quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Galeria dos Mártires - Manuel de Jesús Guerra Arita

MANUEL DE JESÚS GUERRA ARITA
Mártir da Terra e da Justiça
HONDURAS * 08/12/1991

Manuel de Jesús Guerra Arita, ativista camponesa. Vice-Secretário-Geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Campo, CNTC. Morto na estrada, quando retornava à San Pedro Sula, numa noite de domingo. Na ocasião estava coordenando atividades de sua organização em solidariedade com a greve do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Nacional de Energia Elétrica. 

A polícia recolheu seu corpo e levou para o necrotério para o enterro e corre para dar a noticia oficial. Há relatos de que a morte do líder é devido a um "acidente de carro". Porém, os companheiros de Manuel de Jesús, as organizações populares e dos direitos humanos tem a certeza de estar diante de outro assassinato e pedem uma autópsia para determinar a verdadeira causa de sua morte.

O resultado é totalmente contrário ao relatório da polícia: Manuel de Jesús morre por consequência de uma bala, disparada a "curta distância". Os diretores da CNTC encontram vestígios de um segundo veículo no asfalto da estrada, que o vinha perseguindo e forçado a voltar, que o fez cair em um barranco. Ali os assassinos pode efetuar de perto o disparo, numa altura em que Manuel de Jesús poderia estar inconsciente devido ao choque causado pelo capotamento.

"assassinato de Manuel de Jesús ocorre em circunstâncias de repressão política ordenada pelo governo", declaram os seus pares. Os camponeses que foram dar a sua vida como outro Jesus, sabem que o seu testemunho os incentivam a lutarem pela justiça.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir da página: http://servicioskoinonia.org/martirologio/

Galeria dos Mártires - Ir. Alicia Domont e Ir. Leonie Duquet

Ir. ALICIA DOMONT e Ir. LEONIE DUQUET
Mártires da Solidariedade com os Desaparecidos
ARGENTINA * 08/12/1977


Ir. Alicia Domont
Alicia Domont, religiosa Francesa das Missões Estrangeiras, trabalhou na Argentina desde 1967. Sequestrada com outra religiosa da mesma congregação, Leonie Duquet e 12 familiares de desaparecidos, depois de uma reunião na paróquia de Santa Cruz, em Buenos Aires.

Alicia foi a primeira freira a morar em um bairro pobre de Buenos Aires, para trabalhar e viver lá com e como os pobres. Sua vida foi dedicada ao serviço dos pobres, primeiro no campo e, em seguida, nas favelas de Buenos Aires. 

Ela acompanhou as mães dos desaparecidos em manifestações e marchas de protesto. De maneira especial, ela se importava com as famílias dos desaparecidos e presos políticos. Em uma ocasião ela foi detida por 24 horas por policiais, sem qualquer razão. 

Ir. Leonie Duquet
No dia 8 de dezembro de 1977, ao sair da Igreja de Santa Cruz em Buenos Aires, foi levada pela polícia junto com a religiosa, sua companheira e, desde então, não existe qualquer informação oficial sobre ela ou sobre Ir. Leonie Duquet. 

Porém, se sabe que ela foi torturada e morreu durante a tortura. Seu corpo está desaparecido. Leonie foi preso e morto no dia 10 de Dezembro.

Em sua última carta Ir. Alicia escreveu: "Sinto-me verdadeiramente em comum com tantas famílias que sofrem o mesmo drama. Tratamos de encontrar a resposta do Senhor à luz do Evangelho... Nossa oração deve estender-se a todos e expressar-se de formas diversas: uma greve de fome, uma concentração, uma carta aberta aos bispos, etc. Estou convencida de que esta situação de paixão está profundamente unida à de Cristo e que ela precede à da Ressurreição".

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

Galeria dos Mártires - Alba Garófalo e Eduardo Daniel Placci

ALBA GARÓFALO e EDUARDO DANIEL PLACCI
Mártir da Causa dos Pobres
Buenos Aires * 08/12/1976
 
Alba Noemi Garofalo Cattenazzi Placci, nasceu em Remédios de Escalada, Buenos Aires, em 22 de janeiro de 1954. Militante metodista. 

Eduardo Daniel Placci, seu esposo nasceu a 21 de maio de 1955, em Venado Tuerto, Santa Fé. Em 1976 nasceu seu primeiro filho, Nicolas. 

Ela em sua juventude militou no JUP. Ele militou no JTP e foi delegado da agremiação SMATA. 

Ambos lutaram no JP e, em seguida na organização Montoneros. 

Foram sequestrados em 08 de dezembro de 1976 em sua casa em San Martin, subúrbios da zona norte de Buenos Aires.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Galeria dos Mártires - Pe. Pablo Gazzarri

Pe.  PABLO GAZZARRI
Mártir e Servidor do Povo
ARGENTINA * 29/11/1976

Pe.  Pablo Gazzarri, argentino, integrante da Comunidade dos Irmãozinhos do Evangelho, à qual se incorporou depois de exercer seu ministério sacerdotal na arquidiocese de Buenos Aires.

Foi sequestrado ao descer do carro de sua família, em frente a sua casa paterna, em pleno centro da cidade. Seu desaparecimento foi imediatamente comunicado ao Núncio apostólico, bem como ao arcebispo de Buenos Aires e parece que as autoridades militares reconhecem em principio sua detenção.

Foi levado para a prisão da Escola de Mecânica da Marinha (ESMA)

Após o golpe militar de 1976, a perseguição aos padres comprometidos foi aberta. Dezenas deles foram mortos (os Padres Palotinos de San Patricio, Pe. Carlos Mugica, Monsenhor Enrique Angelelli) e muitos outros desapareceram. 

Pablo estava muito consciente de que a qualquer momento ele poderia ser morto ou desaparecido, tendo em conta os mesmos compromissos assumidos por ele, tal qual Mugica, Angelelli, entre outros.

Ele se definia como "sacerdote montonero", e, tentou com Jorge Adur implantar o Movimento de Cristãos para a Libertação – semelhante aos Cristãos pelo Socialismo na Argentina. 

No mesmo dia em que deixou de pertencer ao clero diocesano de Buenos Aires e integrou à comunidade dos Irmãozinhos de Evangelho foi sequestrado. Isso intentou a uma forte suspeita de um "acordo" entre as Forças Armadas e o Cardeal de Buenos Aires, Aramburu, de que não tocassem em nenhum dos "seus" sacerdotes (os outros casos alertaram ainda mais a suspeita). 

A declaração de "arrependido" Captãon Scilingo, afirmou que ele foi detido na Escola de Mecânica Naval, e foi levado no "vôo da morte". (As pessoas eram drogadas e lançadas vivas no Rio de la Plata).

Seus companheiros de sacerdócio recordam seu espírito de serviço, sua alegria e sua opção pelos meios populares, aos quais sempre esteve ligado.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Galeria dos Mártires - Pe. Marcial Serrano

Pe. MARCIAL SERRANO
Mártir dos Lavradores
EL SALVADOR * 28/11/1980

Marcial Serrano, sacerdote de 30 anos, pároco de Olocuita, diocese de San Vicente. Foi sequestrado após ter celebrado a missa no cantão Chatipa, paróquia de S. Tomas, quando voltava para casa.

Testemunhas relatam que o viram caminhar em companhia de membros da Guarda Nacional. Logo foi assassinado, segundo confessam seus capturadores, e seu cadáver foi lançado no lago Ilopanpo, com pedras amarradas aos pés.

O veiculo do Pe. Marcial foi encontrado num posto da Guarda Nacional. Seu corpo não apareceu.

Marcial era responsável pela cooperativa sacerdotal de El Salvador e todo seu trabalho pastoral se desenvolveu entre os camponeses.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada,
a partir do livro: Sangue Pelo Povo, Ed. Vozes.

Galeria dos Mártires - Pe. Ernesto Barrera "Neto"

Pe. ERNESTO BARRERA “NETO”
Mártir da CEBs Salvadorenha
EL SALVADOR * 28/11/1978

Ernesto Barrera, carinhosamente conhecido como “Neto”, sacerdote de 30 anos. Foi barbaramente torturado antes de ser assassinado.

Operário da JOC primeiro, e depois sacerdote, desde 1974, totalmente dedicado à pastoral operaria. Pároco de San Sebastián, em Cuidad Delgado, trabalhou para criar consciência de classe entre os operários, dentro do projeto do Reino de Deus.

Mons. Romero se encarregou de estabelecer o diálogo com os sindicatos a partir da posição da Igreja. 

“Neto tem consciência de que trabalha numa pastoral difícil e discutível e sente necessidade de avaliar seu trabalho com seus irmãos sacerdotes e com suas comunidades... É duro com os cristãos medíocres, mas aberto com os outros...Tem grande capacidade de contagiar alegria e vive pobremente. Tudo isso o faz crescer em espiritualidade, converte-se num verdadeiro místico dentro da pastoral operária”, disseram seus companheiros sacerdotes.

Os agentes de repressão o vigiavam e ameaçavam. Segundo informação oficial sobre sua morte, houve confronto entre o exército e a guerrilha.

Porém, Mons. Romero afirma: “Se tem evidências de que o Pe. Ernesto Barrera “Neto” não morreu em um confronto armado, como disse a polícia, mas ele foi torturado e depois mortalmente baleado à queima-roupa. Acuso a polícia de seu assassinato”.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada. 

Galeria dos Mártires - Liliana Esther Aimetta

LILIANA ESTHER AIMETTA
Mártir da Causa dos Pobres
ARGENTINA * 28/11/1976

Liliana Esther Aimetta nasceu em 18 de junho de 1954, e, Buenos Aires, Argentina.

Militante da Igreja Metodista. Em Montoneros, era membro do Secretariado da Organização Columna Capital.

Tinha com apelidos, "Marcela" ou "Mecha".

Trabalhou como professora na escola "Nuestra Señora del Rosario". 

No dia 28 de novembro de 1976 foi detida por membros das Forças Armadas e levada de sua casa na Rua Baigorri, 3444, Villa Park para a prisão da Escola de Mecânica da Marinha, (ESMA)

Ela tinha  22 anos no momento de seu desaparecimento.

Considerada mártir das causas dos pobres.

Texto elaborado por Tonny, da Irmandade dos Mártires da Caminhada.