

Tem uma gente que vem lá de baixo e cisma que aqui a gente entende Latim e gosta de dar ordens. Mas você sabe né, Didi, o céu é para todos. Mas fique a vontade Didi, a noite faremos um jantar pra recebe-lo. Será uma festa sem dúvida. Olha só os convidados: Margarida Alves, Josimo, Ezequiel Ramin, aqueles três operários que você conhece muito bem lá de Volta Redonda, seus velhos amigos Fragoso, Aloísio e Adriano, Alfredinho, Clemente Isnard e creio que Oscar Romero também que anda ocupadíssimo com um reconhecimento que o vaticano esta querendo fazer a ele. Só não teremos presença de freiras, pois estão numa missão essa semana de interceder por alguns povos como Filomena da baixada, Adelaide do Pará, Dorothy de Anapu, Creusa de Labrea e muitas outras.

Enfim, Didi, tempo não vai faltar pra você descansar e rever os grandes amigos da missão. Jesus está muito feliz com tua fidelidade, teu amor aos pobres e tua coerência com o evangelho. VC, Waldyr, combateu o bom combate e merece a coroa da justiça."
Ontem, no segundo dia já desfrutando das alegrias do céu, acompanhado de Dom Helder Câmara, Waldyr saiu a procura de amigos de longa caminhada.

Espertinho, levou uma lista consigo e com a ajuda de Martin Luther King saiu a perambular pelas vielas, ruas e moradias celestes. "Queria muito rever meu amigo Adriano Hipólito, vamos atrás dele?" perguntou Waldyr enquanto avistava lá longe uma linda senhora de branco. "É Mãe Menininha do Gantois" disse Martin Luther king. Waldyr olhou para ela e acenou como que dizendo "axé".... prosseguiu na andança, pois haviam dito a ele que Adriano andava lá pelas bandas onde fica o pessoal conversando e fazendo cirandas.

"Waldyr, você se recorda de Leônidas, aquele pastor do Equador, amigo dos povos indígenas?" "sim, sim, claro...." "Pois então aquela ali é a casa dele, desde que aqui chegou, se dedica aos estudos e a mandar forças para sua igreja de Riobamba. Vamos lá, ele vai gostar de revê lo. Mora numa casa simples, nada de palácios e muitos que aqui chegaram se chocaram com tamanho desprendimento.
Vamos lá." E passaram a tarde juntos: Waldyr, já apelidado de Didi, Helder, Martin e Leônidas. Já pela tarde, tiveram a alegria de avistar lá longe Adriano, com seu hábito surrado, careca inconfundível e meio sem jeito dançava no meio de um monte de gente na sua maioria nordestinos e nordestinas que no céu fazem cirandas pra mandar chuva para o sertão.

Lindo encontro, lindo concilio, e juntos recordaram os pactos e alianças que fizeram na terra,   no chão dos pobres. Lembraram do pacto das catacumbas e Martin ouvia tudo com muita admiração, já que não havia participado.

Olhando para os lados, já habituado ao cotidiano do céu, feliz de encontrar todas os amigos de profecia e testemunho, se pergunta: “E meu velho amigo Fragoso, pastor da Igreja de Cratéus, por onde será que anda”.
Vives com padre Alfredinho há umas léguas daqui, e pelo que fiquei sabendo acaba de chegar Veva, irmãzinha de Jesus que vivia com os índios Tapirapés.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Galeria dos Mártires - Ita Catherine Ford, Maura Clark, Dorothy Kasel e Jean Donovan.




02/12/1980 - Ita Catherine Ford, Maura Clark, Dorothy Kasel, religiosas, e Jean Donovan, leiga, sequestradas, violentadas e assassinadas em El Salvador.

Martirológio Latino-americano - mês de dezembro

Dezembro

01/12/1964 – Anuarite Nengapeta, religiosa congolana (zairense), morreu mártir por se manter fiel a seu voto de castidade quando o coronel dos simbas, Pierre Olombe, queria violentá-la. África.
01/12/1975 – José Serapio Palácios, dirigente da JOC de El Palomar, Buenos Aires, sequestrado, continua desaparecido.
01/12/1981 – Diego Uribe, padre, mártir da luta de libertação de seu povo, Colômbia.
02/12/1980 – Ita Catherine Ford, Maura Clark, Dorothy Kasel, religiosas, e Jean Donovan, leiga, sequestradas, violentadas e assassinadas em El Salvador.
02/12/1990 – Camponeses mártires de Atitlán, Guatemala.
03/12/1987 – Victor Raúl Acuña, padre, Peru.
06/12/1969 – Morre João Cândido, herói da Revolta da Chibata, Brasil.
07/12/1975 – O governo militar da Indonésia invade Timor Leste, matando 60 mil pessoas em dois meses. Em 20 anos de ocupação, mais de 200 mil pessoas foram mortas, ou seja, um terço da população timorense.
07/12/1981 – Lucio Aguirre e Elpidio Cruz, hondurenhos, celebrantes da Palavra e mártires da solidariedade com os salvadorenhos refugiados.
07/12/2002 – Pe. Michel D’Annucci, missionário italiano Estigmatino, foi morto na África do Sul. Autentico amigo da África do Sul e de sua gente.
08/12/1976 – Ana Garófalo, militante da Igreja Metodista, mártir da Causa dos Pobres. Buenos Aires, Argentina.
09/12/1983 – Joilson de Jesus, menor de rua brutalmente assassinado, pisoteado até a morte por um procurador da justiça. São Paulo.
10/12/1977 – Alicia Dumont, primeira religiosa que foi viver em um bairro pobre de Buenos Aires, detida no dia 8, e Leonie Duquet, religiosas francesas, são lançadas vivas e drogadas em um rio. São dadas como desaparecidas.
10/12/1997 – Samuel Hérnán Calderón, padre que trabalhava com os camponeses em Oriente, Colômbia, é assassinado por paramilitares.
11/12/1978 – Gaspar Garcia Laviana, padre, mártir das lutas de libertação do povo da Nicarágua.
12/12/1531 – Maria aparece para o índio Juan Diego em Tepeyac, onde se cultuava Tonantzin, a “venerável Mãe”.
12/12/1981 – Massacre “El Mozote”. Durante vários dias, mais de mil camponeses salvadorenhos são torturados e assassinados pelo batalhão Atlacatí em Morazán, El Salvador.
12/12/1983 – Prudencio Mendonza, “Tencho”, seminarista, mártir da fé, em Huehuetenango, Guatemala.
15/12/1975 – Daniel Bombara, membro da JUC, mártir dos universitários comprometidos com os pobres na Argentina. Assassinado, com sinais de tortura.
16/12/1984 – Eloy Ferreira da Silva, líder sindical, em São Francisco, Minas Gerais, Brasil.
16/12/1991 – Indígenas mártires de Cauca, Colômbia.
18/12/1979 – Massacre de camponeses em Ondores, Peru.
18/12/1985 – São assassinados Paulo e José Canuto, filhos do líder sindical João Canuto, em Rio Maria, Pará, Brasil.
18/12/1992 – Manuel Campo Ruiz, religioso mariano, vítima da violência e da corrupção da policia do Rio de Janeiro, assassinado na cadeia por guardas da prisão e policiais-militares que queriam roubá-lo, quando visitava um preso. Seu corpo foi lançado a um rio e nunca encontrado.
19/12/1994 – Alfonso Stessel, 65 anos, padre de origem belga, é assassinado a facadas e tiros por um grupo ao voltar da celebração de uma capital guatemalteca.
20/12/1818 – Luis Beltrán, franciscano, “primeiro arquiteto do exercito libertador” dos Andes, Argentina. Foi um de muitos religiosos, como a maioria dos congressistas do Tucumã, que participaram das lutas de independência.
21/12/1907 – Massacre em Santa María de Iquique, Chile: 3.600 vítimas – mineiros em greve por melhores condições de vida.
21/12/1964 – Guilhermo Sardiña, padre, solidário com seu povo na luta contra a ditadura, Cuba.
22/12/1815 – José Maria Morelos, padre e herói da Independência mexicana.
22/12/1988 – Francisco “Chico Mendes”, 44 anos, líder ecologista em Xapuri, Brasil. Assassinado pelos latifundiários.
22/12/1997 – Massacre de Acteal, município de Chenalhó, Chiapas, México: grupos paramilitares ligados aos latifundiários e ao PRI massacram “As Abelhas”, grupo indígena tzotzil pacifista, reunidos em oração, em seu terceiro dia de jejum; 45 mortos e feridos, dentre eles 9 homens, 21 mulheres, 14 crianças e um bebê.
23/12/1989 – Gabriel Félix R. Maire, padre francês, assassinado em Vitória, Brasil, por causa de sua pastoral em favor dos pobres.
25/12/1652 – Alonso de Sandoval, testemunha da escravidão em Cartagena das Índias, profeta e defensor dos negros.
 27/12/1979 – Ângelo Pereira Xavier, cacique da nação pancararé, no Brasil, morto na luta de seu povo pela terra.
28/12/1977 – Massacre dos camponeses de Huacataz, Peru.
28/12/1987 – Mais de cem garimpeiros – homens, mulheres e crianças – de Serra Pelada, Marabá, Brasil, que bloqueavam a ponte do rio Tocantins, morrem atacados a tiros pela Policia Militar. Eles reivindicavam seus direitos e segurança no trabalho.
31/12/1972 – Morre em São Paulo, no 4º dia de tortura, Carlos Daniel, do PC do Brasil, sem revelar nada.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Martirológio Latino-americano - mês de novembro

Novembro

01/11/1974 – Florinda Soriano, “Dona Tingó”, camponesa analfabeta, dirigente da Federação das Ligas Agrárias Cristãs, mártir do povo dominicano.
01/11/1979 – Massacre de Todos os Santos, em La Paz, Bolívia.
01/11/1981 – Simón Hernández, indígena achi, catequista delegado da Palavra, camponês, em Rabinal, Baja Verapaz, Guatemala.
03/11/1639 – Martinho de Porres, “São Martín de Lima”, primeiro santo mulato da América. Era filho de uma escrava e lutou contra  os preconceitos até ser aceito como religioso dominicano, confessor da fé, no Peru.
04/11/1969 – Foi execultado Carlos Mariguela em São Paulo.
05/11/1980 – Fanny Abanto, professora, líder de sua categoria, animadora de comunidades cristãs de Lima, Peru, vinculada às lutas populares, testemunha da fé.
06/11/1988 – José Ecelino Forero, agente de pastoral, mártir da fé e do serviço na Colômbia.
08/11/1983 – Augusto Ramírez, padre, mártir da defesa dos pobres na Guatemala.
08/11/1987 – Mártires indígenas de Pai Tavyeterá, Paraguai.
09/11/1977 – Justo Mejía, sindicalista camponês e catequista, mártir da fé em El Salvador.
10/11/1980 – Policiano Albeño López, pastor protestante, e Raúl Albeño Martínez, mártires da fé em El Salvador.
10/11/1984 – Alvaro Ulcué Chocué, padre indígena páez, assassinado em Santander, Colômbia.
10/11/1996 – Jafeth Morales López, militante popular colombiano, chamado “Amizade” por seu caráter, animador de CEBs, assassinado por paramilitares em Ocaña, Colômbia.
11/11/1976 – Guillermo Woods, padre missionário, ex-combatente norte-americano no Vietnã, mártir e servidor do povo da Guatemala.
11/11/1983 – Sebastián Acevedo, militante, mártir e servidor do povo chileno.
12/11/1980 – Nicolas Tum Quistán, catequista e ministro da eucaristia, assassinado em casa ao resistir a seqüestro, diante de sua mulher, sua mãe e seus filhos, em Chicamán, Guatemala.
12/11/1987 – Miguel Angel del Tránsito Ortiz, coordenador, músico e animador paroquial. Assassinado quando cuidava da igreja paroquial e da casa das Irmãs Carmelitas Missionárias em Plan del Piño, El Salvador.
13/11/1969 – Indalécio Oliveira da Rosa, padre, 33 anos, mártir dos movimentos de libertação do povo uruguaio.
15/11/1562 – Juan Del Valle, bispo de Popayán, Colômbia, peregrino da causa indígena nos tribunais do mundo.
15/11/1781 – Julián Apasa, “Tupac Katari”, rebelde contra os conquistadores espanhóis, mártir da insurreição de seus irmãos indígenas na Bolívia, morto pelo exército.
15/11/1987 – Fernando Vélez, advogado e militante, mártir dos direitos humanos na Colômbia.
16/11/1989 – Ignacio Ellacurá, Segundo Montes, Ignácio Martín Baró, Amado López, Juan Moreno e Joaquin López, jesuítas, e duas empregadas domésticas, em San Salvador.
17/11/1681 – Roque González, primeiro testemunha da fé na Igreja paraguaia e seus companheiros jesuítas Juan e Alfonso, mártires.
17/11/1985 – Luis Che, celebrante da Palavra, mártir da fé na Guatemala.
18/11/1970 – Gil Tablada, assassinado por opor-se aos latifundiários, em La Cruz, Costa Rica.
19/11/1980 – Santos Jiménez Martínez e Jerônimo “Don Chomo”, pastores protestantes, camponeses, mártires na Guatemala.
20/11/1695 – Martírio de Zumbi dos Palmares, por muito tempo líder da organização de Palmares. O governo português promoveu 25 batalhas contra Palmares. Perdeu 24 e só venceu a última, depois de comprar da Inglaterra as armas mais avançadas do mundo na época: seis canhões. Dia da Consciência Negra.
21/11/1975 – Massacre de La Unión, Honduras, matança de camponeses por mercenários contratados pelos latifundiários.
21/11/1984 – David Fernández, reverendo da Igreja Luterana, pastor das comunidades pobres do leste de El Salvador.
23/11/1974 – Amílcar Oviedo D., líder operário, Paraguai.
23/11/1980 – Ernesto Albrego, pároco, desaparecido com quatro de seus irmãos em El Salvador.
24/11/1590 – Agustin de la Coruña, bispo de Popayán, desterrado e preso por defender os índios.
25/11/1960 – Assassinato das irmãs Mirabal na República Dominicana. Este dia foi escolhido para Dia Internacional contra a Violência e exploração da Mulher.
25/11/1983 – Marçal de Sousa, Tupã I, enfermeiro, indígena, mártir da luta pela terra de seus irmãos, que conversara com João Paulo II em Manaus em 1980. Assassinado.
26/11/1984 – Mártires camponeses de Chapi e Lucmahuayco, Peru.
27/11/1864 – Morre Manuel Subirana, missionário hondurenho mais popular do século XIX, defensor dos misquitos e dos garífunas.
27//11/1977 – Fernando Lozano Menéndez, estudante universitário de 22 anos, da Universidade Católica do Peru, detido e morto por militares durante interrogatório.
27/11/1980 – Juan Chacón e companheiros dirigentes da Frente Democrática Revolucionária, mártires em El Salvador.
27/11/1980 – Enrique Álvarez Córdoba e companheiros militantes, El Salvador.
28/11/1970 – Nicolás Rodríguez, primeiro padre assassinado em El Salvador, mártir da dedicação a seus irmãos.
28/11/1976 – Liliana Esthere Aimetta, militante da Igreja Metodista, mártir da Causa dos pobres. Buenos Aires, Argentina.
28/11/1978 – Ernesto Barrera, “Neto”, padre, operário, mártir das comunidades de base salvadorenhas.
28/11/1980 – Marcial Serrano, pároco, mártir dos camponeses de El Salvador.
29/11/1976 – Pablo Gazzari, padre argentino, irmãozinho do Evangelho, seqüestrado e desaparecido nas prisões da Escola de Mecânica da Armada, Argentina.

30/11/1975 – Miguel A. Soler, médico, no Paraguai.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Santo Dias da Silva

SANTO DIAS DA SILVA
Militante da Pastoral Operária
SÃO PAULO – SP * 30/10/79


De origem camponesa, migrante na periferia da grande cidade, operário metalúrgico, sindicalista, membro da Pastoral Operária de São Paulo e ministro da Eucaristia, Santo soube juntar uma crescente consciência de classe na luta operária, com uma fé cristã vivida coerentemente e publicamente. A polícia o assassinou à queima roupa enquanto integrava um piquete de greve diante de Fábrica Silvania e impedia que um colega fosse detido. Seu corpo, envolto na bandeira do Sindicato dos Metalúrgicos, percorreu as ruas de São Paulo, acompanhado por mais de cem mil pessoas, que agitavam ramos de palmeira e gritavam unânimes: “Companheiro Santo, você está presente!”.

Galeria dos Mártires - Dorcelina de Oliveira Folador

DORCELINA DE OLIVEIRA FOLADOR
Prefeita do Povo
MUNDO NOVO – MS *  30/ 10/ 1999

Dorcelina nasceu no Paraná, em 1963 e foi assassinada em Mundo Novo, MS, com apenas 36 anos de idade, na varanda de sua casa, no dia 30 de outubro de 1999.
Dorcelina iniciou sua luta social na pastoral da juventude, nas comunidades eclesiais de base, na pastoral da terra e na pastoral familiar, foi líder do movimento sem terra, militante do PT, e prefeita do povo no mais autêntico sentido da palavra. Símbolo da resistência contra a corrupção, amante da natureza, lutadora pela reforma agrária.  Irradiava coragem e esperança.  Eleita prefeita numa vitória popular que enfrentou as ameaças do latifúndio e do narcotráfico, mereceu mais de 80% de aprovação popular.
Tem sido definida como eficientíssima “deficiente (pela poliomielite), mãe militante da vida e da ética, alegre e intensa, autodidata, artista plástica, educadora, verdadeira, solidária, cristã.”   Recebeu o prêmio Marçal de Souza de 1999.
O Evangelho esteve sempre presente em sua vida.  A Bíblia ficava sempre aberta, em sua sala da prefeitura, precisamente no Salmo 27:

“Javé é minha luz e salvação; de quem terei medo?”

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Massacre de El Amparo

MASSACRE DE EL AMPARO
14 Pescadores
VENEZUELA * 29 /10/1989


                El Amparo é um povoado à beira do rio Arauca, no estado de Apure. Esses pescadores viviam do trabalho diário da pesca e foram atacados com armas de guerra, numa emboscada montada por policiais e militares. Os executores do massacre pertenciam ao comando especial ‘José Antonio Páes’, corpo de elite do exército venezuelano. Ficaram as viúvas e os cinqüenta órfãos dos pescadores assassinados. Os nomes desses mártires, defensores da pesca popular, são: Júlio Pastor Caballos, Mariano Torrealba e seu filho José Gregório, Luís Alberto Berrios, José Ramón Puerta, Carlos Antonio Bregua, Justo Mercado, Pedro Indalecio Mosqueda, José Indalecio Guerrero, Arín Maldonado, Marino Vivas, Rigoberto Araújo, Carlos Antonio Eregua e Moisés Blanco.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Vladimir Herzog

VLADIMIR HERZOG
Jornalista, Mártir da Verdade
SÃO PAULO – SP * 25/10/1975


“Vlado” era um homem alegre e cheio de iniciativa, casado, pai de família, jornalista e professor de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes na Universidade de São Paulo e diretor de telejornalismo na TV Cultura. Muito querido por seus alunos e seus colegas de trabalho. Em outubro de 1975 a ditadura militar empreendeu uma série de prisões de jornalistas de esquerda e Vladimir foi preso no DOI-Codi (centro de repressão do II Exército em São Paulo) e selvagemente torturado até morrer. Sua morte e a do operário Manoel Fiel Filho (janeiro de 1976), também ocorrida pela tortura no DOI-Codi, provocaram uma crise interna entre os altos chefes do Exército. E o assassinato de Vladimir, que inutilmente a repressão tentou apresentar como suicídio, convocou a primeira grande manifestação de massa contra a ditadura desde a AI-5. Milhares de pessoas se deslocaram até a catedral da Sé, patrulhada por centenas de policiais para um culto ecumênica presidido pelo Cardeal D. Paulo Evaristo Arns e o rabino Henry Sobel (Vladimir era de família judia). A celebração se transformou num grito coletivo de denúncia e de afirmação da esperança.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Vilmar José de Castro

VILMAR  JOSÉ DE CASTRO 
CATEQUESE E CPT
CAÇU – GO * 23/10/1986
                
Agente de pastoral, animador das CEB’s, professor rural, membro da Coordenação Ampliada da CPT – Regional Centro Sul de Goiás, integrante da Escola Bíblica do CEBI, Vilmar, em plena juventude generosa, era um exemplo de alegria, de coerência e de doação. Após a organização pública da UDR em Caçu, sobretudo, sentiu-se fortemente ameaçado de morte; mas não desistiu; e até foi deixando de lembranças cordiais como testamento e bandeira. 
Foi assassinado aos seus 27 anos, de manhã cedo, quando ia para a escola onde lecionava.  


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Rigoberta Menchú Tum - Nobel da Paz 1992

Ativista dos direitos humanos guatemalteca nascida em Chimel, pequeno povoado localizado ao norte da Guatemala, Prêmio Nobel da Paz (1992) de uma família de camponeses índios e pobres, mostrou ao mundo a antiga cultura Maia-Quichéo. Cresceu trabalhando na fazenda familiar, nos altiplanos do norte onde a família dela viveu, na costa de Pacífico onde adultos e crianças iam colher café nas grandes plantações. Ainda adolescente foi envolvida em atividades de reforma sociais promovidas pela Igreja católica, e destacou-se no movimento de propriedade das mulheres.
Seu trabalho de reforma despertou a oposição dos poderosos, especialmente depois que uma organização de guerrilha se estabelecesse na área e sua família, foi acusada de integrar atividades subversivas. Seu pai, Vicente Menchú, foi preso e torturado e depois da liberação, ajudou a fundar o Comitê da União de Camponês (CUC), organização que a filha também filiou-se (1979), infeliz ano em que seu irmão foi preso, torturado e morto pelo exército. No ano seguinte, foi a vez de seu pai ser assassinado, quando forças de segurança atacaram violentamente a Embaixada espanhola, onde ele e alguns outros camponeses estavam instalados.
Pouco depois sua mãe também morreu depois de ter sido presa, torturada e humilhada ao extremo. A jovem ativista no entanto não desistiu da luta na CUC, e aprendeu espanhol como também outros idiomas maias além do Quichéo nativo dela. Figurou como organizadora proeminente de uma greve promovida pelo CUC (1980) e reivindicou melhores condições para os trabalhadores de fazendas na costa do Pacífico, e no dia 1 de maio (1981), encabeçou grandes manifestações na capital de seu país. Filiou-se à radical Frente Popular 31º de janeiro, onde sua contribuição principal consistiu em educar a população índia de camponeses à resistir a opressão militar.
Perseguida, escondeu-se na Guatemala (1981), e conseguiu fugir para o México, feito que marcou o começo de uma nova fase na sua vida. Tornou-se organizadora no estrangeiro da resistência contra a opressão na Guatemala e a luta para direitos humanos dos índios camponeses. Foi uma das fundadoras da frente de oposição comum ao governo guatemalteco, a Representação Unida da Oposição Guatemalteca, a RUOG (1982). No ano seguinte, ela contou a história de vida dela a Elisabeth Burgos Debray, cujo livro resultante, chamado o inglês, I, Rigoberta Menchú (1983), tornou-se um documento humano que atraiu a atenção internacional.
Tornou-se membro do Comitê Coordenando Nacional do CUC (1986), e o ano seguinte ela narrou um importante filme chamado Quando as Montanhas Tremem, sobre as lutas e sofrimentos dos descendentes maias. Em pelo menos três ocasiões, voltou à Guatemala para lutar pela causa dos camponeses índios, mas ameaças de morte a forçaram a voltar ao exílio. Tornou-se conhecida como defensora da propriedade índia e reconciliação étnica-cultural, não só na Guatemala, mas em outros países latinos, e seu trabalho tem sido reconhecido e ganhou vários prêmios internacionais. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Pe. João Bosco Penido Burnier

PE. JOÃO BOSCO PENIDO BURNIER
Jesuíta Missionário
RIBEIRÃO CASCALHEIRA – MT * 11-12/10/1976

Era a tarde do dia 11 de outubro de 1976. Duas mulheres sertanejas, Margarida e Santana, estavam sendo torturadas na cadeia-delegacia de Ribeirão Bonito, Mato Grosso, lugar e hora de latifúndio prepotente, de peonagem semi-escrava e de brutalidade policial.
A comunidade celebrava a novena da padroeira, Nossa Senhora Aparecida. E nesse dia haviam chegado ao povoado o Bispo Pedro e o Padre João Bosco Penido Burnier, mineiro de Juiz de Fora, jesuíta, missionário entre os índios Bakairi. Os dois foram interceder pelas mulheres torturadas. Quatro policiais os esperavam no terreiro da delegacia e apenas foi passível um diálogo de minutos. Um soldado desfechou no rosto do Padre João Bosco um soco, uma coronhada e o tiro fatal.
Em sua agonia, Padre João Bosco ofereceu a vida pelo CIMI e pelo Brasil, invocou ardentemente o nome de Jesus e recebeu a unção. Foi morrer, gloriosamente mártir, no dia seguinte, festa da Mãe Aparecida, em Goiânia, coroando assim uma vida santa. Suas últimas palavras foram as do próprio mestre: “Ofereço minha vida pelo CIMI..., pelo povo do Brasil... Acabamos nossa tarefa!”

-  “Temos que nos inculturar (no povo indígena) para poder transmitir o Evangelho e descobrir na vida dos índios os valores evangélicos; não nos desvencilhamos do nosso contexto cultural...”.

- “O essencial da vida cristã é que haja vida. Não é um “resultado”, também não é uma “semente” – é a vida daquele povo concreto informado pelo Espírito do Evangelho...”.

- “Levamos sobre nós um pecado histórico que só com o testemunho da vida poderemos superar”.

- “Não é a partir de um povo destruído que se vai a estabelecer uma missão”.

- “A encarnação já é evangelização”.

- “...Contra esses abusos da autoridade e da falsa justiça, temos que opor nossos protestos e a nossa ação pública; mesmo com o risco de ficar-nos expostos a represálias e à incompreensão das “autoridades”.






terça-feira, 8 de outubro de 2013

Galeria dos Mártires - Nestor Paz Zamora

NÉSTOR PAZ ZAMORA
Cristão, Místico e Militante
BOLÍVIA * 08/10/1970


                Filho de um general boliviano, Néstor fez estudos teológicos, vinculou-se desde cedo ás Fraternidades de Foucauld e era estudante de medicina quando se incorporou á guerrilha de Teoponte, onde morreu de fome. Toda sua vivência de cristão místico e militante, está admiravelmente contida nas páginas do Diário que dedicou à sua esposa, Cecy. Um verdadeiro testamento de espiritualidade libertadora. “O ‘Vem, Senhor Jesus’, escreve ele, tornou-se realidade em mim”.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Martirológio Latino-americano - mês de outubro

Outubro

01/10/1992 – Julio Rocca, colaborador italiano, mártir da solidariedade no Peru.
02/10/1986 – Massacre de Tlateloco, na Praça das Culturas, México.
02/10/1989 – Jesús Emilio Jaramillo, bispo de Arauca, Colômbia, mártir da paz e do serviço.
02/10/1992 – A polícia militar reprime a rebelião de presos na Casa de Detenção de Carandiru, São Paulo, deixando 111 mortos e 110 feridos.
03/10/1980 – Maria Magdalena Enríquez, batista, secretária de imprensa da Comissão de Direitos Humanos de El Salvador, mártir da defesa dos direitos dos pobres.
03/10/2000 – Antônio Bargiggia, missionário italiano da associação religiosa “Amigo dos Pobres”, trabalhou mais de 20 anos em Burundi, África Central.
04/10/1976 – Omar Venturelli, mártir da dedicação aos mais pobres em Temuco, Chile.
05/10/1996 – O exército guatemalteco assassina 11 camponeses na comunidade “Aurora 8 de Outubro”, para desincentivar o retorno dos refugiados exilados no México. A representante da ONU acusa o exército de realizar a matança premeditadamente. O ministro da Defesa se demite e é destituído o comandante da zona militar de Cobán.
07/10/1973 – Mártires de Lonquén, Chile.
07/10/1978 – José Osmám Rodríguez, camponês delegado da Palavra, mártir em Honduras.
07/10/1980 – Manuel Antonio Reyes, pároco, mártir da dedicação aos pobres, em El Salvador.
08/10/1970 – Nestor Paz Zamora, seminarista, universitário, filho de um  general boliviano, mártir das lutas de libertação de seu povo.
08/10/1989 – Morre Penny Lernoux, jornalista, defensora dos pobres da América Latina.
09/10/1581 – Morre São Luis Beltrão, dominicano espanhol valenciano, missionário evangelizador na Colômbia, mestre de noviços, pregador e escritor. Canonizado em 12/04/1671, foi nomeado principal padroeiro da Colômbia em 1690 por Alexandre VIII.
09/10/1968 – Ernesto “Che” Guevara, médico, guerrilheiro, internacionalista, assassinado na Bolívia.
11/10/1629 – Luis de Bolaños, missionário franciscano, precursor das reduções indígenas, tradutor do catecismo, apóstolo do povo guarani.
11/10/1976 – Marta González de Baronetto e companheiros, mártires da fé e do serviço, Córdoba, Argentina.
11/10/1983 – Benito Hernández e companheiros, indígenas, mártires da luta pela terra em Hidalgo, México.
12/10/1976 – João Bosco Penido Burnier, missionário jesuíta, dedicado por dez anos aos índios bacaris e xavantes, mártir em Mato Grosso, Brasil. É assassinado pela polícia, diante de Pedro Casaldáliga, quando ambos protestavam contra a tortura de duas mulheres, em Ribeirão Bonito, (MT).
12/10/1983 – Marco Antonio Orozco, pastor evangélico, mártir da causa dos pobres na Guatemala.
16/10/1997 – Fulgêncio Manuel da Silva é baleado no dia 15 em Santa Maria da Boa Vista e morre no dia seguinte em Recife (PE, Brasil). Era diretor do pólo sindical dos trabalhadores rurais do médio São Francisco, presidente do PT em Santa Maria da Boa Vista, presidente da Associação de Produtores Rurais do Norte do Projeto Caraíbas e membro da executiva do movimento dos atingidos pelos alagados.
17/10/1806 – Morre Jean-Jacques Dessalines, chefe da revolução de escravos no haiti que se tornou exemplo para toda a América.
18/10/1977 – Massacre do Engenho Aztra, Equador. Mais de 100 mortos, por protestarem contra a falta de pagamento pela empresa.
18/10/1991 – O grupo de Tortura, nunca mais, identifica 3 vítimas enterradas clandestinamente em São Paulo.
19/10/1970 – Morre no México Lázaro Cárdenas, patriota mexicano.
20/10/1975 – Raimundo Hermann, padre norte-americano, pároco entre os índios quéchuas, mártir dos camponeses da Bolívia.
20/10/1978 – Oliveiro Castañeda de León, dirigente estudantil da Universidade de São Carlos da Guatemala. Símbolo da luta pela liberdade.
20/10/2010 – Mariano Ferreyra, jovem militante da solidariedade trabalhadora, assassinado em uma manifestação. O suposto atirador está preso. Argentina.
20/10/1988 – Jorge Eduardo Serrano, jesuíta, Colômbia.
21/10/1973 – Geraldo Poblete, padre, salesiano, torturado e morto,  mártir da paz e da justiça do Chile.
22/10/1976 – Ernesto Lahourcade, cooperativista, mártir da justiça na Argentina.
22/10/1981 – Eduardo Capiau, religioso belga, mártir da solidariedade na Guatemala.
22/10/1987 – Nevardo Fernández, Luz Estela, militantes do Teatro e da Música, Carlos Páes e Salvador Ninco, lideres indígenas. Mártires da luta pelas reivindicações indígenas na Colômbia.
23/10/1985 – Nativo da Natividade é assassinado em Carmo do Rio Verde, GO, por defender a 
Reforma Agraria, além dos direitos dos/as trabalhadores/as nos canaviais.
23/10/1986 – Vilmar José de Castro, jovem agente de pastoral e militante da causa da terra, assassinado em Caçu, Goiás, Brasil, pela UDR (União Democrática Ruralista, organização de proprietários rurais).
23/10/1987 – João “Ventinha”, posseiro em Jacundá (PA), Brasil, assassinado por três pistoleiro.
24/10/1977 – Juan Caballero, líder sindicalista porto-riquenho, assassinado por esquadrão da morte.
24/10/2009 – Victor Gálvez, catequista, promotor dos Direitos Humanos, é assassinado por sua resistência às mineradores multinacionais e de eletricidade. Malacatan, San Marcos, Guatemala.
25/10/1974 – Antonio Llido Mengua, padre diocesano espanhol, detido e desaparecido pela ditadura de Pinochet. Chile.
25/10/1975 – Vladimir Herzog, jornalista, assassinado pela ditadura militar em São Paulo, Brasil.
25/10/1988 – Alejandro Rey e Jacinto Quiroga, agentes de pastoral, mártires da fé, Colômbia.
25/10/1989 – Jorge Párraga, pastor evangélico, e companheiros, mártires da causa dos pobres, Peru.
25/10/1992 – Daniel da Sierra, padre da diocese de Quilmes, Argentina, profeta entre os pobres.
26/10/1992 – Ramón Valladares, secretário administrativo da Comissão de Direitos Humanos de El Salvador, assassinado.
26/10/1987 – Herbert Anaya, coordenador da Comissão de Direitos Humanos de El Salvador.
28/10/1986 – Maurício Maraglio, missionário, mártir da luta pela terra, Brasil.
29/10/1987 – Manuel Chin Sooj e companheiros, camponeses e catequistas, mártires na Guatemala.
29/10/1989 – Massacre de pescadores em El Amparo, Venezuela.
29/10/1996 – Christophe Munzihirwa, arcebispo de Bukavu, mártir da justiça. Pastor que soube denunciar com lucidez e valentia a injustiça da guerra e das divisões étnicas que muitos – de dentro e de fora da África promoviam por interesses obscuros. Costumava dizer que “a melhor forma de chorar um morto é trabalhar seu campo”.
30/10/1979 – Santo Dias da Silva, 37 anos, líder sindicalista, metalúrgico, militante da pastoral operária, mártir dos operários brasileiros.
30/10/1999 – Dorcelina de Oliveira Folador, deficiente física, do Movimento Sem-Terra, prefeita de Mundo Novo, Brasil, assassinada por causa de suas denuncias contra os poderosos.
31/10/1973 – José Matias Nanco, pastor evangélico, e companheiros, mártires da fé e da solidariedade no Chile.
31/10/1989 – Mártires da Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Salvadorenhos (Fenastras), em San Salvador. 

Martirológio Latino-americano - mês de setembro

Setembro

01/09/1971 – Julio Expósito, estudante, 19 anos, militante cristão, mártir das lutas do povo uruguaio, assassinado pela policia.
01/09/1975 – Nélio Rougier, Irmão do Evangelho, detido em Córdoba, Argentina, desaparecido.
01/09/1976 – Inés Adriana Cobo, militante da Igreja Metodista, mártir da causa dos pobres, Buenos Aires, Argentina.
01/09/1979 – Jesús Jiménez, camponês, delegado da Palavra, mártir da Boa Nova aos pobres de El Salvador, assassinado.
03/09/1976 – Ramón Pastor Bogarín, bispo, fundador da Universidade de Assunção, profeta da Igreja no Paraguai.
04/09/1984 – Andrés Jarlán, padre missionário, morto por uma bala disparada por policiais enquanto lia a Bíblia na vila La Victoria, em Santiago de Chile.
09/09/1654 – Pedro Claver, apóstolo dos escravos negors em Cartagena, Colômbia.
09/09/1990 – Hildegard Feldman, religiosa, e Ramón Rojas, catequista, mártires da fé e da assistência aos camponeses colombianos.
10/09/1984 – Policarpo Chen, delegado da Palavra de Deus, destacado catequista e fundador da cooperador de San Cristóbal, Verapaz, Guatemala, seqüestrado e torturado pelas forças de segurança federais.
10/09/2001 – Toninho, prefeito de Campinas, assassinado cruel e misteriosamente, lutador por uma sociedade mais justa, mártir da causa do povo.
11/09/1981 – Sebastiana Mendonza, indígena, catequista, mártir da fé e da solidariedade em El Quiché, Guatemala.
11/09/1988 – Mártires da Igreja de San Juan Bosco, em Porto Príncipe, Haiti.
11/09/1990 – Myrna Mack, antropóloga, assassinada por seu compromisso com os direitos humanos, na Cidade da Guatemala.
12/09/1982 – Alfonso Acevedo, catequista, mártir da fé e da assistência aos desalojados de El salvador.
12/09/1989 – Valdicio Barbosa dos Santos, sindicalista rural de Pedro Canário (ES), Brasil.
12/09/1997 – Steve Biko e os mártires sul africanos, assassinados por lutar contra o apartheid e defender os negros do Sul da África.
13/09/1589 – Rebelião sangrenta dos mapuches no Chile.
14/09/1973 – Miguel Woodward, padre chileno, mártir dos operários de Valparaiso, assassinado após o golpe militar de 1973.
14/09/1991 – Alfredo Aguirre e Fortunato Collazos, mártires da devoção a seus irmãos de San Juan de Lurigancho, Peru.
15/09/1842 – Fuzilado Francisco Morazán, unionista centro-americano, em São José da Costa Rica.
15/09/1973 – Arturo Hillerns, médico, mártir da assistência aos pobres mo Chile.
15/09/1974 – Antonio Llidó, padre espanhol, desaparecido, mártir nas prisões do Chile.
15/09/1981 – Pedro Pío Cortés, indígena achi, catequista, delegado da Palavra, em Rabinal, Baja Verapaz, Guatemala.
16/09/1983 – Guadalupe Carney, jesuíta de origem estadunidense, acompanhando a luta de seu povo hondurenho.
17/09/1645 – Juan Macías, irmão leigo dominicano, confessor da fé e servidor dos pobres no Peru colonial.
17/09/1980 – Morre em acidente de avião Augusto Cotto, batista salvadorenho, envolvido nas lutas populares.
17/09/1981 – John David Troyer, missionário menonita estadunidense, mártir da justiça na Guatemala.
17/09/1982 – Alirio, Carlos e Fabián Buitrago, Giraldo Ramírez e Marcos Marín, camponeses, catequistas da paróquia de Cocorná, Colômbia, assassinados.
17/09/1983 – Julián Bac, celebrante da Palavra, e Guadalupe Lara, catequista, mártires na Guatemala.
19/09/1973 – Juan Alsina, padre missionário espanhol, assassinado pela polícia de Pinochet, mártir do povo chileno.
19/09/1986 – Charlot Jacqueline e companheiros, militantes e alfabetizadores, mártires da educação libertadora para seu povo haitiano.
20/09/1976 – Assassinado em Washington o ex-chanceler do regime popular de Allende, Orlando Letelier. Depois de quase 20 anos é declarado culpado o diretor da DINA, general Manuel Contreras.
20/09/1978 – Padre Francisco Luis Espinosa e companheiros mártires em Estelí, Nicarágua.
20/09/1979 – Apolinar Serrano, José López, Félix Salas e Patrícia Puertas, camponeses e dirigentes sindicais mártires em El Salvador.
22/09/1977 – Eugênio Lyra Silva, advogado da Federação dos Trabalhadores da Agricultura, mártir da justiça no Brasil.
23/09/1830 – Morre no Paraguai, aos 86 anos, José Gervasio Artigas, pai da nação uruguaia, em exílio de 30 anos.
23/09/1905 – Morre Francisco de Paula Victor, padre negro, considerado um grande santo. A comunidade negra luta pela sua canonização.
23/09/1973 – Morre Pablo Neruda.
23/09/1989 – Henry Bello Ovalle, militante, mártir da solidariedade com a juventude de seu bairro, em Bogotá, Colômbia.
23/09/1993 – Sergio Rodríguez, operário e universitário, mártir da luta pela justiça na Venezuela.
24/09/1553 – Caupolicán, líder mapuche, é executado.
24/09/1976 – Marlene Kegler, estudante e operário, mártir da fé e do serviço entre os universitários de La Plata, Argentina.
25/09/1849 – Foi enforcado Lucas da Feira, escravo negro fugitivo, chefe dos sertanejos, Brasil.
26/09/1974 – Lázaro Condo e Cristóbal Pajuña, camponeses mártires do povo equatoriano, líderes cristãos de suas comunidades na luta pela reforma agrária, assassinados em Riobamba, Equador.
27/09/1979 – Guido León dos Santos, herói da classe operária, morto pela repressão policial em Minas, Brasil.
27/09/1990 – Irmã Agustina Rivas, religiosa do Bom Pastor, mártir em La Florida, Peru.
28/09/1990 – Pedro Martínez e Jorge Euceda, militantes e jornalistas, mártires da verdade em El Salvador.
30/09/1655 – Coranilla e companheiros, caciques indígenas, mártires da libertação de seus irmãos na Argentina.
30/09/1974 – General Carlos Prats e sua esposa. Assassinados com a explosão de uma bomba em seu carro, em Buenos Aires, Argentina, para onde fugiram da ditadura de Pinichet. Iniciava-se a Operação Condor, idealizada por Pinochet, de coordenação entre os militares chilenos, argentinos, uruguaios, brasileiros, bolivianos e paraguaios para assassinar os líderes populares.
30/09/1981 – Honorio Alejandro Núñez, celebrante da Palavra e seminarista, mártir das lutas do povo hondurenho.
30/09/1991 – Vicente Matute e Francisco Guevara, indígenas mártires da luta pela terra, Honduras.
30/09/1991 – José Luis Cerrón, universitário, mártir da solidariedade entre os jovens e os pobres de Huancayo, Peru.

30/09/1995 – Dois padres Xaverianos; Aldo Marcrchiol, Ottorino Maule e a leiga Catina Guberle, missionários italianos, foram assassinados por três soldados burundense, na residensia paroquial da diocese de Bururi, no Burundi, África Central.